LIÇÃO 01: O VERBO QUE SE TORNOU EM CARNE

TEXTO ÁUREO
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (Jo 1.14)

VERDADE PRÁTICA
O Verbo de Deus inseriu-se na história, assumindo a forma de homem para redimir os pecadores.
 
LEITURA DIÁRIA
Segunda
–  O Verbo como a semente da mulher.
¹⁵ E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.
Genesis 5.15

Terça – Adotando o mesmo sentimento do Verbo divino.
⁵ De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
Filipenses 2.5

Quarta – O Verbo existe gloriosamente em forma de De
us.
⁶ Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,
Filipenses 2.6

Quinta – O Verbo eterno tomou a forma humana e temporal.
⁷ Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
Filipenses 2.7

Sexta – O Verbo é o nosso “Emanuel: Deus Conosco”.
¹⁴ Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.
Isaias 7.14

Sábado – O Verbo tornou-se semelhante aos homens.
⁸ E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
Filipenses 2.8

HINOS DA HARPA CRISTÃ

1 Meu Jesus, Tu és bom;
Tu és tudo pra mim!
Foste morto, mas vives em mim;
Tu mereces louvor,
Ó Cordeiro de Deus!
Tu és tudo, sim, tudo p’ra mim!

2 Quero a Ti dar louvor,
Pois és Rei sobre reis;
Tu és tudo, mas nada eu sou;
Enche meu coração
De ternura e paz;
Honra eterna e glória Te dou.

3 O Teu nome é amor,
Pois Tu amas a mim,
E eu quero andar neste amor;
Triunfante estou,
Confiando em Ti,
Meu Jesus, grande Consolador.

4 Ó Ungido de Deus,
Trazes paz e perdão;
Salvação, vida, tens para os Teus;
Que mensagem do céu
E de transformação,
Enviada do trono de Deus!

Autor ou Tradutor: J.Car Joel Carlson


1 Adorai o Rei do Universo!
Terra e céus, cantai o Seu louvor!
Todo o ser no grande mar submerso,
Louve ao Dominador!

Todos juntos O louvemos!
Grande Salvador e Redentor!
Todos O louvemos!
Régio Dominador!

2 Adorai-O, anjos poderosos,
Vós que Sua glória contemplais!
Vós, remidos, já vitoriosos;
Graças, rendei-Lhe mais!

3 Sol e lua, coros estelares,
Sua majestade anunciai,
Hostes grandes, centos de milhares,
O Seu poder mostrai!

4 Ventos! Chuvas! Raios! Trovoadas!
Revelai o forte Criador!
Vós dizeis, ó serras elevadas,
Quão grande é meu Senhor!

5 Altos cedros! Grama verdejante!
Esta sinfonia aumentei;
Aves, vermes, todo o ser gigante;
Gratos a Deus louvai!

6 Homens! Jovens! Velhos e meninos!
Adorai ao vosso Redentor!
Reis e sábios, grandes, pequeninos,
Dai-Lhe veraz louvor!

Autor ou Tradutor: E.W Ernesto Wootton


1 Tu deixaste, Senhor,
Tua glória, esplendor,
Quando ao mundo quiseste descer,
Não puderam achar
Em Belém um lugar,
Num presépio Tu foste nascer.

Vem ao meu coração, ó Cristo,
Nele tenho p’ra Ti um lugar!
Vem ao meu coração, ó Cristo vem!
Nele podes p’ra sempre morar!

2 Hinos de adoração,
Anjos no céu Te dão,
Te rendendo excelso louvor.
Mas humilde o Senhor
Veio ao mundo de horror,
Pra dar vida ao mais vil pecador!

3 As raposas aqui
Covas têm para si,
E seus ninhos as aves do céus,
Só não teve um lugar
P’ra cabeça pousar
Jesus Cristo, o Filho de Deus.

4 Do céu vieste Jesus,
Nos trazendo Tua luz,
Que nos dá eternal salvação;
E com ódio e furor
Te cravaram, Senhor,
Sobre a cruz, donde deste o perdão!

5 Aleluias nos céus,
Ao Cordeiro de Deus!
Quando vier o Seu povo buscar;
Sua voz se ouvirá
E pra mim, oh! Dirá:
“Vem, Eu tenho pra ti um lugar”.

Autor ou Tradutor: P.L.M Paulo Leivas Macalão

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 1.1-14

¹ No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
² Ele estava no princípio com Deus.
³ Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez.
⁴ Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens.
⁵ E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
⁶ Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.
⁷ Este veio para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.
⁸ Não era ele a luz, mas veio para que testificasse da luz.
⁹ Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo,
¹⁰ a Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu.
¹¹ Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
¹² Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome,
¹³ Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.
¹⁴ E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

 
PLANO DE AULA
1- INTRODUÇÃO

Neste trimestre, estudaremos o Evangelho de João. Entre outros tópicos, discutiremos a divindade de Jesus, a obra transformadora do Espírito Santo, os milagres realizados pelo Mestre, crucificação, morte e ressurreição do Senhor. Em nossa primeira lição, realizaremos um estudo introdutório sobre este Evangelho, analisando sua estrutura e objetivos. Para nos apoiar neste estudo, teremos como referência os comentários do pastor Elienai Cabral. Ele atua como Consultor Doutrinário e Teológico da CGADB e da CPAD, e além de conferencista, ele é autor com várias obras editadas pela editora.

2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Apresentar as informações introdutórias sobre o Evangelho de João;
II) Revelar o Senhor Jesus como o Verbo de Deus;
II) Explicar, tanto doutrinariamente como biblicamente, a manifestação do Verbo.

B) Motivação: 
A expressão “O Verbo que se tornou em carne” alude diretamente ao versículo 14 de João 1. Nesse texto, João descreve nosso Senhor como o verbo divino que assumiu a forma humana. Trata-se da ligação entre o espiritual (o divino) e o material (o humano). O Nosso Salvador assumiu a natureza humana com o objetivo de redimir os pecadores. Essa é a mensagem central que o evangelista transmite em seu Evangelho.

C) Sugestão de Método: 
O Evangelho de João é um texto do Novo Testamento rico em doutrinas e teologia. Por isso, é fundamental que, através de bons Comentários Bíblicos, você analise o contexto histórico deste Evangelho e também examine, por meio de uma Teologia Sistemática com enfoque pentecostal, a relevante doutrina da encarnação, na Cristologia. Além disso, planeje uma atividade que permita aos alunos refletirem sobre como a encarnação de Jesus se aplica às suas vidas.

3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: 
Ao explorarmos a doutrina da Encarnação do Verbo, devemos imediatamente relacionar esse princípio à manifestação da Palavra de Deus na vida humana. Assim como o verbo divino entrou na história para oferecer salvação ao homem pecador, a Palavra de Deus se revela nas nossas vidas para nos transformar por completo.

4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. 
Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 101, p.36, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: 
Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:
1) O texto “Milagres que confirmam a Divindade de Jesus”, localizado depois do primeiro tópico, aprofunda o objetivo do Evangelho de João ao apresentar Jesus como o Filho de Deus;
2) No final do segundo tópico, o texto “o Verbo” estabelece uma correlação entre a compreensão do termo nas tradições judaica e grega.

 

INTRODUÇÃO

Neste trimestre, vamos estudar o Evangelho de João. Em comparação com os outros três Evangelhos (Mateus, Marcos e Lucas), o de João destaca-se especialmente por centrar-se no ministério de Jesus em Jerusalém. O autor deste Evangelho, o apóstolo João, redigiu este valioso documento com a intenção de revelar a singularidade da natureza divina do nosso Senhor e, ao mesmo tempo, encorajar a fé dos seus discípulos. Que possamos também ser fortalecidos e inspirados na nossa fé em Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.
 
PALAVRA CHAVE: ENCARNAÇÃO
 

I– O EVANGELHO DE JOÃO

1- Autoria e data. 
O apóstolo João é o autor do Evangelho que leva o seu nome. A confirmação da sua autoria encontra-se no próprio texto (Jo 21.20,24 - ²⁰ E Pedro, voltando-se, viu que o seguia aquele discípulo a quem Jesus amava, e que na ceia se recostara também sobre o seu peito, e que dissera: Senhor, quem é que te há de trair? ²⁴ Este é o discípulo que testifica destas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.) e também nos escritos dos denominados Pais da Igreja ( Os pais da igreja são aqueles primeiros cristãos do inicio da igreja que  construiram, defenderam e mantiveram a ortodoxia Cristã. Foram verdadeiros apologetas da fé, doutrina e costumes cristãos.)  Admite-se que tenha sido escrito entre os anos 80 e 90 d.C. De acordo com estudiosos, o Evangelho de João apresenta uma doutrina genuína sobre a divindade de Jesus Cristo. Assim, as expressões “Verbo Divino” e “a Palavra que se fez Carne” são de grande importância neste quarto Evangelho.
 
2- O propósito do Evangelho. 
O Evangelho de João tem como um de seus propósitos levar o leitor a crer que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, ao crer, encontrar a vida em seu nome (Jo 20.31 - ³¹ Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.). Não é por acaso que os especialistas referem-se à primeira parte do primeiro capítulo como “o prólogo de João”, ou seja, a “apresentação” desse Evangelho (Jo 1.1-14). Neste trecho, o apóstolo apresenta Jesus como o Filho enviado de Deus ao mundo para fazer parte da história (Jo 1.1 - ¹ No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.). Assim sendo, o Logos é a “Palavra Encarnada”.
 
3- A Natureza de Jesus. 
Apesar de o Evangelho de João sublinhar de forma clara a dimensão divina de Jesus, o apóstolo também aborda a sua natureza humana (Jo 8.39,40 - ³⁹ Responderam, e disseram-lhe: Nosso pai é Abraão. Jesus disse-lhes: Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão. ⁴⁰ Mas agora procurais matar-me, a mim, homem que vos tem dito a verdade que de Deus tem ouvido; Abraão não fez isto.; 9.11 - ¹¹ Ele respondeu, e disse: O homem, chamado Jesus, fez lodo, e untou-me os olhos, e disse-me: Vai ao tanque de Siloé, e lava-te. Então fui, e lavei-me, e vi.). Neste sentido, o Evangelho não só realça a divindade de Jesus como Filho de Deus, mas também discute a sua humanidade por meio da morte expiatória do nosso Senhor em favor dos pecados da humanidade. Em João, tanto a divindade quanto a humanidade de Jesus são afirmadas.

"Encarnação é um termo usado pelos teólogos para indicar que Jesus, o Filho de Deus, assumiu a carne humana. Isso é semelhante a união hipostática de Cristo - União entre a humanidade e divindade de Cristo,  explicando como isso acontece. A Encarnação fala somente sobre a humanidade de Cristo,  como Ele se fez carne, tornou homem, se humanizou. Encarnação significa " o ato de se fazer carne".

Mais detalhes:

SINOPSE I

O Evangelho de João foi redigido com o propósito de nos fazer crer que Jesus é o Verbo Divino e, por consequência, termos vida nEle.
 

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

MILAGRES QUE CONFIRMAM A DIVINDADE DE JESUS
“João, a testemunha ocular, escolheu oito dos milagres de Jesus (ou sinais e prodígios, como o escritor os chama), para revelar a natureza humana e divina e a missão vivificante dEle. Esses sinais são:
(1) a transformação da água em vinho (2.1-11);
(2) a cura do filho de um oficial do rei (4.46-54);
(3) a cura do homem coxo no Tanque de Betesda (5.1-9);
(4) a alimentação de mais de cinco mil pessoas pela multiplicação de
alguns pães e peixes (6.1-14);
(5) a caminhada de Jesus sobre as águas (6.15-21);
(6) a restauração da vista de um homem cego (9.1-41);
(7) a ressurreição de Lázaro (11.1-44); e
(8) uma surpreendente pesca, presente do Cristo ressurreto para os
discípulos (21.1-14). […] O sinal mais importante do poder e da deidade de Jesus é a ressurreição; e João, como testemunha ocular do túmulo vazio, forneceu um
relato palpitante é surpreendente e registrou várias ocasiões em que Jesus se manifestou após sua ressurreição. João, o devoto seguidor de Cristo, pintou um fiel retrato do poderoso Senhor, o eterno Filho de Deus. Ao ler a história nesse Evangelho, comprometa-se a crer em Jesus e a segui-lo”
(Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1410).


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II – JESUS, O VERBO DE DEUS

1- A revelação que ultrapassa o passado. 
Quando o apóstolo João redigiu a introdução do primeiro capítulo do seu Evangelho, “no princípio era o Verbo” (v.1), é provável que tenha como referência Gênesis 1.1. Esse primeiro versículo do Evangelho mostra que o Verbo é Deus “no princípio”, possuindo assim uma existência infinita, ou seja, não tem começo nem fim. Assim, muito além do passado, desde o princípio, o Verbo já existia com Deus, estava com Deus e é Deus (Jo 1.1 - ¹ No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.).
 
2- A natureza fundamental do Verbo. 
Tal como Deus é eterno, também o Verbo o é. Mais adiante, em Apocalipse, o apóstolo João descreve o Verbo como “o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Ap 1.8). Assim, conforme seu Evangelho, o evangelista apresenta Jesus como o “Logos de Deus”, a Palavra Encarnada que habita entre os homens. Portanto, enquanto “Verbo encarnado”, Jesus é reconhecido por muitos e adorado como Deus.
 
3- “No princípio era o Verbo” (Jo 1.1). 
Conforme já referimos, no grego do Novo Testamento, a palavra que se traduz por “verbo” é logos e significa “palavra”. O conceito de Logos traz consigo a noção de expressão tanto da razão quanto da linguagem. Nesse sentido a forma mais adequada de compreender este termo relaciona-se com as maneiras pelas quais Deus se manifesta ao ser humano. Assim, o conceito mais apropriado para logos encontra-se em Jesus, que representa a expressão da divindade, a Revelação de Deus.

Com base no Logos, o Verbo, a Palavra, se estabelece na cristologia cristã, a doutrina que explica e defende a natureza divina de Cristo e sua posição como Deus. 
Tal doutrina tem sido combatida por heresias e seus defensores, contrariando o que a Bíblia declara sobre o Filho de Deus, Jesus Cristo, Deus. 
Assim, João, quase encerrando o 1⁰ século da era cristã inspirado por Deus escreve seu Evangelho focando principalmente na defesa da divindade de Jesus Cristo. 
O velho e experiente apóstolo, o último ainda vivo de todos aqueles que conviveram com Jesus, relata com muita fé, ousadia e coragem tudo que ele sabia sobre Aquele Cristo com o qual conviveu por muitos anos, testemunhou seus milagres e maravilhas, mas que agora decide escrever com muita propriedade que Ele era, foi e sempre será o Verbo divino, a Palavra viva, o Deus Conosco.

SINOPSE II

O Evangelho de João retrata Jesus como o Verbo Divino que se fez presente na história.
 

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

O VERBO
“O que João quis dizer com “o Verbo”? O termo grego logos, traduzido para o português como “verbo”, foi bastante empregado por teólogos e filósofos, tanto judeus como gregos, mas com significados diferentes. Nas Escrituras Hebraicas, o Verbo é o Agente da criação (Sl 33.6), a Palavra, a mensagem de Deus para o seu povo por intermédio dos profetas (Os 4.1), e a lei de Deus, seu padrão de santidade (Sl 119.11). Enquanto na filosofia grega, o logos significa o princípio da razão que governa o mundo, o pensamento; na cultura hebraica, é outra forma de referir-se a Deus. Assim, a descrição de Jesus como o Verbo feita por João indica claramente que ele se refere a um ser humano que conheceu e amou, mas ao mesmo tempo o Criador do universo, a suprema revelação de Deus, a Deidade encarnada (1.14), o retrato vivo da santidade de Deus, o único em que tudo subsiste (Cl 1.17). Para os leitores judeus, afirmar que Jesus é a encarnação de Deus é blasfêmia. Para os leitores gregos, dizer que “o Verbo se fez carne” (1.14) era inconcebível. Para João, o novo entendimento sobre o Verbo eram as Boas Novas de Jesus Cristo” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1413).

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III– A ENCARNAÇÃO DO VERBO

1- A manifestação do Verbo e a Luz do mundo. 
João identifica Jesus como o Criador de todas as coisas, mediado pelo Pai através do poder da sua Palavra (Jo 1.2,3 - ² Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.). A seguir, ele faz uma distinção entre luz e trevas (Jo 1.4,5 - ⁴ Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5 E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.). As “trevas” simbolizam a obscuridade espiritual provocada pelo pecado. No entanto, Deus enviou João Batista para testemunhar e proclamar sobre a Luz (Jo 1.6-8 - ⁶ Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. ⁷ Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele. 8 Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz.). A verdadeira Luz é Cristo, que foi anunciado por João Batista, mas que os homens decidiram rejeitar (1.9-12 -  Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo. ¹⁰ Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. ¹¹ Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. ¹² Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;).
 
2- O privilégio de nos tornarmos filhos de Deus. 
Enquanto Israel rejeitou a bênção da salvação através da obra do Calvário, Deus ofereceu a todas as pessoas, independentemente da sua raça, etnia ou língua, a oportunidade de se tornarem “filhos de Deus” pela fé no nome de Jesus (Jo 1.12,13 - ¹² Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; ¹³ Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.). Tanto aos judeus quanto aos gentios, a Luz manifestou-se para revelar o plano divino de redenção a toda a humanidade. Assim, aos gentios foi assegurada uma herança de filiação divina através do amor do Pai (1 Jo 3.1 - ¹ E havia entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.). Portanto, como crentes em Cristo, temos o privilégio de sermos chamados “filhos de Deus”.
 
3- A manifestação e a habitação do Verbo. 
A frase “o Verbo se fez carne” sugere a humanização de Deus, que passou a viver entre os homens. O termo “verbo” possui uma conotação muito mais rica e profunda do que qualquer conceito filosófico: Deus entrou na história (Jo 1.14-18 -  ¹⁴ E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. ¹⁵ João testificou dele, e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: O que vem após mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu.  ¹⁶ E todos nós recebemos também da sua plenitude, e graça por graça. ¹⁷ Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. ¹⁸ Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.). É importante notar a expressão “e habitou entre nós”. No texto grego, essa expressão indica que “o Verbo armou seu tabernáculo, ou tenda, entre nós”. Antes, Deus habitava numa tenda montada pelo seu povo; agora, de acordo com as palavras do evangelista, Ele reside entre nós, representando a manifestação plena da presença divina no mundo.

A doutrina da humanidade de Jesus é tão relevante quanto a doutrina de sua divindade, o Cristo que é 100% Deus foi 100% homem, a natureza divina de Cristo foi tão real quanto sua natureza humana, ou seja, Ele foi plenamente Deus e plenamente homem. Como homem Ele foi sujeito a todas as circunstâncias humanas, as limitações físicas, psicológicas, porém sem pecado. Sua concepção foi por obra e graça do Espírito Santo. 
 

SINOPSE III

Por meio da manifestação do Verbo de Deus, a Luz do Mundo, temos a bênção de sermos considerados filhos de Deus.
 

CONCLUSÃO

Nesta lição, tivemos a oportunidade de iniciar o estudo no Evangelho de João, mostrar a sua relevância e o seu objetivo na vida da Igreja. Observamos que a revelação sensível de Deus e a sua intervenção na história tornam o Evangelho de João uma obra única do Novo Testamento. Em João, entendemos que a Encarnação do Verbo trouxe luz plena àqueles que cressem. Assim, através da fé em Jesus, somos denominados e feitos “filhos de Deus”.
 
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REVISANDO O CONTEÚDO

1- Qual é a doutrina que o Evangelho de João explora?
De acordo com estudiosos, o Evangelho de João apresenta uma doutrina genuína sobre a divindade de Jesus Cristo.

2- De que forma o apóstolo João retrata Jesus no seu Evangelho?
O apóstolo apresenta Jesus como o Filho enviado de Deus ao mundo para fazer parte da história (Jo 1.1).

3- Conforme a lição, qual é a maneira mais apropriada de interpretar a palavra logos?
O conceito mais apropriado para logos encontra-se em Jesus, que representa a expressão da divindade, a Revelação de Deus.

4- De que modo o apóstolo João destaca Jesus Cristo?
João identifica Jesus como o Criador de todas as coisas, mediado pelo Pai através do poder da sua Palavra (Jo 1.2,3).

5- Que significado carrega a expressão “o Verbo se fez carne”?
A frase “o Verbo se fez carne” sugere a humanização de Deus, que passou a viver entre os homens, ou seja, Deus entrou na história.

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Pb. Rogério Faustino ︱Escola Bíblica ︱2º Trimestre de 2025︱ Compromisso com a Palavra

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