Lição 03 – O Pai Enviou o Filho / 18 de janeiro de 2026
TEXTO ÁUREO
“Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.” (1Jo 4.9).
VERDADE PRÁTICA
O envio do Filho revela o amor do Pai e a perfeita unidade da Trindade no plano da salvação, garantindo a redenção e a adoção dos crentes.
LEITURA DIÁRIA
Segunda — O amor de Deus revelado no envio do Filho
João 3.16
¹⁶ Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Terça — O Filho veio ao mundo para cumprir a vontade do Pai
João 6.38
³⁸ Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
Quarta — Deus nos amou primeiro, enviando seu Filho
1 João 4.10
¹⁰ Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.
Quinta — Cristo como único caminho ao Pai
João 14.6
⁶ Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
Sexta — O plano eterno de adoção como filhos em Cristo
Efésios 1.3-6
³ Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo;
⁴ Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;
⁵ E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,
⁶ Para louvor da glória de sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado,
⁴ Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;
⁵ E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,
⁶ Para louvor da glória de sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado,
Sábado — O Espírito glorifica a Cristo e guia em toda a verdade
João 16.13,14
¹³ Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.
¹⁴ Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.
¹⁴ Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 3.16,17
¹⁶ Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
¹⁷ Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
1 João 4.9,10
⁹ Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.
¹⁰ Nisto está o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.
Gálatas 4.4-6
⁴ mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,
⁵ para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.
⁶ E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.
HINOS DA HARPA CRISTÃ
1 Deus amou de tal maneira
Este mundo sofredor.
Que à humanidade inteira,
Deus Seu Filho para Salvador.
E agora nunca mais perece
O que crê, mais vida eterna tem;
Quem em Cristo permanece.
Vai ser coroado além.
O pecado na cruz foi vencido,
Podes, pele fé, vencer também;
De justiça, ó sê vestido,
E receberás coroe além.
2 Prisioneiro do pecado,
Vagas sem esperança ter;
Mas Jesus foi enviado,
Para liberdade te trazer.
3 Tu que vives desviado
Sem a paz de Deus gozar,
Ouve a voz do Pai amado,
Que te espera para te abraçar.
Autor ou Tradutor: E.C Emílio Conde
1 Assim que Deus me batizou,
A minha alma viu mais luz,
Pois dom celeste o Pai mandou,
P’ra dar louvor ao meu Rei Jesus,
Sou testemunha do meu Senhor,
E sempre dEle vou falar;
Também do selo de amor,
Que o meu cálice faz transbordar.
Louvado seja Jesus, o Cristo,
Que continua a batizar,
Com língua estranha, nós temos visto,
O dom celeste, o Pai mandar!
2 O bom caminho vou trilhar,
Se eu quiser obedecer
Ao Evangelho, à luz sem par,
Aonde vida vou receber,
De Jesus Cristo eu falarei,
que é dos homens Salvador;
Ó vinde hoje e recebei,
Divina graça do meu Senhor.
Autor ou Tradutor: P.L.M Paulo Leivas Macalão
1 Senhor, meu Deus, quando eu, maravilhado,
Contemplo a tua imensa criação,
A terra e o mar e o céu todo estrelado
Me vêm falar da tua perfeição.
Então minh’alma canta a ti, Senhor:
- “Grandioso és Tu! - grandioso és Tu!”
Então minh’aima canta a ti, Senhor:
- “Grandioso és Tu! - grandioso és Tu!”
2 Quando as estrelas, tão de mim distantes,
Vejo a brilhar com vivido esplendor,
Relembro, oh! Deus, as glórias cintilantes
Que meu Jesus deixou, por meu amor!
3 Olho as florestas murmurando ao vento
E, ao ver que Tu plantaste cada pé,
Recordo a cruz, o lenho tão cruento,
E no teu Filho afirmo a minha fé.
4 E quando penso que Tu não poupaste
Teu Filho amado por amor de mim,
Meu coração, que nele Tu ganhaste,
Transborda, oh! Pai, de amor que não tem fim!
5 E quando Cristo, o amado meu, voltando,
Vier dos céus o povo seu buscar,
No lar eterno quero, jubilando,
A tua santa face contemplar.
Autor ou Tradutor: S.K.H Stuart K. Hine
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
No plano eterno da Redenção, o Pai é quem envia o Filho para salvar o mundo. Esta verdade manifesta o amor divino e reafirma a perfeita unidade da Santíssima Trindade na missão da salvação. Ao longo desta lição, vamos estudar como o envio do Filho Unigênito revela: a suprema expressão do amor de Deus, o cumprimento da plenitude dos tempos e a atuação harmoniosa do Pai, do Filho e do Espírito Santo no plano redentor.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Compreender que o envio do Filho é a maior prova do amor de Deus Pai;
II) Reconhecer que a vinda de Cristo ocorreu na plenitude dos tempos, segundo o plano eterno de Deus;
III) Identificar a atuação da Trindade na execução e aplicação da salvação.
B) Motivação:
O envio do Filho não foi um ato isolado, mas parte de um plano eterno que une o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Ao entender essa verdade, o crente é levado a confiar no amor soberano de Deus e a valorizar a graça recebida em Cristo.
C) Sugestão de Método:
Inicie a aula perguntando aos alunos: “Qual foi o maior presente que você já recebeu?”. Após ouvir algumas respostas, leia João 3.16,17 e 1 João 4.9,10, destacando que o maior presente dado à humanidade foi o envio do Filho de Deus para nossa salvação. Reserve os últimos 10 minutos da aula para desenvolver a seguinte atividade: divida a classe em três grupos, dando a cada grupo um dos tópicos da lição para leitura e resumo. Depois, cada grupo apresenta seu resumo à classe, destacando a participação do Pai, do Filho e do Espírito Santo no Plano da Salvação. Se desejar, pode fazer essa atividade no início da aula.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação:
O envio do Filho pelo Pai revela o amor eterno e soberano de Deus e nos convida a viver em gratidão e obediência. Ao compreender que a salvação foi planejada, executada e aplicada pelo Deus Triúno, somos chamados a adorá-Lo e a anunciar essa mensagem ao mundo.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão.
⁷Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 104, p.37, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais:
Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “O Amor Salvífico do Pai”, localizado depois do primeiro tópico, aponta para a interpretação bíblica a respeito do amor incondicional do Pai; 2) O texto “A Plenitude dos Tempos”, ao final do segundo tópico, aprofunda o envio do Filho no contexto pleno dos tempos.
INTRODUÇÃO
No plano eterno da redenção, o Pai é quem envia o Filho para salvar o mundo. Esta verdade, revelada nas Escrituras, manifesta o amor do Pai e reafirma a unidade e a missão da Santíssima Trindade. Nesta lição, veremos como o envio do Filho Unigênito de Deus — a Segunda Pessoa da Trindade, revela em profundidade: a suprema expressão do amor de Deus, a plenitude do tempo para a redenção e a obra perfeita da Trindade na salvação.
Palavra-Chave: ENVIO
I. O ENVIO DO FILHO E O AMOR DO PAI
1. O amor incondicional do Pai.
O envio de Jesus Cristo — o Filho Unigênito do Pai, é a maior demonstração do amor de Deus ao mundo (Jo 3.16). O verbo grego para este amor é “aqapáō” e o substantivo é “agápē”. Expressam a natureza essencial de Deus (1 Jo 4.8 - ⁸ Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.) e a busca pelo bem-estar de todos (Rm 15.2 - ² Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação.). Conforme usado, acerca de Deus, manifesta interesse profundo e constante de um Ser perfeito para seres completamente indignos (Vine, 2002, p.395). Ensina que o amor de Deus não foi motivado por mérito humano. Ele amou “o mundo” rebelde e perdido — e enviou seu Filho “não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (Jo 3.17). Este amor alcança toda a humanidade, é incondicional, plenamente gracioso, sacrificial e absoluto! (Ef 2.4,5 - ⁴ Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, ⁵ Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),).
"Deus é amor! Nisso conhecemos a sua natureza e a sua vontade de salvar a todos os perdidos. Seu amor não foi e nem é medido pelas condições humanas, mas se revela pela sua pessoa. O seu amor vai além do que se pode imaginar e entender, pois o seu amor se revela na sua própria pessoa.
O amor de Deus é incondicional, ou seja, além de não ser medido por condiçoes não foi preciso Ele ser amado para poder amar, pelo contrário, Ele nos amou primeiro sendo nós ainda pecadores."
2. A iniciativa soberana de Deus.
Desde a eternidade, antes da Queda no Éden, Deus traçou um plano de redenção em Cristo (Ef 1.4,5 - ⁴ Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; ⁵ E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,). Até mesmo anterior a fundação do mundo, o Filho já estava destinado para nossa salvação (1 Pe 1.18-20 - ¹⁸ Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, ¹⁹ Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, ²⁰ O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós;). Deus, em sua soberania e seu imensurável amor, tomou a iniciativa de enviar o Salvador, cumprindo seu eterno propósito de redenção (Ef 1.9 - ⁹ Descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo,). A Escritura ratifica que o amor divino antecede qualquer atitude humana: “não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 4.10). Portanto, a iniciativa da salvação não parte do ser humano, mas de Deus. Em sua soberania, misericórdia e compaixão, Deus decidiu agir em favor da humanidade caída (Rm 3.24-26 - ²⁴ Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.²⁵Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; ²⁶ Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.; 5.8 - ⁸ Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.).
"Em sua onisciência Deus já havia traçado desde a eternidade um plano de resgate do homem. Ao dotar o homem de livre arbítrio, Ele já sabia que o homem iria se afastar de sua presença, não que Deus planejara isso, de forma alguma, pois o pecado e a desobediência humana foram suas escolhas, diante disso Deus idealizou o plano perfeito em Cristo antes da fundação do mundo.
Isso deixa claro que a salvação dos homens procede de Deus e nao do ser humano ou de qualquer obra que ele venha a fazer."
3. O envio do Filho e a Trindade.
Embora a missão do Filho seja descrita por meio do verbo “enviar” (Jo 3.17,18,34 - ¹⁷ Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. ¹⁸ Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. ³⁴ Porque aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; pois não lhe dá Deus o Espírito por medida.), a ideia aqui é de um presente gracioso de Deus (1 Jo 4.10 - ¹⁰ Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.). Em seu amor soberano, o Pai ofereceu sua dádiva mais preciosa — o seu Filho Unigênito: “para que por Ele vivamos” (1 Jo 4.9). Essa doação, não implica hierarquia na Trindade. O Pai, o Filho e o Espírito Santo possuem a mesma natureza divina (Jo 1.1 - ¹ No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.; 10.30 - ³⁰ Eu e o Pai somos um.; 14.26 - ²⁶ Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.). A distinção observada é funcional, relacionada ao plano da salvação: o Filho é enviado para realizar a redenção (Jo 6.38-40 - ³⁸ Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. ³⁹ E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia. ⁴⁰ Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.). Essa dinâmica revela harmonia e unidade da Trindade: uma única vontade e um único propósito. O envio do Filho é, portanto, uma expressão do amor do Deus Triúno, que resplandece em toda a história da salvação (Ef 1.3-14).
"A distinção na Trindade se dá na função de cada uma das Pessoas, o Pai enviou o Filho, o Filho realizou a obra do resgate, o Espírito Santo opera a salvação convencendo e revelando o Salvador, Jesus Cristo."
SINOPSE I
O envio do Filho é a expressão suprema do amor do Pai, fruto de sua iniciativa soberana e graciosa.
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AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
O AMOR SALVÍFICO DO PAI
“A ação redentora cheia de amor de Deus, é apresentada nesta seção em forte contraste em relação ao destino desesperado da humanidade pecadora sob a ira do mesmo Deus em 2.1-3. Em termos empolgantes e impetuosos, Paulo faz o contraste da situação em que os leitores estavam ‘antes’ (2.3), sem Cristo; aquilo em que estão agora, em Cristo; aquele que ‘todos nós’ (2.3a) somos por natureza (2.3d) e aquilo que somos ‘pela graça’ (2.5,8); a razão da ira de Deus (2.3) e a iniciativa do amor de Deus (2.4); a realidade espiritual de que ‘estávamos mortos’ (2.1), mas que Deus ‘nos vivificou juntamente com Cristo’ (2.5).” (ARRINGTON, Franch L.; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento: Romanos — Apocalipse. Volume 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.410).
II. O FILHO E A PLENITUDE DOS TEMPOS
1. A preparação histórica e religiosa.
O envio de Cristo não foi um plano improvisado, mas um desígnio eterno, cumprido “na plenitude dos tempos” (Gl 4.4). Indica que a vinda do Messias se deu no tempo determinado pelo Deus Pai (Rm 5.6 - ⁶ Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.). A Trindade, em perfeita sabedoria e unidade, determinou o momento exato para a execução do plano redentor (Ef 1.10,11 - ¹⁰ De tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra; ¹¹ Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade;). Historicamente, o domínio romano construiu estradas e rotas comerciais que contribuíram para a disseminação do Evangelho. A cultura grega unificou o mundo por meio do grego koiné, tornando possível a escrita do Novo Testamento em uma língua conhecida e popular. No judaísmo, apesar da rejeição dos líderes entre o povo, a expectativa messiânica estava elevada (Lc 2.25-38). Isso sinaliza que Deus preparou o cenário para a chegada do Salvador (At 17.26 - ²⁶ E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação;).
"Para o cumprimento da obra da salvação, Deus deixou tudo planejado, usou tudo e todos para que o Filho vinhesse ao mundo, crescesse e relizasse a obra. Usou a história, os homens, as circunstâncias, o tempo, para que Jesus completasse a sua missão. Sua mensagem e o seu Reino foi proclamado e anunciado obedecendo os planos e requisitos do Pai."
2. O Filho nascido sob a Lei.
A Escritura afirma que o Filho veio “nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4.4b). A expressão “nascido de mulher”, reafirma que Cristo assumiu nossa natureza humana (Hb 2.14 - ¹⁴ E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo;; Fp 2.7,8 - ⁷ Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; ⁸ E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.). Ele encarnou e experimentou as fraquezas humanas, exceto o pecado (Hb 4.15 - ¹⁵ Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.). Cumpriu-se assim a profecia: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho” (Is 7.14; Mt 1.23), mostrando que sua vinda foi obra soberana de Deus. A declaração “nascido sob a lei” significa que Jesus cumpriu todas as exigências da Lei mosaica (Mt 5.17 - ¹⁷ Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir.). Ele foi o único homem a cumprir plenamente a Lei de Deus, sem a transgredir em momento algum (1 Pe 2.22 - ²² O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano.). Sua vida de obediência foi necessária para que pudesse oferecer um sacrifício perfeito em favor dos pecadores (Hb 7.26,27 - ²⁶ Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus; ²⁷ Que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo.).
"Jesus nasceu de mulher, mas nunca viu pecado. Foi 100% homem, porem fora concebido e gerado pelo Espirito Santo, portanto era 100% Deus, e nunca deixou de ser. Ele foi o unico homem da historia que cumpriu toda a lei mosaica, pois Ele é o autor da lei!"
3. A adoção de filhos.
A obra do Filho não apenas trouxe perdão, mas também nos concedeu a posição de filhos adotivos (Gl 4.5 - ⁵ Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.). Cristo é o único Filho de Deus por natureza (Jo 1.18 - ¹⁸ Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.); e os crentes tornam-se filhos por adoção (Jo 1.12,13 - ¹² Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; ¹³ Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.). A prática da adoção não fazia parte do sistema legal judaico, mas era comum e bem conhecida entre os gentios. Paulo enfatiza que foi do agrado de Deus inserir no plano da salvação, que os salvos fossem adotados como filhos (Ef 1.5 - ⁵ E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,). O “espírito de adoção” habilita os salvos a clamarem “Aba, Pai” (Gl 4.6). Esse termo aramaico (“Aba”, “papai”) empregado na interação entre o Filho e o Pai, indica respeito e confiança (Mc 14.36 - ³⁶ E disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres.). Essa adoção e intimidade é aplicada pelo Espírito Santo (Rm 8.15,16 - ¹⁵ Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. ¹⁶O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.), demonstrando novamente a atuação inseparável da Trindade na salvação.
"A obra da salvação efetuada por Jesus além de ter nos dado o perdão dos pecados, nos redimiu e nos lavou da desobediência trazendo-nos de volta a Deus e nos dando o título de filhos. Em Cristo somos feitos filhos por adoção de Deus."
SINOPSE II
Na plenitude dos tempos, Cristo veio ao mundo, cumprindo as profecias e proporcionando redenção e adoção como filhos de Deus.
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AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
A PLENITUDE DOS TEMPOS
“O período de utilidade limitada da lei é relatado em 4.4. A frase ‘quando veio a plenitude dos tempos’ marca o fim do período de tutela como relatado em 3.24,25; 4.1,2. O plano pré-ordenado de Deus era que a lei ditasse o fundamento da moralidade até a vinda de Cristo. Jesus é o ponto focal da história mundial; Ele é o sustentáculo do qual depende a virada dos tempos. [...] Semelhantemente ‘enviou’ não comunica principalmente distância ou espaço; antes, fala de comissionar um enviado autorizado. Portanto, quando a fase mundial estava exatamente correta, o Pai comissionou seu Filho para trazer a salvação.” (ARRINGTON, Franch L.; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento: Romanos — Apocalipse. Volume 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.361).
III. A TRINDADE NO PLANO DA SALVAÇÃO
1. A vontade do Pai realizada pelo Filho.
O Filho veio ao mundo para cumprir a vontade do Pai: “eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 6.38). Essa vontade, segundo Cristo, é que nenhum daqueles que o Pai lhe deu se perca, mas tenham a vida eterna (Jo 6.39,40 - ³⁹ E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia. ⁴⁰ Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.). A obediência de Jesus é perfeita, revelando plena submissão ao Pai. Ele mesmo testifica: “porque eu faço sempre o que lhe agrada” (Jo 8.29). Essa obediência alcançou o clímax na entrega voluntária de sua vida por amor: “sendo obediente até a morte e morte de cruz” (Fp 2.8). Por meio de sua vida sem pecado e morte sacrificial, a justiça de Deus foi plenamente satisfeita (Rm 3.24-26 - ²⁴ Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. ²⁵ Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; ²⁶ Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.). Em Cristo, vemos a expressão sublime da obediência, do amor e da unidade perfeita na Trindade.
2. A mediação exclusiva do Filho.
O Filho é o único caminho de acesso ao Pai: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). Esse acesso é exclusivo porque Ele é a revelação plena do Pai (Jo 1.18 - ¹⁸ Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.), e o único que pode satisfazer a justiça divina mediante o seu sacrifício no Calvário (Hb 9.15 - ¹⁵ E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna.). A exclusividade da mediação de Cristo está enraizada na estrutura trinitária. O Pai enviou o Filho (Jo 3.16 - ¹⁶ Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.), e o Espírito Santo testifica do Filho (Jo 15.26 - ²⁶ Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.). Assim, o caminho para o Pai passa necessariamente pela aceitação do Filho, conforme ensina as Escrituras: “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem” (1Tm 2.5). Desse modo, a salvação ocorre unicamente por meio da fé em Cristo (At 4.12 - ¹² E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.).
3. A aplicação da salvação pelo Espírito.
O Espírito Santo, chamado de Consolador e Espírito da verdade, foi enviado pelo Pai e pelo Filho. Jesus disse que o Espírito viria para convencer o mundo “do pecado, e da justiça, e do juízo” (Jo 16.8-11). É o Espírito que ilumina a mente para o conhecimento de Deus (2 Co 4.6 - ⁶ Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.), ensina a verdade (Jo 14.26 - ²⁶ Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.), regenera os pecadores (Tt 3.5 - ⁵ Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo,), sela os que creem (Ef 1.13 - ¹³ Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa;), opera a santificação progressiva (2 Ts 2.13 - ¹³ Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade;), e assegura a perseverança dos crentes (Fp 1.6 - ⁶ Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;). Além disso, o Espírito glorifica o Filho, pois foi enviado para testificar de Cristo (Jo 15.26 - ²⁶ Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.), revelando sua Pessoa e obra ao coração humano. O Espírito nunca age independentemente do Filho ou do Pai. Sua missão é, intrinsecamente, a de exaltar a glória do Deus Triúno (Jo 16.13,14 - ¹³ Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. ¹⁴ Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.).
SINOPSE III
O plano de salvação é obra da Trindade: o Pai envia, o Filho executa e o Espírito aplica.
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CONCLUSÃO
O envio do Filho pelo Pai revela o amor eterno e soberano de Deus e destaca a perfeita unidade da Trindade na obra da salvação. Deus não apenas amou o mundo, mas agiu em favor dele, enviando seu Filho no tempo certo, para redimir os pecadores. O Filho, em obediência plena, realizou a redenção; e o Espírito Santo, em sua atuação eficaz, aplica a salvação ao coração dos crentes. Conhecer essa verdade fortalece nossa fé e nos convida a adorar com gratidão o Deus Triúno que nos salvou.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. O que significa afirmar que a iniciativa da salvação é um ato da soberania de Deus?
Significa que a salvação começa com a iniciativa amorosa e soberana de Deus, e não do ser humano.
2. Do ponto de vista histórico, que fatos corroboram que era chegado o momento exato para a execução do plano redentor de Deus para a humanidade?
A dominação romana, a língua grega comum e a expectativa messiânica entre os judeus criaram o cenário ideal para a vinda de Cristo.
3. O que significa a declaração “nascido sob a lei”?
Que Jesus veio como homem, cumprindo plenamente a Lei de Deus, sem transgredi-la.
4. Qual vontade do Pai é realizada pelo Filho?
Que todos aqueles que o Pai deu ao Filho recebam a vida eterna e não se percam.
5. Por que a mediação entre o ser humano e Deus é um ato de exclusividade do Filho?
Porque somente Cristo revela plenamente o Pai e oferece o sacrifício perfeito que satisfaz a justiça divina.
Escola Bíblica ︱1º Trimestre de 2026︱Adultos ︱A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas︱Neweb ︱Compromisso com a Palavra
REVISTA ENSINADOR CRISTÃO
O PAI ENVIOU O FILHO
Nesta oportunidade, estudaremos o envio do Filho de Deus a este mundo. Por intermédio de Seu Filho Unigênito, o Pai revela Seu amor e a perfeita unidade da Trindade na redenção e na adoção dos crentes. Na dinâmica da salvação, cada Pessoa da Trindade exerce papel fundamental. Compreender o papel do Pai é importante para que conheçamos quem Ele é e Seu eterno propósito.
Enquanto esteve neste mundo, nosso Senhor cuidou de apresentar aos discípulos o grande amor do Pai. Quando Filipe, um dos discípulos, pediu que o Mestre lhes mostrasse o Pai, a resposta foi bem clara: “Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (Jo 14.9). Observe que a compreensão dos discípulos a respeito da Pessoa do Pai ainda estava limitada. Não obstante, Jesus é a revelação mais nítida do caráter e do amor do Pai. NEle habita corporalmente a plenitude da divindade (Cl 2.9). As três Pessoas da Trindade não operam de forma desigual. A Declaração de Fé das Assembleias de Deus, editada pela CPAD, ressalta o papel das três Pessoas na redenção da humanidade: “Há uma absoluta igualdade dentro da Trindade, e nenhuma das três Pessoas está sujeita, por natureza, à outra, como se houvesse uma hierarquia divina. Existe, sim, uma distinção de serviço. O Pai possui a mesma essência divina das demais pessoas da Trindade. O Filho é gerado do Pai, e o Espírito Santo procede do Pai e do Filho. A paternidade é o papel da primeira Pessoa da Trindade que opera por meio do Filho e do Espírito Santo. O Pai proclamou as palavras criadoras, e o Filho executou-as. O Pai planejou a redenção, e o Filho, ao ser enviado ao mundo, realizou-a. Quando o Filho retornou ao céu, o Espírito Santo foi enviado pelo Pai e pelo Filho para ser o Consolador e o Ensinador. A subordinação do Filho não compromete a sua deidade absoluta e, da mesma forma, a subordinação do Espírito Santo ao ministério do Filho e ao Pai não é sinônimo de inferioridade” (2025, pp.39,40).
Ao compreender o papel de cada Pessoa da Trindade, fica evidente que conhecer o Senhor Jesus é a forma mais lúcida e direta de experimentar a intimidade e comunhão profunda com Deus Pai. A fé no Filho de Deus Unigênito oportuniza ao crente a experiência espiritual de se tornar filho de Deus por adoção (Rm 8.14,15). Trata-se de uma adoção aplicada pelo Espírito Santo e que endossa o propósito do Pai na criação, isto é, que Ele não nos fez para sermos apenas mais uma de suas criaturas, e, sim, para que desfrutássemos do privilégio de habitar em Sua presença e nos tornássemos herdeiros das riquezas de Sua graça (Rm 8.16,17).
Pb. Rogério Faustino
Neweb

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