TEXTO ÁUREO
“E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para
Salvador do mundo.” (1Jo 4.14).
VERDADE PRÁTICA
A paternidade de Deus é revelada no envio do Filho e na concessão do Espírito, confirmando nossa filiação e aperfeiçoando-nos no amor.
LEITURA DIÁRIA
Segunda — O Pai não tem início nem fim, Ele é eterno
Joao 1.18
¹⁸ Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.
Terça — O Pai sempre foi eternamente
Joao 17.5
⁵ E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.
Quarta — O Pai gera o Filho e ambos têm a vida em si mesmo
Joao 5.26
²⁶ Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo;
Quinta — O Espírito procede do Pai e do Filho
Joao 15.26
²⁶ Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.
Joao 16.7
⁷ Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei.
Sexta — Confessar a Cristo revela a habitação de Deus
1 Joao 4.15,16
¹⁵ Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus.
¹⁶ E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.
Sábado — O amor de Deus lança fora o temor e nos capacita a amar
1 Joao 4.17-19
¹⁷ Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo.
¹⁸ No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor.
¹⁹ Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 João 4.13-16
¹³ Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito,
¹⁴ e vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.
¹⁵ Qualquer que confessar que
Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele e ele em Deus.
¹⁶ E nós conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor e quem está em amor está em Deus, e Deus, nele.
1 Com Tua mão, segura bem a minha,
Pois eu tão fraco sou, ó Salvador!
Que não me atrevo a dar nem um só passo
Sem Teu amparo, meu Jesus Senhor!
2 Com Tua mão, segura bem a minha,
E mais e mais unido a Ti, Jesus.
Ó traze-me, que nunca me desvie
De Ti, Senhor, a minha vida e luz!
3 Com Tua mão, segura bem a minha,
E, pelo mundo, alegre seguirei:
Mesmo onde as sombras caem mais escuras
Teu rosto vendo, nada temerei.
4 E, se chegar à beira desse rio,
Que Tu por mim quiseste atravessar,
Com Tua mão segura bem a minha,
E sobre a morte eu hei de triunfar.
5 Quando voltares esses céus rompendo,
segura bem a minha mão, Senhor,
E, meu Jesus, ó leva-me contigo,
Para onde eu goze Teu eterno amor.
Autor: F.C Fanny Crosby
1 Quando lá do céu descendo,
para os Seus, Jesus voltar,
E o clarim de Deus a todos proclamar,
Que chegou o grande dia do triunfar do meu Rei,
Eu, por Sua imensa graça, lá estarei.
Quando enfim, chegar o dia
Do triunfar do meu Rei,
Quando enfim, chegar o dia,
Pela graça de Jesus eu lá estarei!
2 Nesse dia, quando os mortos
hão de a voz de Cristo ouvir,
E dos seus sepulcros hão de ressurgir,
Os remidos reunidos, logo aclamarão seu Rei,
E, por Sua imensa graça, lá estarei.
3 Pelo mundo, rejeitado foi,
Jesus, meu Salvador.
Desprezaram, insultaram meu Senhor,
Mas, faustoso, vem o dia
do triunfar do meu Rei,
E, por Sua imensa graça, lá estarei.
4 Em mim mesmo, nada tenho em que possa confiar,
Mas Jesus morreu na cruz p'ra me salvar;
Tão somente nEle espero, sim, e sempre esperarei.
Pois, por Sua imensa graça, lá estarei.
Autor ou Tradutor: H.M.W H. Maxwell Wrigth
1 Glorioso Deus, que está no céu,
Conselheiro é contra o revés.
Se aqui trevas há, m'iluminará;
Na tribulação, nEle os crentes firmados estão.
Oh! Quão bom é nosso Deus!
Tudo preparou p’ra os Seus,
Que por Ele, chegarão,
Satisfeitos à Sua mansão.
2 Vindo a morte dar golpe em meu lar,
Então, eu bem sei, onde acharei,
Paz que satisfaz, pois Jesus me traz
O que me é mister e o que me possa aqui conter.
3 Longe do meu lar, sinto eu pesar,
Mas o bom Jesus dá-me Sua luz.
E minh'alma diz: "'Stás em mim feliz,
‘Stou contigo aqui", estarás, sim, comigo ali.
4 Peregrino sou, mas em breve estarei
Onde ficarei sempre com Sua grei;
Lá hei de gozar Seu amor sem par;
Grato cantarei aleluias ao grande Rei.
Autor ou Tradutor: S.N Samuel Nyström
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
A paternidade de Deus é uma verdade revelada nas Escrituras que mostra o Pai como fonte eterna de toda vida. Ele enviou o Filho e concedeu o Espírito, formando conosco uma relação íntima, segura e transformadora. É o que estudaremos nesta lição.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Compreender que a paternidade de Deus é eterna e inseparável de sua natureza;
II) Reconhecer que confessar a Cristo como Filho é evidência de filiação divina;
III) Aplicar os princípios do amor do Pai como base para a vida cristã.
B) Motivação:
A compreensão da paternidade de Deus nos leva a desfrutar de segurança espiritual, a viver com confiança diante do mundo e a experimentar um amor que lança fora todo medo.
C) Sugestão de Método:
Antes de iniciar o estudo desta lição, proponha uma breve revisão das lições 1 a 3. Divida a classe em três grupos e atribua a cada grupo uma das lições anteriores para resumir. Oriente-os a destacar: o tema central, os principais versículos e a aplicação prática. Cada grupo apresenta seu resumo em até 3 minutos.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação:
A paternidade de Deus é uma verdade revelada nas Escrituras que mostra o Pai como fonte eterna de toda vida. Ele enviou o Filho e concedeu o Espírito, formando conosco uma relação íntima, segura e transformadora. Nesta lição, estudaremos como a Trindade manifesta a paternidade divina por meio do Filho e do Espírito.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão.
Vale a pena conhecer essa revista que traz diversos subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 104, p.38, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais:
Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “Características do Pai”, localizado depois do primeiro tópico, mostra como Deus se revela como Pai; 2) O texto “O Amor de Deus como fonte do amor humano”, ao final do terceiro tópico, mostra que é por meio do amor de Deus que somos habilitados a amar o próximo.
INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos como o Pai revela sua paternidade por meio da Trindade. Veremos que esta paternidade é reconhecida na confissão de Cristo e aperfeiçoada em nós pelo amor, garantindo nossa comunhão com Ele, capacitando-nos a viver com confiança, fidelidade e expressão visível da nossa filiação diante do mundo.
Palavra-Chave: PATERNIDADE
I. A REVELAÇÃO DA PATERNIDADE DO PAI
1. Definição da paternidade do Pai. A Paternidade é atributo da Primeira Pessoa da Trindade, que opera por meio do Filho e do Espírito Santo: “um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos vós” (Ef 4.6). O Pai é a fonte de tudo, Ele é soberano (1 Co 8.6- ⁶ Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele.), Ele é o princípio sem princípio, Ele não é gerado (Jo 1.18 - ⁸ Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou. ), mas é Aquele que gera o Filho (Sl 2.7 - ⁷ Proclamarei o decreto: o Senhor me disse: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. ; Hb 1.5 - ⁵ Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, Hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, E ele me será por Filho?) e de quem, junto com o Filho, procede o Espírito Santo (Jo 14.26 - ²⁶ Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.). Entender a paternidade divina é uma fonte de consolo. Podemos confiar no cuidado do Pai, pois Ele é o originador de toda boa dádiva (Tg 1.17 - ¹⁷ Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.).
A paternidade do Pai tem a ver com a função da primeira pessoa da Trindade.
2. A paternidade eterna do Pai.
A Paternidade de Deus não tem início no tempo. Deus é Pai desde toda a eternidade. Na oração sacerdotal Jesus disse: “E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse” (Jo 17.5). Este texto ensina que o relacionamento entre o Pai e o Filho é anterior à criação, revelando que a identidade de Deus como Pai é eterna. Não houve momento em que Deus se tornou Pai. O Pai sempre foi Pai, o Filho sempre foi Filho e o Espírito sempre foi Espírito (Ef 1.3,4 - ³ Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; ⁴ Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;; Hb 1.2,3 - ² A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. ³ O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;; 9.14 - ¹⁴ Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?).
3. O Pai gerou o Filho.
A geração do Filho não implica criação; Ele sempre existiu com o Pai, com a mesma essência: “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (Jo 5.26). Significa que o Deus Pai não recebeu vida de ninguém, Ele é autoexistente. O Filho gerado pelo Pai também é autoexistente. Implica dizer que o Filho não foi criado, mas eternamente gerado. O Filho, assim como o Pai, possui vida em si mesmo, isto é, compartilha da mesma natureza divina (Jo 10.30 - ³⁰ Eu e o Pai somos um.).
4. O Pai nos concede o Espírito.
O Espírito Santo também tem sua origem no Pai, mas de modo distinto. Ele procede do Pai (Jo 15.26 - ²⁶ Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.) e é enviado pelo Filho (João 16.7- ⁷ Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei.). Saber que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho é muito mais do que um detalhe teológico; é uma fonte poderosa de segurança para nossa vida cristã. O Espírito Santo é o próprio Deus (At 5.3,4 - ³ Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? ⁴ Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.), enviado para estar conosco para sempre (Jo 14.16,17 - ¹⁶ E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; ¹⁷ O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.). Ele nos aproxima do Pai (Ef 2.18 - ¹⁸ Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito.), testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm 8.16 - ¹⁶ O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.) e nos guia em toda a verdade (Jo 16.13 - ¹³ Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.).
SINOPSE I
A paternidade de Deus é eterna, revelada no envio do Filho e na concessão do Espírito.
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AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
CARACTERÍSTICAS DO PAI
“(1) Como um Pai carinhoso, Ele se importa conosco, nos guia e nos recebe para que possamos ter uma comunhão profunda e aberta com Ele. Através da fé em Cristo, temos acesso ao Pai a qualquer hora para adorá-lo e para expressar as nossas necessidades.
(2) Como um Pai, Deus não tolera (ao contrário de alguns pais terrenos) o mal em seus filhos, e não falha quando é necessário discipliná-los corretamente. Fazer qualquer coisa menos que isto não seria bom para nós. Deus se opõe ao pecado e àquilo que o pecado pode fazer contra os seus filhos.
(3) Como um Pai celestial, ele pode castigar assim como abençoar, reter assim como dar, agir tanto com justiça como com misericórdia. A maneira como Ele responde aos seus filhos depende da fé deles, e da obediência que demonstram a Ele. No entanto, podemos ter a confiança de que toda a direção e disciplina de Deus são para o nosso bem.” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1616).
II. RECONHECENDO A PATERNIDADE DO PAI
1. Confessar a Cristo como Filho. A confissão de que Jesus é o Filho de Deus é um ato central na fé cristã: “Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele e ele em Deus” (1Jo 4.15). Reconhecer a filiação divina de Cristo é mais do que uma afirmação privada. É uma declaração pública de fé e sinaliza que Deus habita no coração do crente (Rm 10.9,10 - ⁹ A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. ¹⁰ Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.). Essa capacidade não nasce da carne, nem da persuasão humana, mas da ação sobrenatural do Espírito Santo (1 Co 12.3 - ³ Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo.). Reconhecer Jesus como o Filho de Deus é a única forma legítima de acesso ao Pai (Jo 14.6 - ⁶ Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.). Negar o Filho é, por consequência, negar o acesso ao Pai (1 Jo 2.23 - ²³ Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai.). Que cada crente possa, com o coração cheio de fé e gratidão, proclamar com ousadia: “Senhor meu, e Deus meu!” (Jo 20.28).
2. A perfeição do amor do Pai.
O amor faz parte da natureza do Pai: “E nós conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor e quem está em amor está em Deus, e Deus, nele” (1 Jo 4.16). O amor do Pai é sacrificial, demonstrado ao enviar Seu Filho (Jo 3.16 - ¹⁶ Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.). Esse amor nos adotou; fomos aceitos por Ele, com todos os direitos de filhos legítimos (1 Jo 3.1. ¹ Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele.). Esse amor é inquebrável; nenhum poder ou circunstância poderá nos separar desse amor (Rm 8.38,39 - ³⁸ Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, ³⁹ Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.). Esse amor é pessoal; não é apenas geral, mas é individual, voltado para cada filho que crê (Jo 16.27 - ²⁷ Pois o mesmo Pai vos ama, visto como vós me amastes, e crestes que saí de Deus.). Assim, o amor do Pai é a fonte da nossa nova vida; nossa salvação brota da abundância do Seu amor (Ef 2.4,5 - ⁴ Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, ⁵ Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),). Foi o amor do Pai que nos buscou, nos salvou e nos guarda até o fim. Aleluia!
3. As bênçãos da filiação divina.
As Escrituras afirmam que o amor de Deus, lança fora todo o temor, especialmente o medo do juízo: “Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no Dia do Juízo tenhamos confiança” (1 Jo 4.17). Essa confiança estabelece a segurança da nossa condição como filhos de Deus. O crente não é mais um escravo ameaçado pelo castigo eterno, mas um filho livre, amado e aceito em Cristo (Rm 8.15 - ¹⁵ Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.). Isso não significa que o crente não possa perder a salvação (Ez 18.24 - ²⁴ Mas, desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo a iniqüidade, fazendo conforme todas as abominações que faz o ímpio, porventura viverá? De todas as justiças que tiver feito não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu, e no seu pecado com que pecou, neles morrerá.; 1 Co 10.12 - ¹² Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia. ). Mas sim, que o Espírito Santo, habitando em nós, testemunha a nossa filiação, extinguindo o medo da condenação (Ef 1.13,14 - ¹³ Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; ¹⁴ O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória.). O verdadeiro amor, aperfeiçoado em nós pelo Espírito, remove o medo, pois “no amor, não há temor; antes, o perfeito amor lança fora o temor” (1Jo 4.18).
SINOPSE II
Confessar que Jesus é o Filho de Deus é evidência de filiação divina e comunhão com o Pai.
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III. A EXPERIÊNCIA DO AMOR DO PAI
1. O amor é aperfeiçoado no crente. O aperfeiçoamento do amor em nós é obra do Espírito. Guardar a Palavra é o meio pelo qual o amor divino é amadurecido: “Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele” (1Jo 2.5). Essa obediência prática à Palavra é a evidência externa de um amor interno e verdadeiro por Deus (Jo 14.21). Não há amor genuíno a Deus, sem compromisso concreto com a sua vontade revelada (1 Jo 5.3 - ³ Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados.). A cada ato de obediência, mesmo nas pequenas coisas, o amor de Deus é fortalecido em nós (Lc 16.10 - ¹⁰ Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito.). Devemos viver de maneira que nossa prática aprofunde a realidade do amor em nosso coração (Tg 1.22 - ²² E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos.). Portanto, refletir Deus no mundo é estar sendo aperfeiçoado no amor (Mt 22.37-40 - ³⁷ E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. ³⁸ Este é o primeiro e grande mandamento. ³⁹ E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. ⁴⁰ Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.).
2. O amor é a marca dos filhos de Deus.
O amor distingue os verdadeiros filhos de Deus. O mundo conhece a Deus por meio da manifestação de amor dos seus filhos: “Ninguém jamais viu a Deus; se nós amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor” (1Jo 4.12). Deus é invisível, mas seu amor se torna visível à humanidade quando os cristãos vivem em amor mútuo (Jo 13.34,35 - ³⁴ Tudo isto disse Jesus, por parábolas à multidão, e nada lhes falava sem parábolas; ³⁵ Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta, que disse: Abrirei em parábolas a minha boca; Publicarei coisas ocultas desde a fundação do mundo.). Quem ama de fato, revela que conhece a Deus. Logo, o amor torna real a presença de Deus àqueles que ainda não O conhecem (1 Jo 3.10 - ¹⁰ Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo. Qualquer que não pratica a justiça, e não ama a seu irmão, não é de Deus.; 4.8 - ⁸ Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.).
3. Fomos amados primeiro.
A essência da vida cristã está fundamentada no fato de que Deus nos amou: “Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro.” (1 Jo 4.19). Indica que a salvação, a fé e a nossa capacidade de amar são respostas à iniciativa incondicional do amor divino (1 Jo 4.10 - ¹⁰ Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.). Em vista disso, fomos amados antes de qualquer mérito, antes de qualquer movimento pessoal em direção a Deus (Ef 2.4,5 - ⁴ Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, ⁵ Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),). Fomos amados no pior estado possível — em pecado — e recebidos como filhos em Jesus (Rm 5.8 - ⁸ Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.; Ef 1.5 - ⁵ E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,). Esta verdade sinaliza que somente pelo Espírito conseguimos amar a Deus, ao próximo e ao inimigo (Rm 5.5 - ⁵ E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.). Antes da nossa redenção, houve uma cruz sangrenta preparada por amor (Jo 15.13 - ¹³ Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. ). Desse modo, espera-se que a postura cristã seja uma resposta agradecida a esse amor imerecido (2 Co 5.14,15 - ¹⁴ Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. ¹⁵ E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou. ).
SINOPSE III
O amor do Pai é aperfeiçoado no crente, lançando fora o temor e moldando nosso caráter.
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AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
O AMOR DE DEUS COMO FONTE DO AMOR HUMANO
“O amor de Deus é a fonte de todo o amor humano, e se espalha como o fogo. Ao amar os seus filhos, Deus acende uma chama em seus corações. Estes, por sua vez, amam os outros, que são então aquecidos pelo amor de Deus.
É fácil dizer que amamos a Deus quando tal amor não nos custa nada mais do que nossa participação semanal nos cultos. Mas o verdadeiro teste do nosso amor a Deus é como tratamos as pessoas que estão à nossa volta — os membros de nossa família e os nossos irmãos em Cristo. Não podemos amar verdadeiramente a Deus enquanto negligenciamos o amor àqueles que foram criados à sua imagem.” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.1788).
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CONCLUSÃO
A paternidade de Deus é revelada de forma plena na ação conjunta da Trindade. O Pai envia o Filho, concede o Espírito e estabelece conosco uma relação sólida e paterna. Confessamos a Cristo, amamos porque fomos amados primeiro, e somos conduzidos pelo Espírito a viver em obediência e comunhão. A nossa identidade como filhos de Deus é firmada em sua iniciativa soberana e amorosa, garantindo-nos plena confiança para o dia da eternidade, e ajudando-nos a refletir o amor do Pai ao mundo.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. O que significa a expressão “O Pai gerou o Filho”?
Significa que o Filho é eternamente gerado pelo Pai, não criado, possuindo a mesma essência divina.
2. O que significa reconhecer a filiação divina de Cristo?
É reconhecer que Jesus é o Filho de Deus, o único acesso legítimo ao Pai.
3. Qual a relação entre a nossa filiação a Deus e a preservação da salvação?
O amor do Pai assegura nossa filiação e nos livra do medo da condenação, embora devamos permanecer firmes para não perder a salvação.
4. Qual é a evidência externa de um amor interno e verdadeiro por Deus?
Guardar a Palavra de Deus.
5. De que forma os cristãos tornam visível à humanidade o amor de Deus?
Vivendo em amor mútuo, tornando visível o caráter de Deus ao mundo.
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ARQUIVOS:
PDF DO ESBOÇO DA LIÇÃO
REVISTA ENSINADOR CRISTÃO
A PATERNIDADE DIVINA
Na presente lição, veremos com maiores detalhes a paternidade divina, bem como o amor divino que nos capacita a viver a nossa filiação com Deus diante do mundo. Inicialmente, a lição destaca que a paternidade de Deus não tem início no tempo. Deus é Pai desde a eternidade. Isso nos remete à compreensão de que as Pessoas do Filho e do Espírito Santo coexistem com o Pai desde a eternidade, tendo em vista que os três compartilham da mesma natureza divina (Jo 10.30). Nesse sentido, a relação entre as três Pessoas da Trindade é a referência ideal para o relacionamento do crente com Deus. Uma das marcas da filiação divina é a fé que expressamos em Jesus, o Filho Unigênito. Ele, por natureza, é o Filho gerado — e não criado — pelo Pai (Hb 1.1-5); em contrapartida, a nossa filiação ocorre a partir da confissão de fé em Jesus, que nos adentra à comunhão com Deus por meio da graça. Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus (Rm 5.1). Agora que somos filhos temos também a testificação dessa filiação por meio do Espírito Santo. Ele testifica com nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm 8.16).
De acordo com o Dicionário Bíblico Baker, editado pela CPAD, adoção diz respeito ao “processo voluntário de concessão de direitos, privilégios, responsabilidades e posição de filho ou herdeiro a um indivíduo ou grupo que não nasceu originalmente do adotante. Enquanto o nascimento ocorre naturalmente, a adoção ocorre apenas pelo exercício da vontade. [...] Os filhos adotivos de Deus desfrutam de todos os direitos de um filho natural, incluindo a oportunidade de chamar Deus de ‘Pai’, como Jesus fez (Mt 5.16; Lc 12.32). Paulo particularmente usa a adoção para descrever o novo relacionamento do cristão com Deus por meio do sacrifício expiatório de Jesus Cristo (Rm 8.15,16,21-23; 9.25,26)” (2023, p.23).
Agora que recebemos a nova natureza, podemos, como filhos de Deus, desfrutar de todas as abundantes bênçãos de Sua graça. Um dos grandes desafios da nossa geração é preservar sua identidade enquanto filhos de Deus. Inclusive, a marca que distingue e torna pública essa filiação é o amor de Deus derramado em nossos corações (Rm 5.5). Esse amor nos capacita a adorar a Deus em espírito e em verdade (Jo 4.24), bem como a amar o próximo e perdoar aqueles que se colocam como nossos inimigos e perseguidores (Mt 5.11,12,44-48). Se quisermos tornar notória ao mundo a nossa experiência como filhos de Deus, precisamos remover da nossa forma de pensar e agir tudo aquilo que não corresponde à natureza divina. Que a cada ato de renúncia ao pecado e submissão aos mandamentos divinos o amor de Deus possa se aperfeiçoar em nós.
Pb. Rogério Faustino
Neweb
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