Lição 05 – O Deus Filho / 1 de fevereiro de 2026
TEXTO ÁUREO
“Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.” (Mt 17.5b).
VERDADE PRÁTICA
Jesus Cristo, o Deus Filho, é a revelação plena do Pai, centro da revelação divina e único mediador entre Deus e os homens.
LEITURA DIÁRIA
Segunda — A concepção virginal e a ação da Trindade
Lucas 1.35
³⁵ E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.
Terça — O Filho é Deus desde a eternidade
Joao 1.1-3
¹ No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
² Ele estava no princípio com Deus.
³ Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
² Ele estava no princípio com Deus.
³ Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
Quarta — A glória divina de Jesus na Transfiguração
Mateus 17.2,3
² E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.
³ E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.
Quinta —O Filho como revelação suprema
Hebreus 1.1-3
¹ Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,
² A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.
³ O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;
² A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.
³ O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;
Sexta — Cristo é o único caminho de salvação
Atos 4.12
¹² E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.
Sábado — Cristo exaltado acima de todo nome
Filipenses 2.9-11
⁹ Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;
¹⁰ Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
¹¹ E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.
¹⁰ Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
¹¹ E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lucas 1.31,32,34,35
³¹ E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.
³² Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai.
³⁴ E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão?
³⁵ E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.
Mateus 17.1-8
¹ Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte.
² E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.
³ E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.
⁴ E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés e um para Elias.
⁵ E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.
⁶ E os discípulos, ouvindo isso, caíram sobre seu rosto e tiveram grande medo.
⁷ E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes e disse: Levantai-vos e não tenhais medo.
⁸ E, erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus.
HINOS DA HARPA CRISTÃ
1 O bom Pastor buscou-me
Já longe do redil,
E com ternura achou-me,
Caído, triste, vil!
As chagas com amor pensou,
E ao lar nos braços me levou.
Sim, Jesus amou-me,
Com amor buscou-me,
Ele mesmo restaurou-me a Deus;
Por Seu sangue, restaurou-me a Deus.
2 Seguiu-me, bem distante
Do Seu lugar, no céu,
E disse, em voz amante:
“Achei-te, tu és Meu”.
Jamais senti tão grande amor
Como este do meu bom Pastor.
3 Por Ele sou querido,
Que graça singular!
Pois Ele foi ferido,
A fim de me salvar;
Assim, ovelha dEle sou,
E com o Seu rebanho vou.
4 Prossigo alegre agora;
Deus dá poder cabal
E graça salvadora;
Protege-me do mal,
O bom Pastor comigo está,
Meus passos Ele guiará.
Autor ou Tradutor: *** Autor desconhecido
1 Entre os lírios, no meio dos vales
'Stá um amigo, que é caro pra mim;
Quero segui-Lo, isento dos males,
Vê-Lo no céu, com os anjos enfim.
Meu Salvador Jesus, Ó Filho do bom Deus;
Graças por Tua luz, que veio dos Céus!
Por mim provaste a Cruz,
Por mim morreste, Jesus!
2 Hoje Te busco, ó vem, revelar-me
A luz divina, onde estás, meu Jesus,
Com Teu rebanho vem já a levar-me
Para o rio que vida produz.
3 Ouve-me agora, Jesus mui amado,
Deixa-me Teu grande amor desfrutar;
Não mais me 'scondas Teu rosto adorado,
Pois me chamaste pra me libertar.
4 A voz de Cristo é pra mim mais preciosa
Que a voz dos anjos; e do sol a luz,
Não tem o brilho da face radiosa
Quando sorri meu amado Jesus.
Autor ou Tradutor: O.N Otto Nelson
1 Tu deixaste, Senhor,
Tua glória, esplendor,
Quando ao mundo quiseste descer,
Não puderam achar
Em Belém um lugar,
Num presépio Tu foste nascer.
Vem ao meu coração, ó Cristo,
Nele tenho p’ra Ti um lugar!
Vem ao meu coração, ó Cristo vem!
Nele podes p’ra sempre morar!
2 Hinos de adoração,
Anjos no céu Te dão,
Te rendendo excelso louvor.
Mas humilde o Senhor
Veio ao mundo de horror,
Pra dar vida ao mais vil pecador!
3 As raposas aqui
Covas têm para si,
E seus ninhos as aves do céus,
Só não teve um lugar
P’ra cabeça pousar
Jesus Cristo, o Filho de Deus.
4 Do céu vieste Jesus,
Nos trazendo Tua luz,
Que nos dá eternal salvação;
E com ódio e furor
Te cravaram, Senhor,
Sobre a cruz, donde deste o perdão!
5 Aleluias nos céus,
Ao Cordeiro de Deus!
Quando vier o Seu povo buscar;
Sua voz se ouvirá
E pra mim, oh! Dirá:
“Vem, Eu tenho pra ti um lugar”.
Autor ou Tradutor: P.L.M Paulo Leivas Macalão
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos a doutrina bíblica sobre o Deus Filho, revelada de modo marcante no episódio da transfiguração. Com base nos relatos de Lucas 1.31-35 e Mateus 17.1-8, veremos como Jesus, a segunda Pessoa da Trindade, é plenamente Deus, centro da revelação divina e único mediador entre Deus e os homens. Destacaremos sua divindade, sua centralidade e sua missão redentora, compreendendo o impacto dessa verdade para a fé e a vida cristã.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Explicar a concepção virginal e a deidade absoluta de Jesus;
II) Mostrar a centralidade de Cristo como cumprimento da Lei e dos Profetas;
III) Enfatizar a exclusividade de Cristo como único mediador e salvador.
B) Motivação:
Já esteve diante de algo tão grandioso que mudou a forma como você enxerga tudo? A transfiguração foi essa experiência para Pedro, Tiago e João. Ao verem a glória de Cristo, compreenderam que Ele não é apenas mais um enviado de Deus, mas o próprio Deus Filho encarnado. Essa revelação nos chama a viver com os olhos fixos nEle e a ouvi-Lo acima de todas as outras vozes.
C) Sugestão de Método:
Para introduzir a aula, sugerimos que leve para a sala três cartões grandes com as palavras Lei, Profetas e Cristo escritas. Peça a três voluntários que segurem cada cartão e fiquem em pontos diferentes da sala. Explique brevemente o que cada um representa: Moisés (Lei), Elias (Profetas) e Jesus (Cristo). Depois, conduza um diálogo: pergunte aos alunos como a Lei e os Profetas apontavam para o Messias e, em seguida, peça que todos caminhem em direção ao aluno com o cartão “Cristo”, mostrando simbolicamente que tudo converge para Ele. Finalize lendo Mateus 17.8 (“ninguém viram, senão a Jesus”) e destacando que nossa fé deve ter essa mesma centralidade.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação:
Reconhecer Jesus como Deus Filho é central para a fé cristã. Ele é o Verbo eterno feito carne, a revelação suprema do Pai e o único que pode reconciliar o homem com Deus. Por isso, devemos adorá-Lo, obedecê-Lo e anunciá-Lo como o único caminho de salvação. Negar sua divindade ou relativizar sua voz é distorcer o Evangelho e perder a essência da vida cristã.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão.
Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 104, p.38, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais:
Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “A Divindade de Jesus”, localizado depois do primeiro tópico, aponta para a reflexão a respeito da natureza divina do Senhor Jesus; 2) O texto “A Transfiguração”, ao final do segundo tópico, aprofunda o episódio da Transfiguração e o Senhor Jesus como centro da Revelação das Escrituras.
INTRODUÇÃO
Ratificamos que a Trindade nos revela um só Deus em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. O episódio da transfiguração (Mt 17.1-8) é um dos momentos marcantes da revelação da glória do Deus Filho. Nele, Jesus — a Segunda Pessoa da Trindade — é exaltado diante de testemunhas oculares, com a aprovação explícita do Pai. Ele não é um personagem entre outros, mas o Deus encarnado. Esta lição nos conduz a contemplar a divindade, a centralidade e a missão redentora do Deus Filho.
Palavra-Chave: CRISTO
I. A DIVINDADE DO FILHO
A concepção do Senhor Jesus foi um ato miraculoso. Sobre isso, o anjo Gabriel explicou à virgem: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra” (Lc 1.35a). O texto afirma que Jesus seria concebido pela ação do Espírito Santo e pela sombra do poder de Deus. A expressão “sombra” (gr. episkiázō) refere-se à presença divina (Êx 40.35). Assim, o Espírito Santo está vinculado à sombra da “virtude” (gr. dýnamis), ou seja, ao poder de Deus. Isso indica que a presença poderosa de Deus repousou sobre Maria, de modo que o menino concebido pelo Espírito Santo seria chamado de Filho de Deus (Lc 1.35b). Dessa maneira, observa-se, nesse evento, a manifestação da Trindade: o Pai, o Filho de Deus e o Espírito Santo.
O Senhor Jesus Cristo é, desde a eternidade, o único Filho de Deus e possui a mesma essência e substância (gr. homooúsios) do Pai (Jo 10.30; 14.9). Antes de nascer em Belém, o Filho já existia eternamente com o Pai: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). Ele é a Segunda Pessoa da Trindade e foi enviado pelo Pai ao mundo (1Jo 4.9). Ele se fez carne, sem deixar de ser Deus, possuindo duas naturezas, a divina e a humana, unidas numa única pessoa (Jo 1.14; Fp 2.6-11). Essa união das duas naturezas é sem confusão, sem mudança, sem divisão e sem separação (Concílio de Calcedônia, 451 d.C.). Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem (Rm 1.3,4; 9.5). Sendo Deus e homem, Jesus é o único mediador entre Deus e a humanidade (1Tm 2.5).
Como Segunda Pessoa da Trindade, Jesus possui todos os atributos essenciais da divindade. Entre eles, citamos: Eternidade — Jesus não teve começo, pois é eterno como o Pai (Is 9.6); Imutabilidade — Cristo, sendo Deus, não muda em seu ser ou caráter (Hb 1.12); Onipresença — Jesus declarou sua presença universal (Mt 18.20); Onisciência — Jesus conhece todas as coisas, inclusive nossos pensamentos (Jo 21.17); Onipotência — nada é impossível para Ele (Ap 1.8). Em suma, Jesus Cristo manifesta em si mesmo todos os atributos que pertencem exclusivamente a Deus. Isso demonstra de forma incontestável sua plena divindade. Crer em Jesus como Deus é vital para a fé cristã. Negar qualquer um desses atributos é negar a essência do Evangelho (Jo 20.31).
SINOPSE I
A concepção virginal e os atributos divinos de Jesus revelam que Ele é Deus desde a eternidade e possui a mesma essência do Pai.
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AUXÍLIO TEOLÓGICO
“Os escritores do Novo Testamento atribuem divindade a Jesus em vários textos importantes. Em João 1.1, Jesus, como o Verbo, existia como o próprio Deus. É difícil imaginar uma afirmação mais clara do que esta acerca da divindade de Cristo. Baseada na linguagem de Gênesis 1.1, eleva Jesus à ordem eterna de existência com o Pai.
Em João 8.58, temos outro testemunho poderoso da divindade de Cristo. Jesus assevera, a respeito de si mesmo, sua existência contínua com o do Pai. ‘EU SOU’ é a bem conhecida revelação que Deus fez de si mesmo a Moisés na sarça ardente (Êx 3.14). Ao dizer: ‘Eu sou’, Jesus estava colocando à disposição o conhecimento da sua divindade, para quem quisesse crer. [...] Paulo nos informa aqui a existência de Jesus em um estado de igualdade com Deus. Mesmo assim, Ele não ficou agarrado a esse estado, mas abriu mão dele, tornando-se um servo e morrendo na cruz por nós. As informações do Novo Testamento a respeito desse assunto levam-nos a reconhecer que Jesus não deixou de ser Deus durante a encarnação.” (HORTON, Stanley M. (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2019, p.326).
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Pedro, Tiago e João acompanharam Jesus até um alto monte (Mt 17.1). Neste local, Jesus “transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz” (Mt 17.2). O verbo “transfigurar” é tradução do grego metamorphóō do qual se originou o vocábulo “metamorfose” (transformação, mudança). Na ocasião, Jesus revelou temporariamente a glória da sua natureza divina, com aparência resplandecente. Um prólogo escatológico, um vislumbre do Cristo pós-ressurreto e glorificado (Ap 1.6). Uma confirmação da união das duas naturezas de Cristo: humana e divina, duas naturezas em uma só pessoa (Jo 1.14). Aqui, a divindade de Jesus foi revelada. Uma manifestação visível da glória de Deus no Filho encarnado (Fp 2.6-9).
2. O testemunho da Lei e dos Profetas.
Estando no monte “eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele” (Mt 17.3). A aparição de Moisés e Elias não foi um contato com os mortos (Mc 12.27; Lc 16.26), mas um ato divino carregado de significado escatológico. Moisés representa a Lei. Ele é o mediador da Antiga Aliança, o legislador do povo hebreu (Êx 24.7,8). Sua presença indica que toda a Lei aponta para Cristo (Mt 5.17). Elias representa os Profetas, considerado o símbolo da proclamação profética. Sua aparição mostra que os profetas anunciavam a vinda do Messias (Is 9.6; Ml 4.5,6). Esses dois personagens testemunham que Jesus é o tema central e o cumprimento definitivo das Escrituras (Lc 24.27). A presença deles é uma prova visível da superioridade de Jesus (Hb 1.1,2).
3. A aprovação divina do Pai.
A transfiguração atinge seu clímax com a voz audível do próprio Pai: “eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz” (Mt 17.5a). A voz vinda da nuvem — símbolo da presença de Deus (Êx 13.21) — ecoa as palavras já proferidas no batismo de Jesus: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.17; 17.5b). Essa repetição é significativa: o Pai confirma que Jesus é o seu Filho eterno, não apenas em missão redentora, mas em natureza divina. A expressão “em quem me comprazo” (gr. eudokēsa) revela que o Filho é aquEle em quem o Pai se deleita (Is 42.1). A voz do Pai é uma afirmação da centralidade de Cristo (Jo 14.6) e sustenta a doutrina da Trindade, em que o Filho é Deus, gerado pelo Pai e consubstancial com Ele (Jo 14.9,10).
SINOPSE II
Na transfiguração, Cristo é confirmado pelo Pai como centro da revelação e cumprimento da Lei e dos Profetas.
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AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
A TRANSFIGURAÇÃO
“A transfiguração foi uma visão, um breve lampejo da verdadeira glória do Rei (16.27,28). Foi uma revelação especial da divindade de Jesus a três de seus discípulos e a confirmação por parte de Deus Pai de tudo aquilo que Jesus havia feito e estava por fazer. Moisés e Elias foram os dois maiores profetas do AT. Moisés representa a lei, a antiga aliança. Ele escreveu o Pentateuco e predisse a vinda de um grande profeta (Dt 18.15-19). Elias representa os profetas que vaticinaram a vinda do Messias (Ml 4.5,6). A presença de Moisés e Elias junto a Jesus confirmam a missão messiânica de Jesus, que consistiu em cumprir a lei de Deus e as palavras dos profetas. Assim como a voz de Deus, ecoando da nuvem sobre o monte Sinai, conferiu autoridade à sua lei (Êx 19.9), na transfiguração, validou a autoridade das palavras de Jesus. Pedro queria fazer uma tenda para cada um desses três grandes homens, para mostrar como a Festa dos Tabernáculos se cumpriria na vinda do Reino de Deus. Pedro tinha uma concepção correta a respeito de Cristo, mas desejava agir no momento errado.” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1253).
1. O Filho como revelação suprema.
A transfiguração é marcada, também, por uma ordem direta do Pai acerca do Filho: “escutai-o” (Mt 17.5c). A declaração reflete a profecia de Moisés: “O Senhor, teu Deus, te despertará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis” (Dt 18.15). A Escritura deixa claro que esse Profeta prometido é o próprio Cristo (Jo 6.14; At 3.20-23). A instrução — “escutai-o” — coloca o Filho em posição de supremacia sobre as revelações anteriores (Lc 16.16; Jo 1.17,18). Não é Moisés (a Lei) e nem Elias (os Profetas) que devem ser ouvidos, mas o Cristo (Hb 1.1,2). Esse evento sinaliza a transição entre a Antiga e a Nova Aliança, centrada na pessoa do Filho (Cl 2.17; Hb 10.1). Logo, negar a Cristo, ignorá-lo ou relativizar sua voz é rejeitar a autoridade de Deus (1Jo 5.12).
Após a visão do Cristo transfigurado, a Bíblia declara: “erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus” (Mt 17.8). Essa afirmação encerra uma verdade fundamental: Cristo é absolutamente único e exclusivo na obra da redenção. A presença de Moisés e Elias cessou; restou apenas Cristo. Ele é o cumprimento da Lei e dos Profetas (Mt 5.17). Toda a Escritura aponta para Ele (Lc 24.27). Cristo não é meramente um Profeta; Ele é o Deus revelado (Jo 14.9), o resplendor da glória divina (Hb 1.3). Ele é o único mediador entre Deus e os homens (At 4.12; 1Tm 2.5). Seu sacrifício é plenamente suficiente para reconciliar o pecador com Deus (Cl 1.20-22). Diante de sua majestade, toda figura da Antiga Aliança se desfaz — somente Jesus permanece.
3. O aprendizado pela experiência.
A revelação da glória do Cristo ressurreto, foi também um evento pedagógico para os discípulos. A experiência os fortaleceu para o futuro sofrimento de Jesus. Mais tarde, Pedro reconheceu o episódio como evidência incontestável da majestade de Jesus: “mas nós mesmos vimos a sua majestade [...] quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido” (2Pe 1.16,17). A transfiguração, portanto, é o vislumbre do Reino, prenúncio da ressurreição, antecipação da vitória final de Cristo, e o anúncio de seu triunfo escatológico sobre a morte e todo domínio (Hb 1.8-12; Fp 2.9-11). Diante dessa glória, somos chamados a contemplar e adorar a Cristo com fé e esperança (Hb 12.2).
SINOPSE III
Cristo é o único mediador e salvador; sua missão redentora é exclusiva e plenamente suficiente.
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CONCLUSÃO
A doutrina do Deus Filho nos conduz à centralidade de Cristo na fé cristã. Sua divindade, glória e missão redentora revelam o coração do Pai e o agir do Espírito. Ele é o Verbo eterno feito carne, o único que pode reconciliar o homem com Deus. Por isso, devemos reconhecê-lo como Senhor absoluto, prostrar-nos em adoração, ouvi-Lo e segui-Lo em obediência, reverência e gratidão.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Cite ao menos três atributos divinos de Jesus apresentados na lição.
Eternidade, imutabilidade e onisciência (entre outros).
2. A aparição de Moisés no momento da transfiguração de Jesus foi um ato divino carregado de significado escatológico. O que a sua presença indica?
Que toda a Lei aponta para Cristo como seu cumprimento.
3. Quem é o cumprimento da Lei e dos Profetas?
Jesus Cristo.
4. O sacrifício de Cristo é plenamente suficiente para quê?
Reconciliar o pecador com Deus.
5. A transfiguração é o anúncio do triunfo escatológico de Cristo sobre o quê?
Sobre o pecado, a morte e todo domínio do mal.
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REVISTA ENSINADOR CRISTÃO
Nesta lição, veremos que no Filho habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Cl 2.9). Ele é a revelação plena do Pai que se manifestou em carne sem abandonar a natureza divina. Assim, Ele é o único mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5,6). Por isso, os estudiosos declaram que Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Essa doutrina é conhecida como união hipostática. Para compreendermos melhor esse aspecto importante da Cristologia, precisamos nos ater às características de Jesus, tanto as que evidenciam Sua natureza humana quanto as que ratificam Sua natureza divina em Sua única Pessoa.
De acordo com a Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal, editada pela CPAD, “O ensino bíblico aceca da humanidade de Jesus revela-nos que, na encarnação, Ele tornou-se plenamente humano em todas as áreas da vida, menos na prática de um eventual pecado. [...] Jesus era capaz de sentir em profundidade as emoções humanas. Conforme vemos nos evangelhos, Ele sentia dor, tristeza, alegria e esperança. Assim acontecia porque Ele compartilhava conosco a realidade da alma humana. [...] Os escritores do Novo Testamento atribuem divindade a Jesus em vários textos importantes. Em João 1.1, Jesus, como o Verbo existia como o próprio Deus. É difícil imaginar uma afirmação mais clara do que esta acerca da divindade de Cristo. [...] As informações do Novo Testamento a respeito desse assunto levam-nos a reconhecer que Jesus não deixou de ser Deus durante a encarnação. Pelo contrário, abriu mão apenas do exercício independente dos atributos divinos. Ele ainda era plena Deidade no seu próprio ser, mas cumpriu o que parece ter sido imposto pela encarnação: limitações humanas reais, não artificiais” (2021, pp.325-327).
Isto posto, conhecer as especificidades dessa doutrina é imprescindível para que tenhamos a compreensão de que a fé cristã está centralizada no Filho de Deus, aquEle que possui em Sua Pessoa os atributos divinos e humanos em plena harmonia. Qualquer ensinamento que nega as naturezas divina e humana na Pessoa de Jesus é falso e, portanto, deve ser rejeitado. Cristo é e sempre será Deus. Ele próprio, por meio de Sua morte, nos abriu um novo e vivo caminho que nos leva ao Santo dos Santos para que possamos desfrutar da comunhão plena com o Criador (Hb 10.19-22). Devemos reconhecer Seu senhorio, pois o Pai exaltou-O como Senhor e lhe concedeu um nome que é sobre todo nome (Fp 2.9-11).
Pb. Rogério Faustino
Neweb

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