Lição 06 – O Filho como o Verbo de Deus / 8 de fevereiro de 2026


TEXTO ÁUREO
 
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (Jo 1.14).
 
VERDADE PRÁTICA
 
Jesus Cristo, o Verbo eterno, é a revelação plena e visível de Deus ao mundo, manifestando graça, verdade e a glória do Pai.
 
LEITURA DIÁRIA

Segunda — O Verbo eterno e divino

Joao 1.1-3

1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2 Ele estava no princípio com Deus.
3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
Terça — O Verbo se fez carne

Joao 1.14

14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

Quarta — Deus habita entre o povo

Exodo 25.8,9

8 E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.
9 Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus pertences, assim mesmo o fareis.
Quinta — Graça e verdade por Cristo

Joao 1.17

17 Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.

Sexta — O Filho unigênito revelou o Pai

Joao 1.18

18 Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.

Sábado —  Cristo, a imagem do Deus invisível

Colossenses 1.15-19

15 O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;
16 Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.
17 E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.
18 E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.
19 Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse,
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
 
João 1.1-5,14.
 
1  No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2  Ele estava no princípio com Deus.
3  Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
4  Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;
5  e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
14  E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.
 
 HINOS DA HARPA CRISTÃ

Livres de pecado vós quereis ficar?
Olhai p'ra o Cordeiro de Deus!
Ele morto foi na cruz, p'ra vos salvar;
Olhai p'ra o Cordeiro de Deus!

Olhai p’ra o Cordeiro de Deus,
Olhai p’ra o cordeiro de Deus,
Porque só Ele vos pode salvar.
Olhai p’ra o Cordeiro de Deus!

2 Se estais tentados, em hesitação,
Olhai p'ra o Cordeiro de Deus!
Ele encherá o vosso coração.
Olhai p'ra o Cordeiro de Deus!

3 Se estais cansados e sem mais vigor,
Olhai pra o Cordeiro de Deus!
Ele vos quer dar Seu divina! amor,
Olhai p’ra o Cordeiro de Deus!

4 Se na vossa senda sombras vêm cair,
Olhai pra o Cordeiro de Deus!
Ele, com Sua graça, tudo quer suprir.
Olhai p’ra o Cordeiro de Deus!

Autor ou Tradutor: H.E.N Hedwig Elisabeth Nordlund
Irmãos amados - E resgatados,
Segui avante - E triunfantes,
Combateremos - E venceremos,
No nome santo de Jesus!

No nome santo - alegre canto:
Eu fui lavado - Santificado;
Vivi perdido - Mas sou remido.
No nome santo de Jesus!

2 Irmãos amados - Santificados,
Vivei unidos - Pois sois remidos,
Não mais temendo - O bem fazendo,
No nome santo de Jesus!

3 Irmãos amados - Purificados,
Sede valentes - E mui prudentes,
Estais lavados - E libertados,
No nome santo de Jesus!

Autor ou Tradutor: P.L.M Paulo Leivas Macalão
Jesus no Getsêmane foi ligado,
E pelos ímpios foi arrastado
A corte, onde foi muito insultado,
E atingido, por meu pecado;
E a sentença da turba foi o brado:
"Que seja Cristo crucificado."
Vituperado e flagelado
Jesus sofreu o meu pecado.
Vituperado e flagelado
Jesus sofreu o meu pecado.

2 Então, na cruz, foi o Cristo pendurado
E duma lança foi traspassado;
Ali estava Jesus ensangüentado,
Por meus pecados atormentado!
“Deus meu, Deus meu, por que tens m’abandonado?"
Clamava Cristo crucificado;
“Perdoa o povo tão enganado,
Que cometeu um tal pecado”.
“Perdoa o povo tão enganado,
Que cometeu um tal pecado".

3 Depois Jesus Cristo foi da cruz tirado,
E ao sepulcro foi carregado;
Por santos, Seu corpo foi embalsamado,
E entre ricos foi sepultado;
Estando Cristo Jesus já enterrado;
O Seu sepulcro foi bem guardado;
Após três dias, Jesus amado,
Da morte foi ressuscitado.
Após três dias Jesus amado,
Da morte foi ressuscitado.

Autor ou Tradutor: P.L.M Paulo Leivas Macalão
 
PLANO DE AULA
 
1. INTRODUÇÃO
 
Nesta lição, estudaremos Jesus Cristo como o Verbo eterno de Deus — plenamente divino, Criador e revelador do Pai. Com base no prólogo do Evangelho de João (1.1-18), veremos que Ele é Deus desde a eternidade, agente da criação, fonte de vida e luz dos homens. Destacaremos também a encarnação do Verbo como a suprema revelação de Deus, cheia de graça e de verdade.
 
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
 
A) Objetivos da Lição: 
I) Explicar a preexistência e a divindade do Verbo; 
II) Mostrar a atuação do Verbo na criação e como fonte de vida e luz; 
III) Ressaltar que o Verbo encarnado é a plena revelação do Pai.

B) Motivação: 
O apóstolo João, inspirado pelo Espírito Santo, começa seu Evangelho revelando que Jesus não é apenas um homem especial — Ele é o próprio Deus, eterno e criador, que se fez carne para revelar o Pai. Essa revelação exige de nós adoração, obediência e proclamação.

C) Sugestão de Método: 
Antes de iniciar a aula, distribua três folhas com as palavras Eterno, Criador e Revelador. Peça a três voluntários que segurem cada palavra na frente da turma. Explique que, no prólogo de João, Jesus é apresentado nessas três dimensões: Eterno (sempre existiu e é Deus), Criador (todas as coisas foram feitas por Ele) e Revelador (veio para mostrar quem é o Pai). Em seguida, leia João 1.1-18 e, a cada título, peça ao aluno que o segura, que dê um passo à frente, ilustrando como essas três verdades se aproximam de nós na encarnação do Verbo. Finalize destacando João 1.14 e mostrando que, quando Cristo veio, o eterno, o criador e o revelador se tornaram visíveis e próximos de nós.
 
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
 
A) Aplicação: 
O Cristo que servimos é o Verbo eterno, Deus de toda a eternidade, que criou todas as coisas e revelou plenamente o Pai. Negar qualquer uma dessas verdades é distorcer o Evangelho. Por isso, devemos adorá-Lo, obedecê-Lo e anunciar que, em Jesus, vemos o próprio Deus.
 
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
 
A) Revista Ensinador Cristão. 
Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 104, p.39, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: 
Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “O Verbo”, localizado depois do primeiro tópico, aprofunda o tema do Verbo como pessoa distinta em relação ao Pai no Tópico “O Verbo como Deus Eterno”; 2) O texto “A Vida era a Luz dos Homens”, ao final do segundo tópico, aprofunda o tópico “O Verbo como Criador”.
 
INTRODUÇÃO
 
O prólogo do Evangelho de João apresenta o Verbo eterno como Deus, Criador e Revelador. Ele se fez carne e revelou de forma plena e completa a glória do Pai. O apóstolo João afirma que viu a glória do Deus Unigênito, cheia de graça e de verdade. Nesta lição, veremos que essa revelação marca o clímax da encarnação do Verbo — o Filho de Deus — onde o invisível se tornou visível, o eterno entrou no tempo e o insondável foi manifestado em Cristo Jesus.
 
Palavra-Chave: VERBO

I. O VERBO COMO DEUS ETERNO
 
1. O Verbo preexistente. 
O prólogo de João (dezoito versículos iniciais) é chamado de “Hino Logos”. Na abertura: “No princípio, era o Verbo” (Jo 1.1a), as palavras “no princípio” lembram o texto introdutório da Bíblia (Gn 1.1) e claramente ensinam que o Verbo sempre existiu. Esta é uma maneira de referir-se ao atributo da Eternidade que só Deus possui. A expressão “Verbo” (gr. lógos) designa Deus, referindo-se à divindade do Filho. Enquanto os gregos pensavam em um princípio impessoal e os gnósticos num ser intermediário, João apresenta o Logos como o próprio Deus Eterno — Jesus Cristo, o Filho Unigênito do Pai (Jo 1.14; 3.16). Antes de tudo o que existe, o Verbo já existia. Jesus não começou a existir em Belém, pois Ele é Eterno, coexistente com o Pai desde o princípio (Cl 1.17).

2. O Verbo como pessoa distinta. 
No texto bíblico, João afirma que “o Verbo estava com Deus” (Jo 1.1b). A expressão grega pros ton Theon (com Deus) comunica relacionamento face a face, ou seja, comunhão pessoal e eterna entre o Verbo (Filho) e Deus (Pai). Indica uma distinção de Pessoas dentro da unidade da Trindade (Dt 6.4; 1Jo 5.7). O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são formas sucessivas de aparecimento de uma Pessoa, mas são Pessoas coexistentes desde “o princípio” (Jo 1.2; 17.5).

3. O Verbo é da mesma essência do Pai. 
Ainda no versículo de abertura, João revela “o Verbo era Deus” (Jo 1.1c). Aqui, a palavra grega para Deus (Theós) aparece sem o artigo definido — fato que tem gerado discussões exegéticas. Porém, na estrutura grega, a ausência do artigo não implica indefinição ou inferioridade. Essa construção enfatiza a qualidade ou a natureza do sujeito. A omissão do artigo não significa “um deus”, como sustentam traduções heréticas, mas é um indicativo da natureza do Verbo. Esclarece que o Verbo compartilha da mesma essência divina (Jo 10.30; 14.9). Desse modo, o Verbo é como o Pai: eterno (Jo 1.2) e criador (Jo 1.3). Portanto, a expressão “o Verbo era Deus” ensina que Jesus é da “mesma substância” do Pai, isto é, Deus em sua totalidade (Cl 1.15; 2.9).

SINOPSE I

O Verbo é eterno, distinto do Pai e da mesma essência divina, plenamente Deus.

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AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
 
O VERBO

João começa o seu Evangelho (isto é, o relato das ‘boas-novas’ e da verdadeira história de Jesus Cristo) chamando Jesus de ‘o Verbo’ (gr. logos). Ao usar este termo para definir Jesus, o apóstolo o apresenta como a Palavra pessoal de Deus, por meio da qual todas as coisas vieram à existência (v.3; cf. Gn 1.3,6,9,14,20,24). A Bíblia afirma que Deus tem falado conosco através de seu Filho (Hb 1.1-3); e, evidentemente, as próprias palavras de Jesus procedem diretamente de Deus (Jo 8.28; 14.24). A Palavra escrita de Deus declara que Jesus Cristo é a sabedoria divina para nós em todos os aspectos, ajudando-nos a compreender, manifestar e realizar os propósitos do Senhor (1Co 1.30; Ef 3.10,11; Cl 2.2,3). Além disso, a Escritura descreve Jesus como a perfeita revelação da natureza e da personalidade do Pai (Jo 1.3-5,14,18; Cl 2.9) — Cristo é Deus em forma humana. Assim como as palavras de uma pessoa revelam seu coração e sua mente, Cristo, como ‘o Verbo’ (isto é, a Palavra), revela o coração e a mente de Deus (Jo 14.9). [...] A relação entre o Verbo e o Pai. (a) Cristo estava ‘com Deus’ antes da criação do mundo (cf. Cl 1.15). Ele é uma pessoa que existe eternamente — não tem começo nem fim — diferentemente de Deus Pai, mas em um relacionamento eterno e uniforme com Ele. (b) Cristo é divino (‘o Verbo era Deus’), tem a mesma natureza, o mesmo caráter e o mesmo modo de ser que o Pai (Cl 2.9)” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1837).
 
II. O VERBO COMO CRIADOR
 
1. O agente da criação. 
A Bíblia declara que “no princípio, criou Deus” (Gn 1.1a). A expressão “criou” traduz a palavra hebraica ‘bārā’, termo reservado à atividade criadora de Deus (Gn 1.21,27; 2.4; 5.1,2; 6.7). Afirma que o universo foi criado por Deus a partir do nada — do latim ex nihilo (Hb 11.3). A doutrina de Deus como Criador possui fundamentos tanto no Antigo Testamento (Sl 33.6; Is 45.12; Ne 9.6) quanto no Novo Testamento (At 17.24; Rm 1.20; Ap 4.11). Nesse sentido, João apresenta Jesus também como Criador: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). Este versículo enfatiza a divindade do Verbo, uma vez que a criação é obra exclusiva de Deus (Cl 1.16,17). Desse modo, o Filho é o agente ativo na criação do universo (Hb 1.2).

2. A fonte da vida. 
O apóstolo João enfatiza com clareza que “nele, estava a vida” (Jo 1.4a), referindo-se ao Verbo eterno — Jesus Cristo. Esta declaração revela que o Verbo é a fonte absoluta e originária de toda forma de vida, tanto física quanto espiritual e eterna (Jo 3.36; 1Jo 5.11,12). A expressão denota a autossuficiência do Verbo, uma característica específica da divindade (At 17.25). Jesus não depende de nada ou ninguém para viver. Ele compartilha da mesma substância divina: “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (Jo 5.26). Essa verdade afirma que a vida, eterna e imutável, que está no Pai está igualmente no Filho, apontando para a mesma essência dentre as Pessoas da Trindade (Jo 10.30; 14.9; 17.5).

3. A luz dos homens. 
O texto bíblico assevera que “a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (Jo 1.4b,5). A metáfora da Luz simboliza o caráter de Deus, porque nEle não há trevas alguma (1Jo 1.5). Nesse contexto, Jesus é apresentado como a Luz verdadeira (Jo 1.9). Ele não apenas possui luz; Ele é a própria Luz (Jo 8.12). Ele dissipa as trevas, ilumina os perdidos e revela o pecado (Mt 4.16; Jo 3.19). A declaração “as trevas não prevaleceram contra ela” (Jo 1.5 — NAA) mostra que as forças do mal não têm poder sobre Cristo. O verbo grego katalambánō pode ser traduzido como “compreender”, “apoderar” ou “dominar”, e nesse caso expressa que as trevas do pecado não podem resistir à Luz do Filho de Deus (Rm 13.12).

SINOPSE II

Como Criador, o Verbo é fonte de vida e luz, e nenhuma força de trevas pode prevalecer contra Ele.

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AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
 
A VIDA ERA A LUZ DOS HOMENS. (1) 

A ‘vida’ (gr. zōē) é um dos temas centrais do Evangelho de João, aparecendo 36 vezes. Jesus é descrito como o Pão da Vida (Jo 6.35,48) e a Água da Vida (Jo 4.10,11; 7.38). Suas palavras são palavras de vida eterna (Jo 6.68). Ele é quem dá a vida (Jo 6.33; 10.10), e essa vida é um dom de Cristo (Jo 10.28). Na verdade, Cristo é ‘a vida’ (Jo 14.6). Em outras palavras, a verdadeira vida encontra-se em Cristo (cf. Jo 14.6) e é experimentada por meio de um relacionamento pessoal com Ele (Jo 17.3). (2) A ‘luz’ (gr. phōs) é mencionada 23 vezes no Evangelho de João, mais do que em qualquer outro livro do Novo Testamento. A vida de Jesus é a luz para todas as pessoas, o que significa que Ele nos revelou a Deus e aos seus planos para nossa existência, mostrando-nos o caminho de volta a Ele. A verdade, a natureza e o poder de Deus foram manifestados em Cristo e estão disponíveis a todos por meio dEle (Jo 8.12; 12.35,36,46). Em Jesus também podemos tornar-nos filhos da luz (Jo 12.36) e andar na luz (1Jo 1.7).” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.1837).
 
III. O VERBO COMO REVELAÇÃO DO PAI
 
1. A encarnação do Verbo. 
João também apresenta o Verbo como o supremo meio de autorrevelação do Pai: “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória” (Jo 1.14a). Esta afirmação marca o ponto culminante da revelação divina: o Verbo se tornou homem sem deixar de ser Deus (Fp 2.6-8). O termo grego eskēnōsen (habitou) significa literalmente “armou sua tenda”. Essa linguagem faz alusão ao Tabernáculo (Êx 25.8,9), onde a presença de Deus habitava no meio do povo de Israel. O corpo de Cristo é assim comparado a esse tabernáculo: nele, a glória de Deus se manifestou visível entre os homens (Cl 2.9). Ele revela a união hipostática das duas naturezas do Filho: divina e humana. Ele é o Emanuel, o Deus conosco (Mt 1.23) — a plena revelação do Pai (Hb 1.1).

2. A plenitude da graça e da verdade. 
João, testemunha ocular da encarnação do Verbo, declara ser a “glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14b). A palavra “glória” (gr. dóxa) remete ao conceito da shekinah — a presença gloriosa de Deus entre o seu povo (Êx 40.34,35). Porém, enquanto a glória na Antiga Aliança se manifestava parcialmente, em Cristo ela se mostra plenamente (Jo 2.11; 17.1-5). A frase “cheio de graça e de verdade” revela o conteúdo dessa glória. Diferente da Lei dada por Moisés (Jo 1.17a), Cristo encarnou a própria graça salvadora e a verdade eterna. Ele não apenas ensina a verdade — Ele é a verdade (Jo 14.6). E não apenas oferece graça — Ele é a plenitude da graça de Deus, uma provisão contínua que se manifestou salvadora a todos os homens (Tt 2.11).

3. O revelador do Deus invisível. 
No último versículo de seu prólogo, João afirma: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer” (Jo 1.18). Aqui, o apóstolo enfatiza que Deus é invisível e inacessível (Êx 33.20; 1Tm 6.16). No entanto, o Verbo o revelou de forma plena e perfeita. A expressão “Deus unigênito” (gr. monogenēs theos) significa literalmente “o Deus único gerado”. Refere-se a Cristo — o Filho da mesma substância (gr. homoousios) do Pai. Essa declaração reafirma a eternidade e a plena divindade do Filho. Cristo é a autorrevelação completa do Pai: “Quem me vê a mim vê o Pai” (Jo 14.9).
 
SINOPSE III

O Verbo encarnado revela de forma plena o Pai, manifestando graça e verdade.

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CONCLUSÃO
 
Jesus Cristo é o Deus unigênito que revela o Pai. Nele, a glória, a graça e a verdade de Deus são plenamente manifestas. A encarnação do Verbo não é apenas uma doutrina essencial da fé cristã, mas também um chamado à adoração e proclamação daquEle que é a imagem visível do Deus invisível. O Senhor Jesus é a perfeita revelação do Pai à humanidade. Que cada crente reconheça que conhecer a Cristo é conhecer o próprio Deus, e que proclamar essa verdade é tornar a glória do Pai conhecida no mundo.
 
REVISANDO O CONTEÚDO
 
1. Como é chamado o prólogo de João (dezoito versículos iniciais)?
“Hino Logos.”
 
2. O que os gregos pensavam a respeito do Verbo?
Que o Verbo era uma força ou ideia, e não plenamente pessoal e divino.
 
3. Qual é o texto bíblico em que João apresenta Jesus também como Criador?
João 1.3.
 
4. A declaração “nele, estava a vida” (Jo 1.4a), referindo-se a Jesus Cristo, revela o que a respeito do Verbo?
Que Ele é a fonte absoluta e originária de toda forma de vida.
 
5. A expressão “Deus Unigênito” significa literalmente o quê?
“O Deus único gerado” — o Filho da mesma essência do Pai.

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ARQUIVOS:

PDF DO ESBOÇO DA LIÇÃO
VIDEO DO ESBOÇO DA LIÇÃO

REVISTA ENSINADOR CRISTÃO
 
O FILHO COMO O VERBO DE DEUS
 
Esta lição tem como finalidade apresentar maiores detalhes da Pessoa de Jesus como o Verbo de Deus encarnado. Ele é a revelação plena e visível de Deus neste mundo. A introdução do Evangelho de João ratifica a coexistência de Jesus e Sua participação com o Pai na criação (Gn 1.1,26). Cristo não veio a existir, mas sempre existiu e estava com o Pai na criação de todas as coisas (Jo 1.2,3). Essa é uma das verdades basilares da fé cristã que os hereges tentam distorcer. Há grupos, inclusive, que interpretam equivocadamente o capítulo 1 do Evangelho de João e afirmam que o Verbo era “um” deus, classificando o Senhor Jesus como uma Pessoa menor em relação a Deus Pai. Contudo, reafirmamos de forma contundente que o Senhor Jesus exerce Seu papel de Filho Unigênito como Pessoa da Trindade possuindo a mesma essência do Pai e é Deus em Sua totalidade. A importância de crer nesse ensino é indispensável para vida cristã, tendo em vista que a fé em Jesus é o meio pelo qual somos transformados pelo poder do Espírito Santo e recebemos o poder de sermos filhos de Deus (Jo 1.12). A Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal (CPAD) discorre: “Em João 1.12, lemos: ‘Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome’. Em outras palavras, Jesus estava redefinindo toda a realidade de alguém tornar-se filho de Deus. Até aquele momento a pessoa precisava nascer especificamente no povo de Israel, chamado segundo a aliança (ou pelo menos afiliar-se a ele), para ter aquela oportunidade. João, porém, enfatiza que a mensagem espiritual, o Evangelho poderoso, chegara às pessoas, e que elas haviam recebido Jesus, o Logos. Recebê-lo importava em obter o direito ou autoridade de se tornar filho de Deus. Alguns dos que o receberam eram judeus, e outros eram gentios. Jesus derrubou o muro divisório e franqueou a salvação a todos os que desejassem chegar a Ele e recebê-lo pela fé (Jo 1.13)” (2021, p.309). Este critério foi definido pelo próprio Deus em Sua Palavra e é verdade inegociável. Se queremos ter e manter nossa comunhão com o Pai, precisamos preservar a fé e comunhão com Seu Filho Unigênito, e nutrir a intimidade com a Pessoa do Espírito Santo. À medida que conhecemos e desenvolvemos nosso relacionamento com Jesus, prosseguimos em conhecer o próprio Pai (Jo 14.8,9). E como testemunhas do Seu amor, compartilhamos esta verdade com o mundo, para que todos conheçam que só podem ter o Pai se receberem e crerem em Seu Filho Unigênito (1Jo 2.23).

Pb. Rogério Faustino 
Neweb 

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