Comentarista: Pr.Douglas Baptista
TEXTO ÁUREO
“Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome.” (Fp 2.9).
VERDADE PRÁTICA
A humilhação voluntária de Cristo, sua obra redentora e sua exaltação gloriosa revelam que somente Ele é digno de toda adoração e obediência.
LEITURA DIÁRIA
Segunda — O cristão precisa viver na vontade de Deus
Romanos 12.12
¹² Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;
Terça — Jesus renunciou sua glória celestial
João 17.5
⁵ E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.
Quarta — Cristo está glorificado à direita do Pai
Hebreus 12.2
² Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.
Quinta — Jesus completou a obra que o Pai lhe confiou
João 19.30
³⁰ E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.
Sexta — Cristo é Rei e Sacerdote
Hebreus 1.3
² O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;
Sábado —Cristo voltará glorioso para buscar sua Igreja
Hebreus 9.28
²⁸ Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Filipenses 2.5-11
⁵ De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
⁶ que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.
⁷ Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
⁸ e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.
⁹ Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome,
¹⁰ para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
¹¹ e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.
Hebreus 9.24-28
²⁴ Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de Deus;
²⁵ nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santuário com sangue alheio.
²⁶ Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.
²⁷ E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo,
¹⁸ assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação.
1 Bendito seja o Cordeiro,
Que na cruz por nós padeceu!
Bendito seja o Seu sangue,
Que por nós, ali Ele verteu!
Eis nesse sangue lavados,
Com roupas que tão alvas são,
Os pecadores remidos,
Que perante seu Deus já estão!
Alvo mais que a neve!
Alvo mais que a neve!
Sim, nesse sangue lavado,
Mais alvo que a neve serei.
2 Quão espinhosa a coroa
Que Jesus por nós suportou!
Oh! Quão profundas as chagas,
Que nos provam quanto Ele amou!
Eis nessas chagas pureza
Para o maior pecador!
Pois que mais alvo que a neve,
O Teu sangue nos torna, Senhor!
3 Se nós a Ti confessarmos,
E seguirmos na Tua luz,
Tu não somente perdoas,
Purificas também, ó Jesus;
Sim, e de todo o pecado!
Que maravilha de amor!
Pois que mais alvo que a neve.
O Teu sangue nos torna, Senhor.
1 Tens achado em Cristo plena salvação,
Pelo sangue vertido na cruz?
Toda mancha lava de teu coração,
Este sangue eficaz de Jesus.
Salvo estás, limpo estás,
Pelo sangue de Cristo Jesus?
Tens teu coração mais alvo que a luz,
Foste limpo no sangue eficaz?
2 Vives sempre ao lado do teu Salvador,
Pelo sangue que mana da cruz?
Do pecado foste sempre vencedor,
Como foi teu bendito Jesus?
3 Terás roupa branca quando vier Jesus,
Foste limpo na fonte de amor?
Estás pronto pra seguir ao céu de luz,
Pelo sangue purificador?
4 Cristo hoje dá pureza e mui poder:
Fita os olhos na cruz do Senhor,
Dela, fonte sai que te enche de prazer,
Que te farta de vida e vigor.
Autor ou Tradutor: P.L.M Paulo Leivas Macalão
1 O teu pecado tu queres deixar?
No sangue há poder, sim, há poder;
Queres do mal a vitória ganhar?
Seu sangue tem este poder!
Há poder, sim, força e vigor
Neste sangue de Jesus;
Há poder, sim, no bom Salvador;
Oh! Confia no Cristo da cruz.
2 Queres os vícios abandonar?
No sangue há poder, sim, há poder;
Confia em Cristo para te curar;
Seu sangue tem este poder!
3 Oh! Paralítico, queres andar?
No sangue há poder, sim, há poder;
Para fazer-te também caminhar,
Seu sangue tem esse poder!
4 Queres pureza pra teu coração?
No sangue há poder, sim, há poder;
Mais lealdade, mais consagração,
Seu sangue tem este poder!
5 Queres de Cristo a mensagem levar?
No sangue há poder, sim, há poder;
Queres co’os anjos, na glória cantar?
Seu sangue tem este poder!
Autor ou Tradutor: *** Autor desconhecido
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
A obra do Filho de Deus se revela em três dimensões: sua humilhação voluntária, sua obra redentora e sua exaltação gloriosa. Nesta lição, veremos que Filipenses 2 e Hebreus 9 revelam que Jesus esvaziou-se de sua glória, ofereceu-se em sacrifício vicário e foi exaltado pelo Pai. Confirmaremos que essa obra é completa, suficiente e eterna, revelando que somente Ele é digno de toda adoração e obediência.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Explicar a humilhação voluntária de Cristo e sua obediência até a cruz;
II) Mostrar que a obra redentora do Filho é única, suficiente e vicária;
III) Ressaltar a exaltação gloriosa de Cristo e sua soberania universal.
B) Motivação:
Ao contemplarmos a trajetória de Cristo — da humilhação à exaltação —, entendemos que a salvação não vem de nossos méritos, mas da obediência perfeita do Filho. Sua cruz nos redime e sua exaltação garante nossa esperança. Essa verdade deve nos inspirar a viver em santidade, submissão e expectativa do seu retorno.
C) Sugestão de Método:
Antes de iniciar a aula, escreva no quadro três palavras: Humilhação — Redenção — Exaltação. Divida a classe em três grupos e entregue a cada grupo um conjunto de versículos correspondentes (Fp 2.5-8; Hb 9.24-28; Fp 2.9-11). Peça que cada grupo leia e prepare uma explicação simples sobre como o texto se relaciona com sua palavra. Em seguida, cada grupo compartilha com a classe. Finalize mostrando que essas três dimensões formam a obra completa de Cristo.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação:
A obra do Filho é perfeita e suficiente. Ele se humilhou para nos salvar, ofereceu-se como sacrifício vicário para nos redimir e foi exaltado à destra do Pai, onde reina soberano. Diante disso, devemos viver em obediência, gratidão e esperança, aguardando com fidelidade o retorno triunfal de Cristo.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 104, p.39, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais:
Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “A Glória Eterna e o Esvaziamento de Cristo”, localizado depois do primeiro tópico, aprofunda o tema da humilhação voluntária do Filho de Deus; 2) O texto “O Sangue de Jesus Cristo”, ao final do segundo tópico, aprofunda o tema da Obra Redentora do Filho, tendo no derramamento de sangue sua expressão máxima de salvação.
INTRODUÇÃO
Jesus Cristo é o Filho eterno de Deus, que assumiu a forma humana, viveu uma vida sem pecado, morreu em nosso lugar e ressuscitou vitoriosamente. Sua missão abrange não apenas o perdão dos pecados, mas a revelação do caráter do Pai e a restauração de toda a criação. Esta lição visa apresentar a profundidade da obra do Filho em três dimensões: sua humilhação, sua redenção e sua exaltação.
Palavra-Chave: OBRA
I. A HUMILHAÇÃO VOLUNTÁRIA DO FILHO
1. A submissão de Cristo.
Paulo exorta a igreja de Filipos à unidade e à humildade (Fp 2.1-4 - ¹ Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, ² Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. ³ Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. ⁴ Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros.). O apóstolo adverte aqueles irmãos a terem a mente de Cristo: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp 2.5). O termo grego traduzido como “sentimento” é phroneō, que também pode significar “modo de pensar” e “disposição mental”. Dessa forma, os crentes devem assumir o mesmo modo de pensar e viver que foi demonstrado por Cristo (1 Jo 2.6 - ⁶ Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou.). Refere-se a uma consciência moldada pela humildade, amor e obediência (Jo 13.15 - ¹⁵ Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.). Imitar a mente de Cristo significa renunciar ao egoísmo, buscar o bem do próximo e viver para a glória de Deus (Rm 12.2 - ² E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.). Como cristãos, somos chamados não apenas a crer em Cristo, mas a pensar e agir como Ele (Mt 11.29 - ²⁹ Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.).
"A submissão de Cristo se dá no fato que Ele mesmo sendo Deus e criador dos homens se fez homem para viver e pensar como homem em obediência ao Pai."
2. O esvaziamento de sua glória.
O apóstolo recorda que Jesus, “sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus” (Fp 2.6). Sendo Ele igualmente Deus, compartilhando da mesma natureza do Pai (Jo 1.1 - ¹ No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.) — preferiu privar-se de seus direitos — não da sua divindade. Trata-se de um contraste com o primeiro Adão, que almejou ser “como Deus” (Gn 3.5), enquanto Cristo, o segundo Adão, sendo Deus, preocupou-se com o bem-estar dos outros (Fp 2.4b - ⁴ ...mas cada qual também para o que é dos outros.). Essa realidade é confirmada quando Jesus “aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo” (Fp 2.7a), isto é, esvaziou-se voluntariamente (gr. kénosis), assumindo a natureza humana na forma de servo (Fp 2.7b - ⁷ ...tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;; Hb 4.15 - ¹⁵ Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.). Isso não significa a perda de sua divindade, mas a renúncia da glória que Ele possuía na eternidade com o Pai (Jo 17.5 - ⁵ E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse. ).
"O Senhor Jesus ao esvazia-se de sua sua Glória que tinha desde a eternidade com o Pai para se tornar homem renunciou todos os direitos que tinha no céu para vir a terra, mas não abrindo mão de continuar sendo Deus e Filho de Deus. A sua entrega foi voluntária e não imposta, foi uma escolha sua."
3. Obediência sacrificial até a cruz.
A obediência de Cristo foi plena, desde a encarnação até o Calvário: “na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.8). Ele desceu à condição mais humilde e morreu como servo (2 Co 8.9 - ⁹ Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis.). Em obediência ao Pai e em favor dos pecadores, submeteu-se à humilhação da cruz (Hb 12.2 - ² Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.). Revela a Escritura que o primeiro Adão trouxe condenação pelo pecado; e, Cristo, o segundo Adão, trouxe justiça por meio de sua perfeita obediência (Rm 5.19 - ¹⁹ Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos.). Essa verdade ratifica que a Obra Redentora do Filho está fundamentada na obediência completa de Cristo ao Pai (Jo 6.38 - ³⁸ Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. ). A nossa salvação é resultado dessa obediência, e não de nossos méritos (Ef 2.8,9 - ⁸ Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. ⁹ Não vem das obras, para que ninguém se glorie; ). Assim como Cristo, devemos obedecer à vontade do Pai (Rm 12.1 ‐ ¹ Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.).
"O Senhor Jesus foi obediente ao Pai desde o instante em que eles decidiram e idealizaram na eternidade o plano da salvação. Pela sua odediência incondicional ao plano é que alcançamos a redenção dos pecados. Se o primeiro Adão nos condenou o segundo nos redimiu."
SINOPSE I
A humilhação do Filho revela sua submissão, esvaziamento e obediência até a cruz.
Escola Bíblica ︱1º Trimestre de 2026︱Adultos ︱A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas︱Neweb ︱Compromisso com a Palavra
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
A GLÓRIA ETERNA E O ESVAZIAMENTO DE CRISTO
“Jesus Cristo é o Filho de Deus, possuindo em sua própria essência a natureza divina, sendo, portanto, igual ao Pai antes, durante e depois de seu tempo na terra (cf. Jo 1.1; 8.58; 17.24; 20.28; Cl 1.15,17; Mc 1.11; veja o artigo Os Atributos de Deus, p.1025). Em outras palavras, Jesus é, foi e sempre será Deus. O fato de Cristo não ter considerado ‘usurpação ser igual a Deus’ significa que Ele, voluntariamente, abriu mão de seus privilégios e de sua glória celestial para viver na terra como homem e, por fim, entregar a sua vida a fim de que pudéssemos ser salvos. A expressão grega utilizada é ekenōsen (do verbo kenoō, derivado de kenos, ‘vazio, vão’), que literalmente significa ‘ele esvaziou-se’. Isso não quer dizer que Jesus tenha renunciado à sua divindade (isto é, à sua plena natureza como Deus), mas que voluntariamente deixou de lado suas prerrogativas divinas, incluindo sua glória celestial (Jo 17.4), posição (Jo 5.30; Hb 5.8), riqueza (2Co 8.9), direitos (Lc 22.27; Mt 20.28) e o uso de seus atributos como Deus (Jo 5.19; 8.28; 14.10). Esse esvaziamento implicou não apenas a suspensão voluntária de seus privilégios divinos, mas também a aceitação do sofrimento humano, de maus-tratos, do ódio e, em última instância, da maldição da morte na cruz.” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.2199).
II. A OBRA REDENTORA DO FILHO
1. A ineficácia do sacerdócio levítico.
O sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos uma vez por ano, no Dia da Expiação (Yom Kippur), levando sangue alheio — o sangue de animais — para fazer propiciação por seus próprios pecados e pelos do povo (Lv 16.11-15 - ¹¹ E Arão fará chegar o novilho da expiação, que será por ele, e fará expiação por si e pela sua casa; e degolará o novilho da sua expiação. ¹² Tomará também o incensário cheio de brasas de fogo do altar, de diante do Senhor, e os seus punhos cheios de incenso aromático moído, e o levará para dentro do véu. ¹³ E porá o incenso sobre o fogo perante o Senhor, e a nuvem do incenso cobrirá o propiciatório, que está sobre o testemunho, para que não morra. ¹⁴ E tomará do sangue do novilho, e com o seu dedo espargirá sobre a face do propiciatório, para o lado oriental; e perante o propiciatório espargirá sete vezes do sangue com o seu dedo. ¹⁵ Depois degolará o bode, da expiação, que será pelo povo, e trará o seu sangue para dentro do véu; e fará com o seu sangue como fez com o sangue do novilho, e o espargirá sobre o propiciatório, e perante a face do propiciatório.). Esse sacrifício era repetido anualmente porque não era suficiente para remover o pecado (Hb 9.25 - ²⁵ Nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio;). O sumo sacerdote terreno era uma figura (tipo) de Cristo, que é o real e eterno Sumo Sacerdote (Hb 2.17 - ¹⁷ Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo.). O santuário terreno era uma sombra (Hb 8.5), mas Cristo entrou no céu mesmo, para interceder por nós diante do Pai (Hb 8.1,2 - ¹ Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade, ² Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem.). A entrada única de Cristo no santuário com seu próprio sangue nos assegura uma eterna redenção (Hb 9.12 - ¹² Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.). Por ser imperfeito, o sacerdócio levítico foi substituído por um superior, o sacerdócio de Cristo (Hb 7.23,24 - ²³ E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque pela morte foram impedidos de permanecer, ²⁴ Mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo.).
"Uma vez no ano e a cada ano o sumo sacerdote entrava no lugar Santo dos Santos para oferecer o sacrifício de sangue, de um animal perfeito, sem macha ou defeito para cobrir o pecado do povo e seu próprio. Esse sacrifício apesar da importância era ineficaz pois era repetido todos os anos. Após o Perdão o povo voltava a errar novamente até esperar pra o próximo ano serem novamente perdoados."
2. O Sacrifício único e suficiente.
Na Antiga Aliança, ofereciam-se sacrifícios continuamente pelo pecado por causa da ineficácia dessas ofertas (Hb 9.25; 10.1-4 - ¹ Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam. ² Doutra maneira, teriam deixado de se oferecer, porque, purificados uma vez os ministrantes, nunca mais teriam consciência de pecado. ³ Nesses sacrifícios, porém, cada ano se faz comemoração dos pecados, ⁴ Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados.). Diferente do sistema levítico, a morte de Jesus foi definitiva, completa e eficaz: “assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos” (Hb 9.28a). A expressão “uma vez” (gr. hápax) indica que não há necessidade de repetição: o que Ele fez é perfeito e eterno (Hb 10.10 - ¹⁰ Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez.). A salvação não é por causa dos méritos ou rituais, mas ela é plena e gratuita, alcançada pela fé na obra consumada de Jesus (Jo 19.30 - ³⁰ E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.). Cristo, ao morrer, rasgou o véu que separava o homem da presença de Deus (Mt 27.51 - ⁵¹ E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e fenderam-se as pedras;). Não há outro meio de salvação, nenhuma outra oferta, nenhum outro nome (At 4.12 - ¹² E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos. ). O Calvário é suficiente. Jesus é tudo!
"O sacrificio de Cristo foi diferente! Foi só uma vez, sem necessidade de repetição. A salvação não veio por méritos, posições eclesiásticas ou rituais religiosos, ela é gratuita e única e exclusivamente pela entrega do sacrifício do Filho. Ele é o único cordeiro de Deus, a única porta, o único meio, a única saída, a única oferta."
A expressão “vicária” vem do latim vicarius, que significa “em lugar de outro”. A substituição vicária é inseparável da justiça divina (Rm 3.26 - ²⁶ Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.). O pecado não pode ser ignorado, e precisa ser punido (Rm 5.21 - ²¹ Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.). Em virtude disso, Deus não poupou seu próprio Filho, mas o entregou para morrer em nosso lugar, assumindo sobre si a penalidade que nos era destinada (Rm 8.32 - ³² Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?). No sistema sacrificial da Lei, os animais oferecidos tipificavam essa substituição, mas não removiam o pecado (Hb 10.4 - ⁴ Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados. ). Em Cristo, o Cordeiro de Deus, a substituição é perfeita e definitiva: “na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo” (Hb 9.26b). Assim, em adoração devemos viver para Cristo que por nós morreu (2 Co 5.15 - ¹⁵ E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.).
"A justiça de Deus nos condenaria, porém em Cristo a justiça divina apagou todo pecado que havia contra nós. Deus acabou com o pecado e absolveu o pecador. Cristo foi a perfeita substituição do nosso lugar "
SINOPSE II
A obra redentora de Cristo é única, suficiente e vicária, garantindo nossa salvação.
Escola Bíblica ︱1º Trimestre de 2026︱Adultos ︱A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas︱Neweb ︱Compromisso com a Palavra
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“O SANGUE DE JESUS CRISTO.
O sangue de Jesus Cristo, que representa o seu sacrifício pelos nossos pecados, está intimamente ligado ao conceito de redenção no Novo Testamento, isto é, à salvação espiritual [...]. Ao morrer na cruz, Jesus derramou o seu sangue inocente para remover os nossos pecados e restaurar a possibilidade de desfrutarmos de um relacionamento correto com Deus (Rm 5.8,19; Fp 2.8; cf. Lv 16). Por meio de seu sangue, Jesus realizou uma grande obra: (1) Seu sangue fornece o perdão para os pecados de todos aqueles que se convertem de suas próprias maneiras e depositam sua fé em Cristo (Mt 26.28). (2) Seu sangue resgata (isto é, restaura) todos os verdadeiros crentes do controle de Satanás e dos poderes malignos (At 20.28; Ef 1.7; 1Pe 1.18,19; Ap 5.9; 12.11). (3) Seu sangue justifica (isto é, torna correto com Deus) todos os que confiam a vida a Ele (Rm 3.24,25).” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.2315).
III. A EXALTAÇÃO GLORIOSA DO FILHO
1. Recebido à destra do Pai.
Após sua humilhação voluntária, o Filho foi entronizado nos céus com glória eterna: “pelo que também Deus o exaltou soberanamente” (Fp 2.9a). A exaltação de Cristo está ligada à sua obediência perfeita (Fp 2.8 - ⁸ E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.). O verbo “exaltou” (gr. hyperypsōsen) denota uma elevação acima de toda medida. Cristo não apenas venceu a morte, mas foi exaltado à posição suprema no Universo. Ocupou o lugar de honra à destra do Pai — símbolo de autoridade, glória e soberania (Hb 1.3 - ³ O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;). Estar assentado ali expressa o reconhecimento divino da obra completa do Filho (Jo 17.4,5 - ⁴ Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer. ⁵ E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.). Cristo não apenas voltou para o céu, Ele assentou-se no trono (Ap 3.21 - ²¹ Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono. ). Sua exaltação garante nosso acesso à presença de Deus. Ele intercede por nós (Rm 8.34 - ³⁴ Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.), e reina como Rei dos reis (Ap 19.16 - ¹⁶ E no manto e na sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis, e Senhor dos senhores.).
"Sentar a destra de Deus é uma figura de linguagem que exalta o Filho diante de Deus. Ele depois de ser humilhado, condenado, morto pelos homens na cruz Calvário, ter ressuscitado, sentou-se junto de Deus como Deus Filho."
2. Um nome acima de todo nome.
Cristo recebeu de Deus Pai “um nome que é sobre todo o nome” (Fp 2.9b). Na Bíblia, o nome carrega o sentido de caráter e autoridade. Dessa forma, dizer que Cristo recebeu um nome sobre-excelente, a Escritura afirma que nenhuma autoridade, seja visível ou invisível, se compara ao seu poder e posição (Ef 1.21a - ²¹ Acima de todo o principado, e poder,...). Isso significa que Cristo foi exaltado acima de toda eminência do bem e do mal, e de todo título que se possa conferir nessa era e no porvir (Ef 1.21b - ²¹ ...e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro;). Não existe poder algum que seja maior e nem mesmo igual ao poder de Cristo (1 Pe 3.22 - ²² O qual está à destra de Deus, tendo subido ao céu, havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potências.). Portanto, o nome de Jesus não é apenas um símbolo de fé, mas uma fonte real de autoridade espiritual. O Senhor delegou à Igreja o uso de seu nome, para curar, libertar, pregar e vencer as forças do mal (Mc 16.17,18 - ¹⁷ E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus. ¹⁸ Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;).
"O nome de Jesus é o título do Deus Filho que só quem tem é Ele. Dizer que seu nome é Jesus é conferir a Ele a realeza, nobreza, autoridade, soberania e senhorio sobre tudo, todos em todas as épocas e eras. O seu nome tem poder sobre toda a Criação e somente a esse nome se dobra todos os joelhos."
3. Soberania universal e retorno triunfal.
A Escritura revela que todas as criaturas se curvarão diante do nome de Jesus (Fp 2.10 - ¹⁰ Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,). Essa verdade aponta para a plena soberania de Cristo (At 2.36 - ³⁶ Saiba pois com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.). A confissão universal de que “Jesus Cristo é o Senhor” se dará de duas maneiras: voluntária, por aqueles que creem e servem a Jesus como Salvador (Rm 10.9,10 - ⁹ A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. ¹⁰ Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.), e, compulsória, por aqueles que o rejeitaram, mas que o reconhecerão em juízo (Rm 14.11 - ¹¹ Porque está escrito:Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim,E toda a língua confessará a Deus.; Fp 2.11 - ¹¹ E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.). Hebreus completa a visão escatológica da soberania de Cristo, afirmando que Ele voltará para levar para si os que o esperam (Hb 9.28 - ²⁸ Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.). Essa vinda será em glória, poder e juízo (Mt 24.30 - ³⁰ Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.). Sua glória será reconhecida por todos — para salvação ou para condenação. Ele voltará, triunfante, para buscar a sua Igreja e reinar eternamente (Jo 14.2,3 - ² Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. ³ E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.; Ap 11.15 - ¹⁵ E o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre. ).
"Ao nome de Jesus todos confessaram quer voluntariamente para ser-lhe grato e exaltá-lo ou imposto para a adoração e reverência. "
SINOPSE III
A exaltação gloriosa de Cristo manifesta sua soberania universal e assegura o triunfo final da Igreja.
Escola Bíblica ︱1º Trimestre de 2026︱Adultos ︱A Santíssima Trindade - O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas︱Neweb ︱Compromisso com a Palavra
CONCLUSÃO
A obra do Filho é completa, suficiente e gloriosa - da humilhação à exaltação. Ele se humilhou para nos salvar, ofereceu-se em sacrifício vicário para nos redimir e foi exaltado para governar eternamente. Como Igreja, somos chamados a viver em comunhão com essa verdade, aguardando o retorno do nosso Senhor e Salvador. Vivamos como servos daquEle que nos serviu com sua vida e nos salvou com seu sangue.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. De acordo com a lição, o que significa imitar a mente de Cristo?
Imitar a mente de Cristo significa renunciar ao egoísmo e viver em humildade, amor e obediência.
2. A Obra Redentora do Filho está fundamentada em quê, e qual é o resultado dela?
Está fundamentada na obediência completa de Cristo ao Pai; o resultado é a nossa salvação.
3. Por que o sacerdócio levítico foi substituído pelo sacerdócio de Cristo?
Porque o sacerdócio levítico era imperfeito e não removia os pecados; Cristo é o Sumo Sacerdote perfeito.
4. O que a exaltação de Cristo ao voltar para o Céu e assentar-se no trono, garante para nós?
Garante-nos acesso à presença de Deus e intercessão contínua de Cristo.
5. O nome de Jesus é um símbolo de fé, mas também uma fonte real de autoridade espiritual. O próprio Senhor delegou à Igreja o uso de Seu nome com que finalidade?
Para curar, libertar, pregar e vencer as forças do mal.
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SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
A OBRA DO FILHO
Nesta lição, veremos que a morte vicária do Senhor Jesus revela o propósito do Pai em conceder perdão aos pecadores e restaurar toda a criação. A humilhação, redenção e exaltação do Filho Unigênito de Deus manifestam a profundidade da obra que Ele realizou. Graças à Sua vida de obediência completa e justiça, bem como Seu sacrifício vivo e santo sobre a cruz, temos acesso à salvação eterna. Enquanto esteve neste mundo, a vida de Jesus foi marcada pela submissão à vontade do Pai. Não encontramos em momento algum de Sua vida e ministério qualquer comportamento distinto da vontade do Pai. Muito ao contrário, Ele obedeceu até a morte, e morte de cruz (Fl 2.8). Para assumir o compromisso fiel de submissão, Cristo esvaziou-se da glória que compartilhava com Deus Pai desde a eternidade, antes mesmo que todas as coisas fossem criadas (Jo 17.5). Conforme versa a Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global (CPAD) acerca da expressão “Aniquilou-se a si mesmo”, “esta frase em grego corresponde a ‘ekenōsen’ (verbo ‘kenoō’, derivado de ‘kenos’, ‘vazio’, ‘vão’), que literalmente significa ‘ele esvaziou-se’. Isso não significa que Jesus renunciou sua divindade (isto é, a sua natureza plena como Deus), mas que voluntariamente deixou de lado suas prerrogativas como Deus, incluindo sua glória celestial (Jo 17.4), posição (Jo 5.30; Hb 5.8), riqueza (2Co 8.9), direitos (Lc 22.27; Mt 20.28) e o uso de seus atributos como Deus (Jo 5.19; 8.28; 14.10). Esse esvaziamento não significou apenas uma suspensão voluntária de suas capacidades e privilégios como Deus, mas também a aceitação do sofrimento humano, maus tratos, ódio e, em última instância, a maldição da morte na cruz. [...] Embora tenha permanecido totalmente divino (isto é, completamente Deus), Cristo assumiu a natureza humana com as tentações, humilhações e fraquezas que esta vida envolve; no entanto, Ele suportou tudo isto sem pecar. Isso significa que Ele nunca ofendeu ou desafiou a Deus Pai, nem fez qualquer coisa errada de acordo com o padrão perfeito de Deus (vv.7,8; Hb 4.15). É por esta razão que Ele foi capaz de fazer o sacrifício perfeito e pagar a pena definitiva e completa pelos nossos pecados, de uma vez por todas (1Pe 3.18). Por essa razão, o Pai o exaltou e deu um nome sobre todo o nome (Fp 2.8-11). A glória restaurada ao Filho é o sinal da aprovação de que Ele cumpriu fielmente todas as coisas. Essa mesma glória, Cristo prometeu compartilhar com aqueles que creram no seu testemunho e permanecem, independentemente das circunstâncias, fiéis a Ele. Para estes, o Senhor Jesus prometeu conceder um coroa de glória e o galardão da herança (Ap 2.10; 3.21)”.
Pb. Rogério Faustino
Neweb
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