Lição 08 – O Deus Espírito Santo / 22 de fevereiro de 2026


TEXTO ÁUREO
 
“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.” (Jo 14.16).

VERDADE PRÁTICA

O Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Trindade, plenamente divino, atuando como Consolador, Ensinador e Santificador da Igreja.

LEITURA DIÁRIA

Segunda —  O Espírito é o Consolador prometido

Joao 14.16

16 E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;

TerçaO Espírito distribui os dons soberanamente

1 Corintios 12.11

11 Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.

Quarta —  O Espírito ensina e faz lembrar da verdade

Joao 14.25

26 Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

Quinta —  O Espírito é o agente da ressurreição

Romanos 8.11

11 E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.

Sexta —  O Espírito opera a santificação do crente

2 Tessalonicenses 2.13

13 Por isso também damos, sem cessar, graças a Deus, pois, havendo recebido de nós a palavra da pregação de Deus, a recebestes, não como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade), como palavra de Deus, a qual também opera em vós, os que crestes.

Sábado —  O Espírito chama e designa para a missão

Atos 13.2

2 E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
 
João 14.25-31

25  Tenho-vos dito isso, estando convosco.
26  Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
27  Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
28  Ouvistes o que eu vos disse: vou e venho para vós. Se me amásseis, certamente, exultaríeis por ter dito: vou para o Pai, porque o Pai é maior do que eu.
29 Eu vo-lo disse, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.
30  Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo e nada tem em mim.
31  Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui.

HINOS DA HARPA CRISTÃ

155 - Imploramos Teu Poder
Imploramos, nosso Salvador,
Teu poder; Teu poder, Teu poder,
Divinal, poder renovador,
Teu poder, Teu poder, Teu poder.
Bendita promessa paternal!
Vem encher-nos de real valor,
Do pleno poder celestial,
Teu poder, Teu poder, Teu poder.

2 Com o óleo, sim, vem nos ungir,
Teu poder, Teu poder, Teu poder.
Pai celeste, faze-nos fruir
Teu poder, Teu poder, Teu poder.
Tu já prometeste derramar
Tuas bênçãos e nos revestir.
Pra Tua Palavra proclamar,
Com poder, com poder, com poder.

3 Com o fogo vem nos inflamar,
Teu poder, Teu poder, Teu poder.
E de toda a mancha nos limpar,
Teu poder, Teu poder, Teu poder.
Aquece os frios, ó Senhor;
Faze os que dormem despertar.
Nós te suplicamos com fervor,
Teu poder, Teu poder, Teu poder.

4 Como a brisa, queiras assoprar
Teu poder, Teu poder. Teu poder.
Deus bendito, vem nos outorgar
Teu poder, Teu poder, Teu poder.
Perene e doce comunhão,
Quero aqui contigo, ó Pai, gozar;
Depressa nos enche o coração
Com poder, com poder, com poder.

Autor ou Tradutor: A.S Almeida Sobrinho
340 - Um Povo Forte
Eis que surge um povo forte,
Revestido de poder;
E não teme nem a morte,
Quem a ele pertencer;
E terá sublime sorte,
Pois com Cristo ao céu vai,
Podes tu dizer também.
“Sou um dos tais”?

Um dos tais. Um dos tais.
Podes tu também dizer: “Sou um dos tais”?
Um dos tais, um dos tais.
Podes tu também dizer: “Sou um dos tais”?

2 No Cenác’lo reunidos,
O poder buscavam então,
Pelo amor de Deus unidos
A clamar em oração;
Eis que um vento é descido
E o fogo do céu cai;
Podes tu dizer também:
“Sou um dos tais”?

3 Este povo destemido,
(São os discípulos de Jesus)
Pelo mundo perseguido,
Por levar a sua cruz.
E agora revestido
Com poder ao mundo sai;
Podes tu dizer também:
“Sou um dos tais”?

4 Ó não sejas descuidado
Pra buscar o dom de Deus,
Dom que te fará ditoso,
Dar-te-á visões do céu.
E Jesus maravilhoso
Proclamando aos outros vais,
Poderás então dizer:
“Sou um dos tais”.

Autor ou Tradutor: P.L.M Paulo Leivas Macalão
514 - Em Glória Esplendente
Em glória esplendente, na nuvem luzente,
Ao mundo virá, outra vez, o Senhor;
O santo Cordeiro, que lá no madeiro,
Verteu o Seu sangue purificador.

Se Cristo agora voltar, tu’alma irá jubilar?
Tens lâmpada pronta e as vestes também,
P’ra ires com Cristo além?
Não mais te demores, mas vem a Jesus.
A fim de acender tua luz.

2 Começando a ira, perece a mentira,
No dia da vinda de Cristo, o Senhor;
O mundo, enganado, no vício e pecado,
Não vai tomar parte nas bodas de amor.

3 A graça perfeita, não temendo, aceita,
Pois breve Jesus há de vir, lá do céu;
Ó veste tu'alma, com graça e com calma.
De dia e de noite, orando ao teu Deus.

Autor ou Tradutor: P.L.M Paulo Leivas Macalão

PLANO DE AULA

1. INTRODUÇÃO

O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Trindade, plenamente divino e coigual ao Pai e ao Filho. Ele não é uma força impessoal, mas Consolador, Ensinador e Santificador da Igreja. Nesta lição, estudaremos sua Pessoa, sua divindade e suas principais obras, confirmando sua atuação indispensável na vida cristã e na missão da Igreja.

2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição:
I) Mostrar que o Espírito Santo é uma Pessoa, distinta, mas coigual ao Pai e ao Filho; 
II) Evidenciar a plena divindade do Espírito Santo e seus atributos; 
III) Ressaltar as principais obras do Espírito Santo: encarnação, ressurreição e santificação.

B) Motivação: 
Muitos confundem o Espírito Santo como mera força ou influência. A Bíblia, porém, o apresenta como Pessoa divina, com mente, vontade e emoções. Ele age em nossa vida como Consolador, Ensinador e Santificador. Reconhecer sua divindade fortalece nossa fé e nos leva a viver em plena dependência de sua ação.

C) Sugestão de Método: 
Inicie a aula convidando os alunos a refletirem sobre como têm experimentado a presença de Deus em sua caminhada. Depois, leia pausadamente João 14.16, destacando a promessa de Jesus: o Consolador estaria conosco para sempre. Pergunte: “De que forma o Espírito Santo já consolou, guiou ou fortaleceu você em momentos difíceis?”. Permita que alguns compartilhem brevemente suas experiências. Em seguida, destaque: o Espírito é Pessoa, que se relaciona conosco; é Deus, que habita em nós; e realiza obras divinas, transformando nosso coração. Finalize com uma breve oração de gratidão, pedindo que a classe viva diariamente sob a direção do Espírito Santo.

3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO

A) Aplicação: 
O Espírito Santo é plenamente Deus, distinto do Pai e do Filho, mas coigual em essência, poder e glória. Ele habita em nós como Consolador, guia nossa vida, transforma nosso caráter e fortalece nossa missão. Devemos abrir espaço para sua atuação, andando em santidade e vivendo sob sua direção até a volta de Cristo.

4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão. 
Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 104, p.40, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais:
 Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “Como Consolador”, localizado depois do primeiro tópico, aponta para a reflexão a respeito da Pessoa do Espírito e sua identidade revelada na Bíblia; 2) O texto “Símbolos do Espírito Santo”, ao final do segundo tópico, aprofunda o tema sobre a divindade do Espírito Santo.

INTRODUÇÃO

O Espírito Santo é uma Pessoa divina, não uma força impessoal ou uma mera influência espiritual. Ele é o Consolador prometido que procede do Pai e do Filho (Jo 14.25-31). Ele é plenamente Deus — a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Esta lição discorre acerca da Pneumatologia com base bíblica e teológica, evidenciando a Pessoa do Espírito Santo, sua eterna divindade e suas obras maravilhosas.

Palavras-Chave: ESPÍRITO SANTO

I. A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO

1. O Espírito Santo é uma Pessoa. 
O Espírito não é uma força impessoal, uma energia ou uma influência, mas o próprio Deus. Ele é a Terceira Pessoa da Trindade. Ele age com autonomia, exercendo funções próprias de uma Pessoa. Ele tem propósito, mente e consciência, o que comprova sua racionalidade (Rm 8.27). Ele pode ser entristecido, o que envolve sensibilidade e emoções (Ef 4.30). Ele ensina e faz lembrar, o que demonstra inteligência e comunicação consciente (Jo 14.26). Ele guia os crentes, função que exige entendimento e relacionamento (Jo 16.13). Ele distribui os dons soberanamente, o que confirma sua vontade em ação (1Co 12.11). Ele fala com clareza, chama pessoas e designa tarefas, que são ações de uma Pessoa divina (At 13.2). Negar sua Pessoa é mutilar a Trindade.

2. Pessoa distinta na Trindade. 
A doutrina da Trindade afirma que Deus é um só em essência, mas subsiste em três Pessoas distintas (1Pe 1.2). Embora o Espírito Santo compartilhe da mesma natureza divina do Pai e do Filho, sendo plenamente Deus, Ele é uma Pessoa distinta dentro da unidade da Trindade (Tt 3.5). Essa distinção do Espírito Santo é essencial para refutar heresias, como o modalismo que ensina que Pai, Filho e Espírito são apenas “modos” sucessivos de uma única Pessoa divina. E o arianismo, que negava a divindade do Filho e do Espírito; e os pneumatómacos que negavam a deidade. Porém, as Escrituras ensinam que o Espírito é enviado pelo Pai e em nome do Filho, evidenciando seu papel distinto e sua missão específica (Jo 14.26). Em suma, o Espírito Santo é distinto do Pai e do Filho, mas plenamente Deus (1Co 2.10,11).

3. O Consolador prometido. 
Jesus prometeu aos discípulos um divino companheiro: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (Jo 14.16). A palavra “Consolador” é tradução do grego paráklētos, que significa “aquele que encoraja e conforta”; e, “Ajudador”, que auxilia na necessidade; e, ainda “Advogado”, que intercede ou defende alguém perante uma autoridade. O vocábulo paráklētos aparece cinco vezes nos escritos de João, referindo-se tanto ao Espírito Santo como a Cristo (Jo 14.16,26; 15.26; 16.7; 1Jo 2.1). Nesse contexto, o Espírito Santo é chamado de “outro Consolador”, isto é, alguém da mesma natureza que Jesus. O Espírito Santo, portanto, não é inferior ao Filho, mas assume o papel da presença permanente de Deus na vida dos crentes.

SINOPSE I

O Espírito Santo é uma Pessoa, distinta do Pai e do Filho, mas plenamente divina.

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AUXÍLIO TEOLÓGICO
 
COMO CONSOLADOR

Conforme observado no estudo dos títulos do Espírito Santo, eles nos oferecem chaves para entendermos a sua pessoa e obra. A obra do Espírito Santo como Consolador inclui o seu papel como Espírito da Verdade que habita em nós (Jo 14.16; 15.26), como Ensinador de todas as coisas, como aquEle que nos faz lembrar tudo o que Cristo tem dito (14.26), como aquEle que dará testemunho de Cristo (15.26) e como aquEle que convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo (16.8). Não se pode subestimar a importância dessas tarefas. O Espírito Santo, dentro em nós, começa a esclarecer as crenças incompletas e errôneas sobre Deus, sua obra, seus propósitos, sua Palavra, o mundo, crenças estas que trazemos conosco ao iniciarmos nosso relacionamento com Deus. Conforme as palavras de Paulo, é uma obra vitalícia, jamais completada neste lado da eternidade (1Co 13.12). Claro está que a obra do Espírito Santo é mais que nos consolar em nossas tristezas; Ele também nos leva à vitória sobre o pecado e sobre a tristeza. O Espírito Santo habita em nós para completar a transformação que iniciou no momento de nossa salvação. Jesus veio para nos salvar dos nossos pecados, e não dentro deles. Ele veio não somente para nos salvar do inferno no além. [...] Jesus trabalha para realizar essa obra por intermédio do Espírito Santo.” (HORTON, Stanley M. (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2019, pp.397,398).

II. A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO

1. O debate “Filioque”. 
A expressão latina filioque significa “e do Filho”, foi inserida no Credo Niceno-Constantino-politano para reafirmar o ensino bíblico que o Espírito procede do Pai e do Filho: “o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome” (Jo 15.26 — NAA); “se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rm 8.9); “Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho” (Gl 4.6). Esse debate ocorreu no século IV em virtude das heresias do arianismo e dos pneumatómacos. Em 381, após confirmar que o Pai, o Filho e o Espírito Santo possuem a mesma essência divina, a igreja aprovou o Credo que ratificava as Escrituras e professava a fé: “no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado”.

2. Os atributos divinos do Espírito. 
Todos os atributos divinos do Pai e do Filho podem ser igualmente relacionados com o Espírito Santo, tais como: Onipotência, o Consolador tem pleno poder sobre todas as coisas (Lc 1.15; Rm 15.19). Onisciência, não existe nada além de seu conhecimento (At 5.3,4; 1Co 2.10,11). Onipresença, não há lugar algum onde se possa fugir da sua presença (Sl 139.7-10). Eternidade, Ele não passou a existir no Pentecostes, pois estava presente no ato da criação (Gn 1.1,2; Hb 9.14). Esses atributos absolutos são exclusivos da divindade. Tais virtudes são, de modo inequívoco, evidências da deidade do Espírito Santo. Essas características lhe são inerentes, não lhe foram agregadas nem conferidas. A Terceira Pessoa da Trindade possui a mesma essência do Pai e do Filho.

3. Os símbolos do Espírito. 
Os principais símbolos representativos do Espírito Santo são: Fogo, utilizado para retratar o batismo no Espírito (At 2.3), simboliza pureza, a presença e o poder de Deus. Água, o Espírito flui da Palavra como águas vivas que refrigeram o crente e o revestem de poder (Jo 7.37-39). Vento, se refere à natureza invisível do Espírito (Jo 3.8). No Pentecostes é representado pelo som como de um vento (At 2.2). Óleo, usado para a luz e a unção, simboliza a consagração do crente para o serviço, e a iluminação para o entendimento das Escrituras (2Co 1.21,22; 1Jo 2.20,27). Pomba, o Espírito desceu sobre Jesus em forma de pomba (Mt 3.16), é símbolo da paz e da mansidão. Cada símbolo atua como figuras para a compreensão do caráter e da atuação do Espírito.

SINOPSE II

A divindade do Espírito é confirmada por seus atributos e símbolos revelados na Bíblia.

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AUXÍLIO TEOLÓGICO
 
SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO

Os símbolos oferecem quadros concretos de coisas abstratas, tais como a terceira Pessoa da Trindade. Os símbolos do Espírito Santo também são arquétipos. Em literatura, arquétipo é uma personagem, tema ou símbolo comum a várias culturas e épocas. Em todos os lugares, o vento representa forças poderosas, porém invisíveis; a água límpida que flui representa o poder e refrigério sustentador da vida a todos os que têm sede, física ou espiritual; o fogo representa uma força purificadora (como na purificação de minérios) ou destruidora (frequentemente citada no juízo). Tais símbolos representam realidades intangíveis, porém genuínas. Vento. A palavra hebraica ruach tem amplo alcance semântico. Pode significar ‘sopro’, ‘espírito’ ou ‘vento’. É empregada em paralelo com nephesh. O significado básico de nephesh é ‘ser vivente’, ou seja, tudo que tem fôlego. A partir daí, seu alcance semântico desenvolve-se ao ponto de referir-se a quase todos os aspectos emocionais e espirituais do ser humano vivente.” (HORTON, Stanley M. (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2019, pp.387,388).

III. AS OBRAS DO ESPÍRITO SANTO

1. O Espírito Santo e a Encarnação. 
A encarnação do Filho de Deus revela o papel do Espírito como o agente divino na concepção de Jesus: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá [...] o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lc 1.35). O Espírito Santo, em união com o poder do Pai, atua de modo sobrenatural no ventre de Maria. Embora Jesus tenha sido concebido pelo Espírito (Mt 1.18), Ele é Filho do Pai, pois foi gerado na eternidade (Mq 5.2; Jo 1.1). O evento é uma ação trinitária: o Pai envia o Filho (Gl 4.4); o Filho assume a forma humana (Fp 2.7); e o Espírito realiza o milagre da concepção (Mt 1.20). A divindade do Espírito é confirmada por sua participação direta na encarnação do Verbo, uma obra que somente Deus poderia realizar.

2. O Espírito Santo e a Ressurreição. 
A vida e o poder sobre a morte são atribuições exclusivas de Deus (Jo 5.21). Nesse sentido, a ressurreição de Cristo é uma obra da Trindade: o Pai ressuscitou o Filho (At 2.24), o Filho declarou possuir poder para dar a sua vida e retomá-la, Ele próprio é a ressurreição (Jo 10.18; 11.25); e o Espírito Santo é o agente vivificador: “E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará o vosso corpo mortal, pelo seu Espírito que em vós habita” (Rm 8.11). Paulo atribui ao Espírito Santo a ação direta na ressurreição, e afirma que esse mesmo Espírito habita nos crentes, garantindo-lhes a ressurreição final, uma ação que apenas Deus é capaz de executar (Ef 1.13,14). A atuação do Espírito nessa obra comprova sua plena divindade.

3. O Espírito Santo e a Santificação. 
O Espírito não apenas nos convence do pecado (Jo 16.8), mas também promove transformação (2Co 3.18). Deus nos escolheu para vivermos em santidade (Ef 1.4; 2Ts 2.13). A santificação possui duas dimensões: uma posicional, no momento da conversão (1Co 6.11), e outra progressiva, como processo contínuo de transformação (Hb 12.14). O Espírito Santo habita no crente desde a regeneração até a glorificação, conduzindo-o em santidade. Porém, requer a cooperação do crente. Paulo exorta: “andai em Espírito” (Gl 5.16), e adverte: “não entristeçais o Espírito” (Ef 4.30). No entanto, não é resultado exclusivo do esforço humano, mas uma ação permanente do Espírito (1Pe 1.2). Essa ação atesta a deidade do Espírito, pois apenas Deus pode transformar o coração humano (Ez 36.26).

SINOPSE III

As obras do Espírito Santo — encarnação, ressurreição e santificação — revelam seu poder e atuação contínua na vida da Igreja.

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CONCLUSÃO

Compreender a divindade do Espírito Santo fortalece nossa fé na Trindade. O Espírito é distinto do Pai e do Filho, mas coigual em essência, poder e glória. Como Consolador, Ele continua a Obra de Cristo, e habita na vida dos crentes. Sua presença é viva e transformadora, indispensável na edificação, ensino, e missão da Igreja. Que todos nós vivamos guiados pelo Espírito, até que Cristo volte.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. O Espírito não é uma força impessoal, uma energia ou uma influência, mas o próprio Deus. Ele é a Terceira Pessoa da Trindade. Cite três características apresentadas na lição que confirmam essa verdade.
Ele tem mente, vontade e emoções; pode ser entristecido; guia, ensina e distribui dons.

2. Cite três dos atributos divinos do Pai e do Filho que podem ser igualmente relacionados com o Espírito Santo, apresentados na lição.
Onipotência, Onisciência, Onipresença e Eternidade.

3. Quais os cinco principais símbolos representativos do Espírito Santo mostrados na lição?
Fogo, Água, Vento, Óleo e Pomba.

4. Paulo atribui ao Espírito Santo a ação direta em que episódio?
No episódio da ressurreição de Cristo.

5. Quais são as duas dimensões da santificação?
Santificação posicional (na conversão) e progressiva (processo contínuo de transformação).

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REVISTA ENSINADOR CRISTÃO

O DEUS ESPÍRITO SANTO

Nesta oportunidade, estudaremos sobre a Pessoa do Espírito Santo, que, juntamente com o Pai e o Filho, é plenamente divino e atua para consolar, ensinar e santificar a igreja. A Palavra de Deus nos revela o Espírito Santo como a Terceira Pessoa da Trindade que foi enviada a este mundo para avançar a obra de Cristo. Uma vez que o Filho Unigênito de Deus, que consolava e ensinava Seus discípulos, foi assunto ao Céu, o Pai enviou “outro” Consolador para que estivesse com eles até o fim (Jo 14.16). Este mesmo Espírito da verdade que o mundo não pode receber seria responsável por conduzir os discípulos a cumprir a missão de tornar mundialmente conhecida a mensagem do Evangelho (Mc 16.15). Os três aspectos de Sua atuação (consolo, ensino e santificação) não estariam restritos aos primeiros anos da igreja, mas se estendem às próximas gerações e continuam presentes. A obra Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal (CPAD) discorre que “a obra do Espírito Santo como Consolador inclui o seu papel como Espírito da Verdade que habita em nós (Jo 14.16; 15.26), como Ensinador de todas as coisas, como aquEle que nos faz lembrar tudo o que Cristo tem dito (14.26), como aquEle que dará testemunho de Cristo (15.26) e como aquEle que convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo (16.8). Não se pode subestimar a importância dessas tarefas. O Espírito Santo, dentro em nós, começa a esclarecer as crenças incompletas e errôneas sobre Deus, sua obra, seus propósitos, sua Palavra, o mundo, crenças estas que trazemos conosco ao iniciarmos nosso relacionamento com Deus. Conforme as palavras de Paulo, é uma obra vitalícia, jamais completada neste lado da eternidade (1Co 13.12)” (2021, p.397). Não podemos negligenciar a necessidade que temos da Pessoa do Espírito Santo. Sem Sua presença, não podemos exercer o chamado que fomos desafiados a cumprir. É Ele quem nos escolhe para realização da Sua obra a partir da oração (At 13.2). O exercício dos dons espirituais e ministeriais (1Co 12.8-10; Ef 4.11,12), as decisões na condução de Sua obra, a tarefa de convencer os pecadores a Cristo (Jo 16.8) ou mesmo a libertação do pecado ou perdão entre irmãos são obras que dependem inquestionavelmente da atuação do Espírito Santo na Igreja. Nossa dependência dEle é uma forma de glorificá-lO. Quando reconhecemos que sem Ele nada podemos, Sua presença se manifesta para nos mostrar a verdade, direcionar as decisões e nos aconselhar para que tenhamos uma vida sábia.

Pb. Rogério Faustino 
Neweb 

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