Lição 09: Sansão – A Força e a Fraqueza de um Jovem

 

TEXTO PRINCIPAL
 
“Depois, teve esta mulher um filho e chamou o seu nome Sansão; e o menino cresceu, e o Senhor o abençoou.” (Jz 13.24).

RESUMO DA LIÇÃO

Por mais que Deus use alguém de forma extraordinária, a natureza humana ainda carrega fragilidades.

LEITURA SEMANAL
 
SEGUNDA — Não vos conformeis com este mundo

Romanos 12.2

2 - E não sejais conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.

TERÇA — Não seja escravo

Romanos 6.16

16 - Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?

QUARTA — Seja santo

1 Pedro 1.15,16

15 - Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver;
16 - Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo.

QUINTA — Cristo, o libertador

Romanos 5.8

8 - Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.

SEXTA — A força dos jovens

1 Joao 2.14

14 - Eu vos escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno.

SÁBADO — Resistindo ao Diabo

Tiago 4.7

7 -  Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.

OBJETIVOS
 
COMPREENDER o contexto da servidão de Israel aos filisteus e o anúncio do libertador;
APRESENTAR o episódio do nascimento de Sansão;
RECONHECER as fraquezas do jovem Sansão.

INTERAÇÃO

Na sequência dos estudos sobre os juízes de Israel, chegamos à história de Sansão, um dos personagens bíblicos mais conhecidos e retratados na arte e no cinema. Herói marcado por contradições, Sansão destaca-se como o fisicamente mais forte entre os juízes, mas também como o mais fraco em caráter. Sua natureza vacilante e suas decisões impensadas fazem dele um exemplo de alguém que, embora tenha realizado grandes feitos pelo poder de Deus, não utilizou plenamente o potencial recebido. Enquanto alguns juízes anteriores eram libertadores improváveis, sem qualquer expectativa de destaque, Sansão, ao contrário, tinha tudo para ser um herói exemplar. Nesta lição e na próxima, veremos como Deus, em sua graça, foi capaz de usar um homem tão falho como ele. Com seus exemplos negativos, aprenderemos sobre diversos cuidados que precisamos ter na caminhada cristã.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
 
Prezado(a) professor(a), diante de questões mais complexas, os alunos desejam respostas bem fundamentadas. Nesta lição, um tema central que certamente pode despertar perguntas e debates é o seguinte: Por que Deus usa alguém tão falho como Sansão? Embora esse assunto permeie todo o livro de Juízes, ele se torna ainda mais evidente na vida de Sansão devido às suas decisões impensadas. Como pode o Espírito de Deus capacitar alguém assim?
Para responder a essas questões, pesquise boas referências teológicas sobre o tema e vá para a sala de aula bem-preparado. Em síntese, é fundamental ressaltar que Deus é soberano e gracioso, e a maneira como utilizou Sansão estava diretamente relacionada ao seu compromisso com a nação de Israel, seu povo escolhido. Deus usou Sansão apesar dele mesmo. Afinal, se o Senhor dependesse dos méritos e virtudes humanas para agir, não haveria ninguém que pudesse ser usado.

TEXTO BÍBLICO
 
Juízes 13.1-7,24,25

1 — E os filhos de Israel tornaram a fazer o que parecia mal aos olhos do SENHOR, e o SENHOR os entregou na mão dos filisteus por quarenta anos.
2 — E havia um homem de Zorá, da tribo de Dã, cujo nome era Manoá; e sua mulher era estéril e não tinha filhos.
3 — E o Anjo do SENHOR apareceu a esta mulher e disse-lhe: Eis que, agora, és estéril e nunca tens concebido; porém conceberás e terás um filho.
4 — Agora, pois, guarda-te de que bebas vinho ou bebida forte, nem comas coisa imunda.
5 — Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre e ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus.
6 — Então, a mulher entrou e falou a seu marido, dizendo: Um homem de Deus veio a mim, cuja vista era semelhante à vista de um anjo de Deus, terribilíssima; e não lhe perguntei de onde era, nem ele me disse o seu nome.
7 — Porém disse-me: Eis que tu conceberás e terás um filho; agora, pois, não bebas vinho nem bebida forte e não comas coisa imunda; porque o menino será nazireu de Deus, desde o ventre até o dia da sua morte.
24 — Depois, teve esta mulher um filho e chamou o seu nome Sansão: e o menino cresceu, e o Senhor o abençoou.
25 — E o Espírito do Senhor o começou a impelir de quando em quando para o campo de Dã, entre Zorá e Estaol

Juízes14.1-3

1 — E desceu Sansão a Timna; e, vendo em Timna a uma mulher das filhas dos filisteus,
2 — subiu, e declarou-o a seu pai e a sua mãe, e disse: Vi uma mulher em Timna, das filhas dos filisteus; agora, pois, tomai-ma por mulher.
3 — Porém seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos, nem entre todo o meu povo, para que tu vás tomar mulher dos filisteus, daqueles incircuncisos? E disse Sansão a seu pai: Tomai-me esta, porque ela agrada aos meus olhos.
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INTRODUÇÃO
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Nesta lição, daremos início ao estudo a respeito de Sansão, um dos mais conhecidos juízes de Israel. Suas façanhas não são lendas, mas histórias reais registradas na Bíblia. Embora dotado de força extraordinária concedida pelo Senhor, ele se revelou um homem de caráter frágil, frequentemente guiado por seus próprios desejos. Hoje, examinaremos a primeira etapa da trajetória deste libertador de Israel, levantado por Deus em um tempo em que a própria nação havia se conformado com a opressão dos filisteus. Aplicando esses ensinamentos à vida cristã, veremos que, em Deus, somos fortes, embora continuemos a carregar nossa fragilidade humana.
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I. A SERVIDÃO DE ISRAEL AOS FILISTEUS E O ANÚNCIO DO LIBERTADOR
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Logo após a morte de Jefté, surgiram outros três juízes menores em Israel: Ebsã, Elom e Abdom (Jz 12.8-15).

1. Acostumando-se com a servidão. 
Na sequência, o ciclo vicioso da apostasia do povo israelita volta a operar (Jz 13.1 _ 1 - E os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do SENHOR, e o SENHOR os entregou na mão dos filisteus por quarenta anos.), culminando na sua servidão aos filisteus por quarenta anos. Os filisteus haviam crescido e dominavam os israelitas (Jz 14.2 _ 2 - Subiu, e declarou-o a seu pai e a sua mãe, e disse: Vi uma mulher em Timnate, das filhas dos filisteus; agora, pois, tomai-ma por mulher.). Diferentemente dos ciclos anteriores, Israel parece conviver com os seus inimigos, adaptado à situação. No passado, diante das opressões pagãs, eles agonizavam e clamavam a Deus. Agora, parecem não ter consciência da rendição. Se acomodaram culturalmente e perderam a consciência da situação de escravos. Não choram e não clamam por libertação. O pior escravo é aquele que não reconhece a sua condição (Jo 8.23 _ 23 - E dizia-lhes: Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo.; Rm 6.16 _ 16 - Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?). O cristão, jamais, pode se conformar com este mundo (Rm 12.2 _ 2 - E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.), e muito menos se fazer amigo dele (Tg 4.4 _ 4 - Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.).

2. O anjo anuncia o libertador. 
Distintamente dos libertadores anteriores, este é anunciado antes do seu nascimento (Jz 13.2-5 _ 2 - E havia um homem de Zorá, da tribo de Dã, cujo nome era Manoá; e sua mulher, sendo estéril, não tinha filhos. 3 - E o anjo do Senhor apareceu a esta mulher, e disse-lhe: Eis que agora és estéril, e nunca tens concebido; porém conceberás, e terás um filho. 4 - Agora, pois, guarda-te de beber vinho, ou bebida forte, ou comer coisa imunda. 5 - Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre; e ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus.). O anjo do Senhor aparece à esposa de Manoá, que era estéril e não tinha filhos, e disse que ela conceberia e teria um filho sobre cuja cabeça não passaria navalha, pois o menino seria nazireu de Deus desde o ventre, e livraria a Israel da mão dos filisteus (Jz 13.5). O povo não clamou por um libertador, mas Deus iria prover um. Ele sempre toma a iniciativa da salvação, revelando sua graça preveniente (1 Jo 4.19 _ 19 -  Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro.; Sl 100.3 _ 3 - Sabei que o Senhor é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto.). De igual forma, Deus, vendo nossa condição de escravidão ao pecado, enviou o seu Filho para nos libertar (Rm 5.8 _ 8 - Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.; Gl 4.4,5 _ 4 - Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, 5 - Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.).

3. Um nazireu de Deus. 
Os nazireus (hb. nazir, separado) eram pessoas consagradas e separadas para Deus, seja por toda a vida, seja por um período específico. O nazireado da criança foi estabelecido pelo próprio Deus. Por essa razão, o anjo do Senhor instruiu a mulher a seguir a dieta de um nazireu (Nm 6.3,4 _ 3 - De vinho e de bebida forte se apartará; vinagre de vinho, nem vinagre de bebida forte não beberá; nem beberá alguma beberagem de uvas; nem uvas frescas nem secas comerá. 4 - Todos os dias do seu nazireado não comerá de coisa alguma, que se faz da vinha, desde os caroços até às cascas.), visto que o chamado de seu filho começava ainda no ventre. Isso evidencia que a mensagem de um anjo jamais pode contradizer a Palavra de Deus (Gl 1.8 _ 8 - Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.) e ressalta o valor da vida intrauterina (Sl 139.16 _ 16 - Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.). O aborto é antiético e antibíblico! A lei estabelecia que “todos os dias do seu nazireado santo será ao Senhor” (Nm 6.8). Esse princípio ecoa no Novo Testamento a todos os crentes, indistintamente, como estilo de vida e compromisso contínuo (1 Pe 1.15,16 _ 15 - Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; 16 - Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo.; 2 Co 6.17,18 _ 17 - Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor;E não toqueis nada imundo,E eu vos receberei; 18 - E eu serei para vós Pai,E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso.).

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II. O NASCIMENTO DE SANSÃO
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1. O zelo do pai. 
O relato em que a esposa narra (Jz 13.6-23) o ocorrido a Manoá evidencia sua preocupação com a criança. Ele ora pedindo que o mensageiro retorne para instruí-los sobre como cuidar do menino (Jz 13.8 _ 8 - Então Manoá orou ao Senhor, e disse: Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus, que enviaste, ainda venha para nós outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer.) e, quando o anjo do Senhor reaparece à sua mulher, repete a mesma pergunta (Jz 13.12 _ 12 - Então disse Manoá: Cumpram-se as tuas palavras; mas qual será o modo de viver e o serviço do menino?), interessado também em conhecer a missão e o propósito do filho. Tal atitude demonstra seu desejo sincero de educá-lo conforme a orientação divina; uma preocupação fundamental para os pais. Hoje, muitos cristãos priorizam o sucesso profissional dos filhos, mas o texto lembra de que o mais importante é ensiná-los no caminho em que devem andar (Pv 22.6 _ 6 - Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.). Ao receber novamente as orientações, Manoá ofereceu um cabrito com oferta de manjares (Jz 13.19 _ 19 - E disse o anjo do Senhor a Manoá: De tudo quanto eu disse à mulher se guardará ela.), em sinal de gratidão, consagração e reconhecimento da provisão de Deus.

2. O nascimento de Sansão. 
No tempo devido, a mulher deu à luz ao menino e o chamou Sansão (Jz 13.24 _ 24 - Depois teve esta mulher um filho, a quem pôs o nome de Sansão; e o menino cresceu, e o Senhor o abençoou.). Ele cresceu e o Senhor o abençoou, e o seu Espírito o impeliu. Sansão foi abençoado com uma força descomunal para realizar grandes prodígios.

3. Um herói forte e fraco. 
Sansão tinha todos os elementos para ser um herói exemplar. Diferente de Jefté, cresceu em um lar piedoso, sob o cuidado atento dos pais. Recebeu de Deus um dom extraordinário. Entretanto, não aproveitou tudo isso. Sua trajetória revela que foi o mais vacilante dos juízes de Israel: possuía imensa força física, mas um caráter frágil. É o retrato vivo de como, em um mesmo homem, podem coexistir poder e fragilidade, força e fraqueza. Sua história é também um testemunho da misericórdia e fidelidade de Deus para com Israel, o seu povo eleito. Deus usaria Sansão não por causa de sua fé e muito menos por sua moralidade, mas por causa da promessa de Deus ao seu povo. Por isso, precisamos ler a história de Sansão à luz da antiga aliança, reconhecendo a ação soberana de Deus em conduzir a libertação de Israel de seus inimigos. Vale lembrar de que os jovens são fortes e já venceram o Maligno (1 Jo 2.14 _ 14 - Eu vos escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno.), mas por meio da obra de Cristo e da Palavra de Deus. Não são fortes em si mesmos, antes é preciso se submeter constantemente a Deus, adquirindo força para resistir às tentações e influências malignas do Diabo (Tg 4.7 _ 7 - Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.).
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SUBSÍDIO II
 
“[...] para manter nossa identidade cristã, precisamos lembrar de nossas fraquezas e debilidades morais. Devemos recordar da Queda e da nossa propensão à corrupção (Rm 7.15), assim como a necessidade de nos entregarmos a uma vida de santificação. Dentre as doze razões por que os universitários cristãos perdem a fé mencionadas por J. Budziswski, duas se aplicam a esse tópico: 1) Eles não aprenderam a reconhecer os desejos e armadilhas de seus corações; 2) Eles acham que boas intenções são suficientes para protegê-los do pecado. Segundo Budziswski, geralmente as pessoas não desacreditam em Deus e começam então a pecar. O processo é inverso. As pessoas se envolvem em algum pecado e com o tempo querem adequar suas vidas e assim encontram alguma desculpa para desacreditar de Deus. Por esta razão, ele diz que a melhor apologética no mundo não pode ser bem-sucedida a menos que os estudantes saibam como desmascarar seus próprios motivos secretos. Ou seja, eles precisam estar conscientes e preparados contra as armadilhas do coração pecaminoso (Jr 17.9). Isso porque, nossa velha natureza decaída continua a competir com a vida cristã que está se formando em nós: podemos mortificar nossa velha natureza, como Paulo nos exorta (Rm 8.13; Cl 3.5), mas mesmo assim ela se contorce com uma vida agitada. O cristão consciente de suas falhas e limitações morais geralmente se mantém afastado de qualquer situação de risco que possa levá-lo a naufragar na fé. É idêntico àquela pessoa que não sabe nadar, mantendo-se, por prudência, longe do mar revoltoso. Aquele que acha que consegue gerenciar totalmente seus impulsos e controlar seus sentimentos, é mais facilmente aliciado pelo pecado. Consideremos as palavras de Tiago: Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência (Tg 1.14). Por outro lado, aquele que sabe das armadilhas do coração decaído, embora também seja passível de falhar, geralmente mantém uma postura de prudência, afastando-se do mal (1Pe 3.11) e também da sua aparência (1Ts 5.22). Consciente de sua condição miserável, ele é mais dependente de Deus e por isso clama por misericórdia, igualmente ao publicano.” (NASCIMENTO, Valmir. O Cristão e a Universidade: um guia para a defesa e o anúncio da cosmovisão cristã no ambiente universitário. Rio de Janeiro: CPAD, 2016, pp.239,240).

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III. AS FRAQUEZAS DO JOVEM SANSÃO
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1. Movido pelo desejo. 
Em primeiro lugar, Sansão era um jovem impetuoso e temperamental, movido pela cobiça dos olhos (Jz 14.1,2 _ 1 - E desceu Sansão a Timnate; e, vendo em Timnate uma mulher das filhas dos filisteus, 2 - Subiu, e declarou-o a seu pai e a sua mãe, e disse: Vi uma mulher em Timnate, das filhas dos filisteus; agora, pois, tomai-ma por mulher.). Ao chegar à cidade de Timna, apaixonou-se por uma mulher filisteia e logo decidiu casar-se com ela. Seu critério foi puramente visual: ela era agradável aos seus olhos (Jz 14.3 _ 3 - Porém seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos, nem entre todo o meu povo, para que tu vás tomar mulher dos filisteus, daqueles incircuncisos? E disse Sansão a seu pai: Toma-me esta, porque ela agrada aos meus olhos.). Em vez de se opor aos filisteus, como era sua missão, Sansão desejou unir-se a eles por laços familiares. É um alerta para o perigo de decisões baseadas apenas na atração física e visual (1 Jo 2.16 _ 16 - Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.; Pv 31.30 _ 30 - Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa sim será louvada.).

2. Quebra o preceito do nazireado.
 Sansão, ainda jovem, desce a Timna e, no caminho, mata um leão com as próprias mãos (Jz 14.5-9 _ 5 - Desceu, pois, Sansão com seu pai e com sua mãe a Timnate; e, chegando às vinhas de Timnate eis que um filho de leão, rugindo, lhe saiu ao encontro. 6 - Então o Espírito do Senhor se apossou dele tão poderosamente que despedaçou o leão, como quem despedaça um cabrito, sem ter nada na sua mão; porém nem a seu pai nem a sua mãe deu a saber o que tinha feito. 7 - E desceu, e falou àquela mulher, e ela agradou aos olhos de Sansão. 8 - E depois de alguns dias voltou ele para tomá-la; e, apartando-se do caminho para ver o corpo do leão morto, eis que nele havia um enxame de abelhas com mel. 9 - E tomou-o nas suas mãos, e foi andando e comendo dele; e foi a seu pai e a sua mãe, e deu-lhes do mel, e comeram; porém não lhes deu a saber que tomara o mel do corpo do leão.). Mais tarde, ao passar pelo mesmo local, encontra o cadáver do animal com um enxame de abelhas e mel dentro. O que Sansão queria indo em busca do animal morto? O fato é que ele toca no cadáver para pegar o mel e o come, repartindo com seus pais, mas sem contar a origem. Era o mel da morte! Ao fazer isso, quebra o preceito do nazireado, que proibia contato com qualquer coisa morta (Nm 6.6,7 _ 6 - Todos os dias que se separar para o Senhor não se aproximará do corpo de um morto. 7  - Por seu pai, ou por sua mãe, por seu irmão, ou por sua irmã, por eles se não contaminará quando forem mortos; porquanto o nazireado do seu Deus está sobre a sua cabeça.). Esse episódio revela sua atitude descuidada e irreverente diante da consagração que tinha perante Deus, mostrando como, desde cedo, começou a desprezar as restrições e os propósitos de seu chamado.

3. Fazedor de apostas. 
Sansão prepara um banquete para comemorar o casamento com a filisteia (Jz 14.10-20). O termo empregado para “festa” (mishteh) indica literalmente que era um “banquete de bebida”. Sansão propõe aos trinta rapazes convidados um enigma envolvendo o mel encontrado no leão morto, apostando trinta túnicas e trinta mudas de roupa. Era um enigma impossível. Incapazes de resolvê-lo, eles pressionam a esposa de Sansão, que o convence a revelar a resposta. Sansão havia se colocado em um ambiente hostil e de associações perigosas. Ao descobrir a traição, Sansão cumpre a aposta matando trinta homens em Ascalom para obter as roupas prometidas. O episódio mostra seu temperamento impulsivo e gosto por vingança. Mas também o custo de pagar uma aposta. Quais os tipos de apostas na atualidade em que muitos estão perdendo tempo, dinheiro e a vida espiritual?
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SUBSÍDIO III
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Professor(a), como forma de complementar este tópico, uma outra fraqueza que também pode ser apontada na vida de Sansão é que ele “foi um jovem muito tolo (Jz 14.1-4). Já crescido e quase na idade adulta, desceu Sansão a Timna e apaixonou-se por uma moça filisteia. Timna era uma cidade na fronteira de Judá, atribuída a Dã (Js 15.10; 19.43), e aparentemente estava nas mãos dos filisteus naquela época [...] Quando voltou para casa, deixou seus pais piedosos chocados ao anunciar: ‘Vi uma mulher em Timna com a qual gostaria de me casar. Façam os preparativos para o casamento’. Normalmente eram os pais hebreus que escolhiam as noivas para seus filhos (Gn 24.1-3; 28.1,2; 38.6). Sansão fez sua própria escolha, mas desejava que seu pai completasse os preparativos. Manoá e sua esposa fizeram as devidas objeções. O casamento era contrário à lei mosaica (Êx 34.16; Dt 7.3). Muitos filhos deixaram de gozar da sabedoria de seus pais para provarem o fruto amargo de suas próprias escolhas teimosas. ‘Não há uma moça adequada para você no meio do nosso povo?’, perguntaram eles. Esta é a lei de Deus até hoje. Um cristão deve sempre se casar com alguém que identifique com ele a mesma fé (2Co 6.14). É possível que alguns, inocentemente, achem que poderão encontrar felicidade mesmo quando desprezam essa lei divina. Que tais pessoas ponderem sobre os tristes exemplos que podem ser vistos hoje em dia. Sansão foi persistente. Tomai-me esta, exigiu ele, porque ela agrada aos meus olhos. Como é comum que os olhos dos jovens os façam tomar decisões tolas e imutáveis! Qualquer casamento baseado puramente na atração física está destinado a não durar ‘até que a morte os separe’. Mas Deus usava a obstinada teimosia desse rapaz para seus próprios propósitos. O Senhor extrairia coisas boas desta situação infeliz.” (Comentário Bíblico Beacon: Josué o Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, pp.138,139).

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CONCLUSÃO
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A vida de Sansão nos confronta com o paradoxo de um homem separado por Deus desde o ventre, dotado de força extraordinária, mas marcado por fraquezas e escolhas impensadas. Sua trajetória inicial nos serve de alerta: dons e oportunidades, quando não acompanhados de caráter e obediência, podem ser desperdiçados. Que possamos aprender com seus erros e acertos, usando tudo o que Deus nos deu com fidelidade e consagração, para que sua glória seja manifesta em nossas vidas.

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HORA DA REVISÃO
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1. Quais os nomes dos três juízes que surgiram após a morte de Jefté?
Ebsã, Elom e Abdom (Jz 12.8-15).

2. Quem eram os nazireus?
Os nazireus (hb. nazir, separado) eram pessoas consagradas e separadas para Deus, seja por toda a vida, seja por um período específico.

3. Qual o nome do pai de Sansão?
Manoá.

4. O que ocorreu quando Sansão chegou à cidade de Timna?
Apaixonou-se por uma mulher filisteia e logo decidiu casar-se com ela.

5. O que Sansão quebra ao tocar no cadáver do leão?
Quebra o preceito do nazireado, que proibia contato com qualquer coisa morta (Nm 6.6,7).

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ARQUIVOS:

Pb. Rogério Faustino 
Neweb 

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