Lição 11: Jacó: De Enganador a Homem de Honra 14 de junho de 2026

  2º TRIMESTRE DE 2026

Tema do Trimestre: Homens dos quais o Mundo não Era Digno
O Legado de Abraão, Isaque e Jacó
Comentarista: Pr. Elinaldo Renovato

TEXTO ÁUREO
 
“Então, disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel, pois, como príncipe, lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste.” (Gn 32.28).

VERDADE PRÁTICA

Somente Deus pode transformar o caráter e a vida do ser humano.

LEITURA DIÁRIA
 
Segunda — Transformados de glória em glória

2 Coríntios 3.18

¹⁸ Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.

Terça —  Arrependimento e conversão

Atos 3.19

¹⁹ Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor,

Quarta Vestidos do novo homem

Colossenses 3.9,10

⁹ Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos,
¹⁰ E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou;
Quinta —  A renovação do entendimento

Romanos 12.2

² E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.

Sexta —  Quem é de Cristo tem o fruto do Espírito

Gálatas 5.22

²² Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.

Sábado Sendo nova criatura em Cristo

2 Coríntios 5.17

¹⁷ Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Gênesis 32.22-31

²² E levantou-se aquela mesma noite, e tomou as suas duas mulheres, e as suas duas servas, e os seus onze filhos, e passou o vau de Jaboque.
²³ E tomou-os e fê-los passar o ribeiro; e fez passar tudo o que tinha.
²⁴ Jacó, porém, ficou só; e lutou com ele um varão, até que a alva subia.
²⁵ E, vendo que não prevalecia contra ele, tocou a juntura de sua coxa; e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele.
²⁶ E disse: Deixa-me ir, porque já a alva subiu. Porém ele disse: Não te deixarei ir, se me não abençoares.
²⁷ E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó.
²⁸ Então, disse: Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel, pois, como príncipe, lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste.
²⁹ E Jacó lhe perguntou e disse: Dá-me, peço-te, a saber o teu nome. E disse: Por que perguntas pelo meu nome? E abençoou-o ali.
³⁰ E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva.
³¹ E saiu-lhe o sol, quando passou a Peniel; e manquejava da sua coxa.

1 Tentado, não cedas, ceder é pecar,
Melhor e mais nobre, será triunfar,
Coragem, ó crente, domina o teu mal.
Deus pode livrar-te de queda fatal.

Em Jesus tens a palma
Da vitória, minh’alma;
E também doce calma
Pelo sangue da cruz!

2 Evita o pecado, procura agradar
A Deus, a quem deves no corpo exaltar;
Não manches teus lábios com impura voz;
Defende tua alma do vicio atroz.

3 Sê manso e benigno, qual morto até.
Na rocha eterna, firma tua fé;
Veraz é teu dito: de Deus é teu ser?
T'espera a coroa, tu podes vencer.

Autor ou Tradutor: P.L.M Paulo Leivas Macalão
1 Queres, neste mundo, ser um vencedor?
Queres tu cantar nas lutas e na dor?
Queres ser alegre, qual bom lutador?
Guarda o contacto com teu Salvador!

Guarda o contacto com teu Salvador,
E a nuvem do mal não te cobrirá;
Pela senda alegre, tu caminharás
Indo em contacto com teu Salvador.

2 Neste mundo, vivem muitos a penar,
Cujos corações transbordam de pesar;
Dá-lhes a mensagem de amor sem par;
Com Deus o contacto deves tu guardar!

3 Queres tu, com Deus, a comunhão obter?
Sua glória em ti sempre permanecer?
Que o mundo possa Cristo em ti ver!
Guarda o contacto co'o supremo Ser.

4 Deixa que o Espírito implante em teu ser,
O amor de Cristo, divinal prazer;
Queres, neste mundo, todo mal vencer?
Guarda o contacto e terás poder!

Autor ou Tradutor: P.L.M Paulo Leivas Macalão
1 De meu terno Salvador,
Cantarei o imenso amor,
Dando glória e louvor a Jesus,
Pois das trevas me chamou,
De cadeias me livrou,
E da morte me salvou meu Jesus!

Meu Jesus! Meu Jesus!
Que precioso é o nome de Jesus!
Com Seu sangue me limpou;
De Seu gozo me fartou;
Oh! que graça me mandou, meu Jesus.

2 Oh! que triste condição
A do ímpio coração;
Me salvou da perdição; meu Jesus;
Do pecado, o perdão;
Da ruína, salvação;
Por tristeza, galardão, meu Jesus!

3 Pelo mundo a vagar.
Solitário sem parar,
Sem a doce paz gozar de Jesus;
Todo pranto a sofrer,
Hão passados, e prazer
Já começo a receber de Jesus.

4 Oh! que sangue remidor,
Encontrei no Salvador,
Sangue purificador, de Jesus!
Dai louvores em ação
Da bendita salvação!
Hinos dai por gratidão a Jesus!

Autor ou Tradutor: P.L.M Paulo Leivas Macalão

PLANO DE AULA

1. INTRODUÇÃO

Você já foi transformado por Jesus Cristo? Ser crente é ser nova criatura, gerada pelo Espírito Santo (Jo 3.3). Jacó teve um encontro com Deus em Betel e ali começou o processo de transformação em sua vida. Depois, no retorno para a casa de seus pais, ele teve outro encontro com Senhor em Peniel, que significa “a face de Deus” (Gn 32.30). Jacó lutou com um anjo e teve seu nome mudado para Israel, que significa “ele luta com Deus”. O Senhor mudou o caráter de Jacó e também seu nome.

2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

A) Objetivos da Lição: 
I) Enfatizar os aspectos da família de Jacó; 
II) Explicar que o desejo de Jacó de retornar à sua casa era divino; 
III) Mostrar a passagem de Jacó pelo vau de Jaboque.

B) Motivação: 
Jacó carregava um estigma (cicatriz) desde o seu nascimento. Ele mostrou-se um homem oportunista e mentiroso, um reflexo da disfunção familiar, do ambiente onde foi criado. Jacó teve que deixar sua casa, trabalhou duro, foi também enganado, mas teve um encontro transformador com Deus.

C) Sugestão de Método: 
Professor(a), para introduzir a lição, faça a seguinte pergunta: “Quem já experimentou o poder transformador de Jesus?”. Explique que somente Jesus Cristo tem poder para transformar o homem. Não há pessoas difíceis para o Filho de Deus. Ele tem poder e pode transformar o mais perverso e o mais vil dos homens.

3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO

A) Aplicação: 
Depois de fazer a exposição dos tópicos, aplique as verdades estudadas, mostrando que, na Nova Aliança, somente a ação do Espírito Santo pode transformar o nosso velho homem.

4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR

A) Revista Ensinador Cristão. 
Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 105, p.41, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: 
Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “Labão”, localizado após o primeiro tópico, traz um resumo do personagem Labão, sogro de Jacó; 2) O texto “Deus de meus pais”, depois do terceiro tópico, traz um resumo dos acontecimentos na vida de Jacó quando caminhava em direção à casa dos seus pais.

INTRODUÇÃO

Jacó cresceu em uma família marcada por favoritismos e conflitos: Isaque amava Esaú, e Rebeca, a Jacó. Nesse ambiente, ele aprendeu a enganar para alcançar o que queria. Contudo, ao fugir de casa, começou o processo de transformação que Deus realizaria em sua vida. O homem que enganou passou a ser enganado, e nas lutas e dores foi sendo moldado pelo Senhor. Em Peniel, teve um encontro decisivo com Deus e recebeu um novo nome: Israel. Nesta lição, veremos como Deus mudou seu caráter e fez dele um homem de honra, mostrando que só o Senhor pode transformar a vida humana. A história de Jacó nos ensina que a verdadeira mudança não vem das circunstâncias, mas do encontro pessoal com Deus, que nos faz novas criaturas.

( Veremos nesta lição que somente Deus tem poder para transformar a vida do ser humano. O homem pode tomar decisõe, mas somente Ele é quem tem o comando da vida e das circunstâncias. O Senhor irá sempre procurar aqueles com qual tem propósitos e fará de tudo pra moldar suas vidas à sua vontade.)

Palavra-Chave: HONRA

I. A FAMÍLIA DE JACÓ

1. Um encontro especial. 
Jacó encontrou Raquel, filha de Labão, quando ela tentava dar de beber aos rebanhos de seu pai, pois era pastora de ovelhas (Gn 29.10 - ¹⁰ E aconteceu que, vendo Jacó a Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, irmão de sua mãe, chegou Jacó, e revolveu a pedra de sobre a boca do poço e deu de beber às ovelhas de Labão, irmão de sua mãe.). Ela era a filha mais nova de Labão e tornou-se o grande amor de Jacó. Porém, ele chegou à casa de seu tio sem dinheiro algum. Naquele tempo, era necessário dar ao pais da noiva um dote antes do casamento. Sem recursos financeiros, Jacó fez um acordo com seu tio: Ele trabalharia sem receber nada em troca durante sete anos para ter Raquel como esposa. O acordo de sete anos foi firmado entre o tio e o sobrinho. Jacó trabalhou duro e cumpriu seu acordo, mas Labão usou de engano. Depois de dar um banquete pelo suposto casamento com Raquel, na noite de núpcias, em lugar de entregar Raquel ao genro, pôs Leia ao lado dele (Gn 29.23 - ²³ E aconteceu, à tarde, que tomou Lia, sua filha, e trouxe-a a Jacó que a possuiu.).

( Jacó após viajar alguns dias e chegar ao seu destino encontra a jovem Raquel cuidando das ovelhas de seu, aquele encontro foi marcante para ambos, e para o jovem fugitivo aquela moça despertou um grande amor,  porém para poder casar com ela deveria pagar um dote ao pai dela, seu tio Labão. Sem recursos Jacó firma um acordo de trabalhar por sete anos sem ganhar nada para poder pagar o tal dote e ter Raquel como esposa, mas depois de tantos episódios de engano, chegou a hora de experimentar do engano, Jacó é enganado e recebe Leia, a primogênita como esposa. Mas uma vez a Bíblia prova de que aquilo que plantamos nós semeamos.)

2. O enganador é enganado. 
Jacó colheu aquilo que ele havia semeado: mentira e engano. Deus nos perdoa, mas também nos disciplina. O princípio espiritual do Senhor permanece o mesmo: “Não erreis [...] tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7; Pv 22.8 - ⁸ O que semear a perversidade segará males; e com a vara da sua própria indignação será extinto. ). Talvez, esse triste acontecimento — ser ludibriado pelo próprio tio — tenha feito Jacó refletir a respeito de seus atos e do mal que causara quando enganou seu pai e seu irmão (cf. cap. 27). Leia era a filha mais velha de Labão, e ele não teve escrúpulos em usá-la para enganar Jacó. O amor de Jacó por Raquel era grande, e seu trabalho era lucrativo para Labão. Jacó não desistiu de sua amada e trabalhou pesado por mais sete anos por ela. Aprendemos que o amor não desiste com facilidade.

( Como já dissemos, o que o homem planra ele colhe, é a lei da semeadura, e que por mais que sejamos filhos de Deus,  termos as promessas divinas, estamos também sujeitos como qualquer homem a colher os resultados de nossas escolhas e atitudes. Não foi diferente com Jacó, nem será diferente conosco. Outra grande lição qye aprendemos daqui é a busca e a persistência de Jacó por Raquel.  Seu amor era tão grande e real que sem titubear ele trabalhou ainda mais sete anos sem ganhar nada por ela. O amor não ver sacrificio, ele ver entrega! Quando amamos nos entregamos pra fazer parte daquela pessoa. Isso é amar verdadeiramente.  O amor não ver benefícios próprio,  ele enxerga o companheirismo e a entrega.)

3. Muitos filhos. 
Este triste episódio na vida de Jacó nos mostra que a poligamia era algo comum naquele tempo; no entanto, contrariava e continua contrariando o propósito de Deus para o ser humano — o casamento monogâmico e hétero, um homem e uma mulher (Gn 2.24 - ²⁴ Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.). Na Nova Aliança, a monogamia é a única forma legítima de casamento (Mt 19.4-6 - ⁴ Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, ⁵ E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? ⁶vAssim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.; Mc 10.4-9 - ⁴ E eles disseram: Moisés permitiu escrever carta de divórcio e repudiar. ⁵ E Jesus, respondendo, disse-lhes: Pela dureza dos vossos corações vos deixou ele escrito esse mandamento; ⁶ Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. ⁷o Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, ⁸ E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne. ⁹ Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.). A poligamia trouxe consequências terríveis para as famílias, em especial a família de Jacó. Porém, Deus honrou a Jacó e lhe concedeu muitos filhos. Os filhos sempre foram e são “heranças do Senhor”, ou seja, são uma recompensa que Ele nos dá (Sl 127.3 - ³ Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão.). Jacó teve filhos com Leia e com a serva dela. Também teve filhos com Raquel e sua serva. Com Leia, Jacó teve os seguintes filhos: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulom (Gn 29.32-35 - ³² E concebeu Lia, e deu à luz um filho, e chamou-o Rúben; pois disse: Porque o Senhor atendeu à minha aflição, por isso agora me amará o meu marido. ³³ E concebeu outra vez, e deu à luz um filho, dizendo: Porquanto o Senhor ouviu que eu era desprezada, e deu-me também este. E chamou-o Simeão. ³⁴ E concebeu outra vez, e deu à luz um filho, dizendo: Agora esta vez se unirá meu marido a mim, porque três filhos lhe tenho dado. Por isso chamou-o Levi. ³⁵ E concebeu outra vez e deu à luz um filho, dizendo: Esta vez louvarei ao Senhor. Por isso chamou-o Judá; e cessou de dar à luz.; 30.17-20 - ¹⁷ E ouviu Deus a Lia, e concebeu, e deu à luz um quinto filho. ¹⁸ Então disse Lia: Deus me tem dado o meu galardão, pois tenho dado minha serva ao meu marido. E chamou-lhe Issacar. ¹⁹ E Lia concebeu outra vez, e deu a Jacó um sexto filho. ²⁰ E disse Lia: Deus me deu uma boa dádiva; desta vez morará o meu marido comigo, porque lhe tenho dado seis filhos. E chamou-lhe Zebulom. ), totalizando seis filhos e mais uma filha, a quem deu o nome de Diná (Gn 30.21 - ²¹ E depois teve uma filha, e chamou-lhe Diná.  ). Com a serva de Leia, Zilpa, teve dois filhos, Gade e Aser (Gn 30.9-13 - ⁹ Vendo, pois, Lia que cessava de ter filhos, tomou também a Zilpa, sua serva, e deu-a a Jacó por mulher. ¹⁰ E deu Zilpa, serva de Lia, um filho a Jacó. ¹¹ Então disse Lia: Afortunada! e chamou-lhe Gade. ¹² Depois deu Zilpa, serva de Lia, um segundo filho a Jacó. ¹³Então disse Lia: Para minha ventura; porque as filhas me terão por bem-aventurada; e chamou-lhe Aser.). Com sua amada esposa teve dois filhos. São eles: José e Benjamim (Gn 30.22-24 - ²² E lembrou-se Deus de Raquel; e Deus a ouviu, e abriu a sua madre. ²³ E ela concebeu, e deu à luz um filho, e disse: Tirou-me Deus a minha vergonha. ²⁴ E chamou-lhe José, dizendo: O Senhor me acrescente outro filho. ; 35.16-19 - ¹⁶ E partiram de Betel; e havia ainda um pequeno espaço de terra para chegar a Efrata, e deu à luz Raquel, e ela teve trabalho em seu parto. ¹⁷  E aconteceu que, tendo ela trabalho em seu parto, lhe disse a parteira: Não temas, porque também este filho terás. ¹⁸ E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma (porque morreu), chamou-lhe Benoni; mas seu pai chamou-lhe Benjamim. ¹⁹ Assim morreu Raquel, e foi sepultada no caminho de Efrata; que é Belém.). Com Bila, serva de Raquel, teve mais dois filhos: Dã e Naftali (Gn 30.3-8 - ³ E ela disse: Eis aqui minha serva Bila; coabita com ela, para que dê à luz sobre meus joelhos, e eu assim receba filhos por ela. ⁴ Assim lhe deu a Bila, sua serva, por mulher; e Jacó a possuiu. ⁵ E concebeu Bila, e deu a Jacó um filho. ⁶ Então disse Raquel: Julgou-me Deus, e também ouviu a minha voz, e me deu um filho; por isso chamou-lhe Dã ⁷ E Bila, serva de Raquel, concebeu outra vez, e deu a Jacó o segundo filho. ⁸ Então disse Raquel: Com grandes lutas tenho lutado com minha irmã; também venci; e chamou-lhe Naftali.). Apesar de seus erros, Jacó foi honrado pelo Senhor, e seus filhos tornaram-se os líderes das doze tribos de Israel.

( É bom sempre frisar que a vontade soberana e absoluta de Deus para o casamento é o monogâmico e hetero; um homem e uma mulher. Esse sempre foi e sempre será a vontade divina pra o casamento, embora que alguns casos na biblia temos registrados de casamentos poligamicos,  Deus nunca aceitou, mas permitiu que o homem assim escolhesse e temos que ver que os tais que enveredaram nessa escolha colheram frutos amargos. Lutas, dificuldades, brigas, discórdias,  desunião,  desafetos, e uma série de consequências desagradáveis. A vontade de Deus desde o jardim do éden é que a união do casamento seja entre um homem e uma mulher, macho e fêmea.  Dessa união há a perpetuação da espécie humana, e essa união propicia a felicidade por completa de ambos.)

SINOPSE I

A predileção de Isaque e Rebeca pelos filhos teve como consequência a disfunção familiar.

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AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
LABÃO

Irmão de Rebeca (Gn 24.29) e pai de Raquel e Leia (29.16). Labão está envolvido no noivado de Rebeca com Isaque (24.29-51), mas ele é mais conhecido pela falsidade e trapaça, especialmente nas relações com o seu sobrinho Jacó (29.1-31.55). Labão é caracterizado por esse tipo de egocentrismo ao longo da narrativa. Ele continuou a enganar Jacó por saber que este era a chave da prosperidade dele. Jacó permaneceu na casa de Labão por vinte anos (Gn 31.41), mas depois fugiu com a sua família e bens. Ele alcançou Jacó no caminho, e os dois fizeram uma aliança (31.43-54).” (Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p.298).

II. JACÓ DESEJA RETORNAR À SUA TERRA

1. Jacó almeja retornar para sua casa. 
Depois de trabalhar vários anos para seu tio, Labão, Jacó sentiu o desejo de retornar à sua terra logo após Raquel dar à luz a José. Ele pediu que seu tio o liberasse, juntamente com suas esposas e seus filhos, pelas quais ele trabalhou durante anos (Gn 30.25-27 - ²⁵ E aconteceu que, como Raquel deu à luz a José, disse Jacó a Labão: Deixa-me ir, que me vá ao meu lugar, e à minha terra. ²⁶ Dá-me as minhas mulheres, e os meus filhos, pelas quais te tenho servido, e ir-me-ei; pois tu sabes o serviço que te tenho feito. ²⁷ Então lhe disse Labão: Se agora tenho achado graça em teus olhos, fica comigo. Tenho experimentado que o Senhor me abençoou por amor de ti. ). Mas o trabalho de Jacó era lucrativo para Labão, e tudo indica que a saída de Jacó de sua casa não seria tão fácil. Labão pede que Jacó o continue servindo e faz uma nova proposta ao genro, pois estava vendo seus bens aumentarem com a bênção de Deus sobre o trabalho de Jacó (v.27).

( Uma grande aprendemos daqui; o trabalho do cristão deve propiciar bons resultados, e isso não implica somente em retornos financeiros, mas sobretudo em demonstrar que até nisso a mão de Deus está  presente. No caso de Jacó havia grandes retornos financeiros devido a seus esforços e a bênção de Deus. Assim também deve ser o trabalho do cristão! Devemos demonstrar Deus em nossas vidas através do nosso trabalho.)

2. O acordo entre Labão e Jacó. 
Labão não concordou com o pedido de Jacó de ir para a sua terra. Ele pediu que Jacó ficasse ali, pois reconheceu que o Senhor estava abençoando sua vida e sua casa por amor de Jacó (Gn 30.27). Para que Jacó não deixasse sua casa, Labão fez a seguinte proposta: “Determina-me o teu salário, que to darei” (Gn 30.28). Jacó deseja trabalhar para o bem de sua família, e não mais para o enriquecimento de seu tio. Então, ele propôs que todos os animais “salpicados e malhados”, e “todos os morenos entre os cordeiros”, e o que era “malhado e salpicado entre as cabras”, seriam dele. Então, Labão aceita a proposta dizendo: “Tomara que seja conforme a tua palavra” (Gn 30.34).

( O trabalho dignifica o homem e trás alegria ao lar. A Bíblia recomenda que o homem trabalhe, ou melhor, a Bíblia manda que o homem trabalhe para se sustentar. É através do trabalho que sustentamos o lar, honramos com nossos compromissos,  ajudamos o próximo, cooperamos na igreja e etc. Por isso é dignificante trabalhar.)

3. Deus manda Jacó retornar à casa de seus pais. 
O Senhor prosperou o trabalho das mãos de Jacó. Ele cresceu abundantemente e teve “muitos rebanhos, servos, servas, e camelos e jumentos” (Gn 30.43). Não demorou para os invejosos levantarem-se contra ele. Os filhos de seu tio disseram: “Jacó tem tomado tudo o que era de nosso pai e do que era de nosso pai fez ele toda esta glória” (Gn 31.1). Uma acusação mentirosa, carregada de inveja e maldade. Seu tio, de igual modo, demonstrava grande insatisfação contra ele. O ambiente tornou-se contrário a Jacó, mas Deus, que tudo vê e é justo, interveio na situação. O Senhor falou com Jacó: “[...] Torna à terra dos teus pais e à tua parentela, e eu serei contigo” (Gn 31.3). Certo dia, quando o sogro se afastou para tosquiar ovelhas, Jacó fugiu de Labão, com suas mulheres e seus filhos. Depois de três dias da fuga, Labão tomou conhecimento de que Jacó fugira com sua família. Revoltado, saiu em perseguição a Jacó e o encontrou na montanha de Gileade (Gn 31.22,23 - ²² E no terceiro dia foi anunciado a Labão que Jacó tinha fugido. ²³ Então tomou consigo os seus irmãos, e atrás dele seguiu o seu caminho por sete dias; e alcançou-o na montanha de Gileade.). Sem dúvida alguma, a intenção de Labão era de promover uma grande represália a Jacó, mas Deus interveio mais uma vez em favor do patriarca e impediu-lhe de fazer o mal (Gn 31.24-29 - ²⁴ Veio, porém, Deus a Labão, o arameu, em sonhos, de noite, e disse-lhe: Guarda-te, que não fales com Jacó nem bem nem mal. ²⁵ Alcançou, pois, Labão a Jacó, e armara Jacó a sua tenda naquela montanha; armou também Labão com os seus irmãos a sua, na montanha de Gileade. ²⁶ Então disse Labão a Jacó: Que fizeste, que me lograste e levaste as minhas filhas como cativas pela espada? ²⁷ Por que fugiste ocultamente, e lograste-me, e não me fizeste saber, para que eu te enviasse com alegria, e com cânticos, e com tamboril e com harpa? ²⁸ Também não me permitiste beijar os meus filhos e as minhas filhas. Loucamente agiste, agora, fazendo assim. ²⁹ Poder havia em minha mão para vos fazer mal, mas o Deus de vosso pai me falou ontem à noite, dizendo: Guarda-te, que não fales com Jacó nem bem nem mal.). Em seu encontro com Jacó, depois da fuga, Labão questionou o desaparecimento de seus deuses. Então, Jacó disse a Labão: “Com quem achares os teus deuses, esse não viva” (Gn 31.32). Jacó não imagina que Raquel, a esposa amada, tinha-os furtado (Gn 31.33-35 - ³³ Então entrou Labão na tenda de Jacó, e na tenda de Lia, e na tenda de ambas as servas, e não os achou; e saindo da tenda de Lia, entrou na tenda de Raquel. ³⁴ Mas tinha tomado Raquel os ídolos e os tinha posto na albarda de um camelo, e assentara-se sobre eles; e apalpou Labão toda a tenda, e não os achou. ³⁵ E ela disse a seu pai: Não se acenda a ira aos olhos de meu senhor, que não posso levantar-me diante da tua face; porquanto tenho o costume das mulheres. E ele procurou, mas não achou os ídolos.). Labão era idólatra e, ao que tudo indica, tinha vários ídolos em sua casa, e sua filha Raquel seguiu o exemplo do pai. Na fuga com Jacó, ela furtou os deuses de Labão. Este se foi, porém Jacó prosseguiu sua caminhada em direção à casa de seus pais e enviou um presente para seu irmão, Esaú. Então, Esaú deslocou-se em direção a Jacó; este ficou tão temeroso de uma possível vingança que clamou a Deus dizendo: “Deus de meu pai Isaque, ó Senhor, que me disse: Torna à tua terra e à tua parentela, livra-me, peço-te, da mão de meu irmão, da mão de Esaú” (Gn 32.9-11). Em seguida, enviou um grande presente para Esaú (Gn 32.14,15 - ¹⁴  Duzentas cabras e vinte bodes; duzentas ovelhas e vinte carneiros; ¹⁵ Trinta camelas de leite com suas crias, quarenta vacas e dez novilhos; vinte jumentas e dez jumentinhos;).

( Chegou o dia de sair daquele lugar, Jacó foi com suas esposas, filhos, seu gado e tudo quanto tinha. Mas em determinado instante quando soube que seu genro havia ido embora com suas filhas, Labão o perseguiu e o encontrou. Nesse momento dois acontecimentos vem a nos alertar sobre certas atitudes impensadas; primeiro que ao ir embora da casa de seu pai, Raquel rouba os deuses falsos. Segundo, sem procurar saber quem seria, Jacó profere uma sentença arrasadora. Quando conhecemos a Deus e sua ação sobre minha vida e a vida de minha família não devemos cultuar outros deuses ou ídolos,  ou qualquer que tome seu lugar em nossa vida. Nunca tome atitudes impensadas que depois venha a se arrepender. Análise,  tome conhecimento, vejo tudo bem direito pra tomar a atitude certa.)

SINOPSE II

Deus colocou no coração de Jacó o desejo de retornar à sua terra.

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III. JACÓ NO VAU DO JABOQUE

1. A angústia e o medo de Jacó. 
Aquele foi um momento muito significativo na vida de Jacó. Obedecendo a voz de Deus, ele estava retornando para a sua terra com toda a sua família. No entanto, estava muito temeroso com a reação de seu irmão Esaú. Como seria o encontro entre eles? Ninguém poderia imaginar. Jacó decide enviar, por intermédio de seus servos, um presente ao seu irmão. Jacó teve medo e ficou angustiado ao saber que seu irmão vinha ao seu encontro com 400 homens, um pequeno exército (Gn 32.6 - ⁶ E os mensageiros voltaram a Jacó, dizendo: Fomos a teu irmão Esaú; e também ele vem para encontrar-te, e quatrocentos homens com ele.). Em meio às situações adversas que enfrentamos, precisamos fazer como Jacó: buscar o socorro divino elevar os olhos aos céus (Sl 121.1,2 - ¹ Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. ² O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra.). Elevar os olhos aos céus é a atitude de quem ora a Deus e confia no seu livramento. Em meio a aflição, Jacó elabora um plano: Dividir suas esposas e filhos e os que estavam com ele em dois grupos, como também os animais. Se Esaú atacasse um grupo, o outro teria a possibilidade de escapar. Vemos aqui a preocupação de Jacó em proteger sua família. Cabe ao homem, o sacerdote do lar, proteger e cuidar da segurança de sua esposa e filhos. Protegê-los com suas orações e jejuns para que Deus os livre de todo o mal. Como anda a proteção de sua família?

( O dia do encontro chegou e Jacó precisava tomar uma atitude, mas o que fazer pra encarar seu irmão o qual tinha enganado e tomado a primogenitura! Diante de situações decisivas precisamos tomar a direção certa, e quanto mais pra Jacó que já tinha errado uma vez. É preciso analisar, estudar, pensar bastante pra se tomar a direção certa e momento certo, não poderia errar de novo, nem agravar a situação,  sua atitude deveria pra apaziguar. São em momentos decisivos que precisamos ser mais cautelosos com nossas atitudes.)

2. Jacó ficou só e lutou com o anjo. 
Naquela noite, após sua família passar adiante, ele ficou só; certamente para orar a Deus e buscar seu socorro. Então lhe apareceu um homem (um anjo) que lutou com ele até o romper do dia. A luta de Jacó com o anjo durou toda a noite (Gn 32.22,23 - ²² E levantou-se aquela mesma noite, e tomou as suas duas mulheres, e as suas duas servas, e os seus onze filhos, e passou o vau de Jaboque. ²³ E tomou-os e fê-los passar o ribeiro; e fez passar tudo o que tinha.). Há momentos em que uma oração sincera basta para que Deus responda (Jr 33.3 - ³ Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.). Mas há situações que exigem perseverança: orar, interceder e jejuar, mesmo sem resposta imediata. Nessas horas, devemos agir como Jacó, que lutou em fé e declarou: “Não te deixarei ir, se me não abençoares” (Gn 32.26). Vemos aqui perseverança, constância.

(Uma noite na peleja! Não foi fácil, foi extremamente dolorosa e enfadonha, mas o final foi recompensador. As vezes vemos só o final e achamos que foi fácil chegar até ali,  mas só quem passa pela luta sabe o quanto é desgastante o processo. Foi uma noite inteira lutando e pelejando, resistindo e se esforçando pra não largar o anjo. Quanta força não foi colocada, quanto suor não foi derramado, quantas dores não foram sentidas, mas o seu objetivo era ser abençoado,  e Jacó sabia que aquele ser poderia fazer e ele insistiu. O segredo da bênção é ir até o fim do processo!)

3. Jacó é transformado. 
Depois daquele encontro entre Jacó e o anjo, ele não foi mais o mesmo homem. Aprendemos aqui que quem tem um encontro real com Deus não é mais o mesmo. Não podemos sair da presença do Senhor da mesma maneira. Ele nos modela, nos transforma, assim como o barro na mão do oleiro (Jr 18.1-6 - ¹ A palavra do SENHOR, que veio a Jeremias, dizendo: ² Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras. ³ E desci à casa do oleiro, e eis que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas, ⁴ Como o vaso, que ele fazia de barro, quebrou-se na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso, conforme o que pareceu bem aos olhos do oleiro fazer. ⁵ Então veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: ⁶ Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.). Muitos dizem conhecer a Deus e serem cheios do Espírito Santo, mas os anos passam, e nunca vemos mudança em seu caráter e temperamento; logo, podemos dizer que esses ainda não experimentaram um relacionamento verdadeiro com o Eterno, pois não se deixaram transformar por sua presença.

(Não há como ter um encontro real com Deus e não ser transformado. É uma experiência ímpar na vida do homem, e isso muda por completo todo o seu ser. Que nós possamos realmente demonstrar na prática o relacionamento que temos com Deus. Que nossa vida com Ele seja mostrado na vida diária. )

SINOPSE III

Jacó ergue uma coluna em Betel e faz um voto ao Senhor.

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AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
DEUS DE MEUS PAIS

Jacó teve medo ao se aproximar do território de Esaú, pois pensava que seu irmão ainda estivesse aborrecido, talvez violento, por causa da maneira como o havia enganado mais de vinte anos antes. Por isso Jacó orou pedindo ajuda a Deus. A sua oração é um modelo para todos os crentes em situações de risco de vida. 1) Jacó lembrou o Senhor de sua promessa de proteger aqueles que seguem os planos de Deus (v.9). 2) Agradeceu a Deus por todas as bênçãos imerecidas e pela ajuda que havia recebido (v.10). 3) Orou pedindo que Deus o livrasse da situação potencialmente perigosa (v.11). 4) Disse que a principal razão para pedir a proteção de Deus era que ele pudesse cumprir o propósito de Deus para a vida dele (v.12).” (Bíblia de Estudo Pentecostal para Jovens. Rio de Janeiro: CPAD, p.95).

CONCLUSÃO

Jacó teve muitos momentos difíceis em sua vida; no entanto, um dos piores momentos foi quando ele enganou seu pai. Esaú prometeu matá-lo, e ele teve que fugir, indo morar com seu tio, Labão. Na casa de seu tio, trabalhou muito, foi enganado e invejado. Então, o Senhor colocou em seu coração o desejo de retornar à sua terra. Mas a saída da casa de seu tio não foi nada fácil, nem foi fácil o reencontro com seu irmão Esaú. Em seu retorno para casa, ele lutou com o anjo e teve seu nome mudado. Jacó, em Peniel, declarou: “Vi Deus face a face”. Seu encontro com o Senhor salvou-lhe a vida e trouxe uma grande transformação de dentro para fora.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Qual o local do primeiro encontro entre Jacó e Raquel?
Jacó encontrou Raquel, filha de Labão, seu tio, quando ela tentava dar de beber aos rebanhos de seu pai, pois era pastora de ovelhas (Gn 29.10).

2. Qual o nome da filha de Labão que ele usou para enganar Jacó no dia do casamento?
Leia.

3. Quantos anos Jacó trabalhou por Leia e Raquel, respectivamente?
Ele trabalhou sete anos.

4. Quais os nomes dos filhos de Jacó com Leia e sua serva Zilpa?
Com Leia, Jacó teve os seguintes filhos: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulom, totalizando seis filhos, e mais uma filha, a quem deu o nome de Diná. Com a serva de Leia, Zilpa, teve dois filhos, Gade e Aser.

5. Quais os nomes dos filhos de Jacó com Raquel e sua serva Bila?
Com sua amada esposa, teve dois filhos. São eles: José e Benjamim. Com Bila, serva de Raquel, teve mais dois filhos: Dã e Naftali.

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REVISTA ENSINADOR CRISTÃO
JACÓ: DE ENGANADOR A HOMEM DE HONRA

Nesta lição, veremos com maiores detalhes os efeitos da conversão de Jacó. Depois de encontrar-se com Deus em Betel, a trajetória de Jacó tomará forma a partir dos anos que passou longe da família. A fuga para a casa de seu tio, longe de ser o destino final que o Senhor havia reservado para Jacó, foi o meio que Deus usou para moldar o seu caráter. Ali, na casa de labão, aquele que enganava veio a ser enganado. Na ocasião em que desejava se casar com Raquel, a filha mais nova de Labão, Jacó teve de trabalhar longos quatorze anos para finalmente tê-la como sua esposa (Gn 29.21-31). Muito tempo se passou, Jacó teve muitos filhos, sua riqueza aumentou e possuía muitos empregados. Mas havia pendências com o passado que precisavam ser resolvidas. Então, o Senhor ordenou que Jacó retornasse para a casa de seus pais a fim de encontrar-se com seu irmão. Nesse ínterim da jornada, Jacó estava tomado pelo medo e precisava ter mais uma experiência com Deus a fim de que tivesse o seu coração completamente mudado. Na travessia do rio Jaboque, depois de passar sua família, Jacó avistou um homem diferente. Era um anjo que lhe apareceu e lutou com ele até o romper do dia. Naquela luta, Jacó insistiu para que o anjo lhe abençoasse. Por causa da sua insistência, Jacó foi abençoado e teve o seu nome mudado para Israel. De acordo com o Dicionário Bíblico Wycliffe (CPAD), “Jacó havia se recusado a deixá-lo partir até que ele tivesse lhe dado uma bênção, e assim Deus lhe deu o novo título de Yis-ra’el, declarando que ele havia persistentemente lutado (sarita de sarah, ‘esforçar-se, persistir’) com Deus (‘elohim, cuja forma mais curta é El’) e prevalecido (isto é, em sua oração sincera). Portanto, parece que o nome significa: ‘O que luta [persiste] com Deus’” (p.933). Depois da experiência com Deus no vau de Jaboque, Jacó estava completamente preparado para encontrar seu irmão. A mudança não era apenas nominal, mas, principalmente, o seu coração estava entregue a Deus. Ele reconheceu o dano que havia causado em seu irmão, não apenas material, mas, sobretudo, emocional e espiritual. A partir da decisão de Jacó, Deus mudaria o quadro daquela situação e o encontro com o seu irmão traria restauração da comunhão na família. O tempo na casa de Labão e as experiências espirituais com Deus durante a jornada trouxeram a mudança de caráter que Jacó tanto precisava e consolidaram o seu testemunho para que todos reconhecessem que ele não era mais a mesma pessoa. Seu exemplo nos ensina que Deus usa o tempo e as circunstâncias para mudar pessoas, pensamentos e comportamentos.

Pb. Rogério Faustino 
Neweb 



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