Lição 12: A Reconciliação de Jacó com Esaú 21 de junho de 2026
2º TRIMESTRE DE 2026
Tema do Trimestre: Homens dos quais o Mundo não Era Digno
O Legado de Abraão, Isaque e Jacó
Comentarista: Pr. Elinaldo Renovato
TEXTO ÁUREO
“Então, Esaú correu-lhe ao encontro e abraçou-o; e lançou-se sobre o seu pescoço e beijou-o; e choraram.” (Gn 33.4).
VERDADE PRÁTICA
Em Deus, sempre há possibilidade de perdão e reconciliação.
LEITURA DIÁRIA
Segunda — Amar uns aos outros
João 13.34,35
³⁴ Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.
³⁵ Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.
³⁵ Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.
Terça — Perdoando como somos perdoados
Mateus 6.12
¹² E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;
Quarta — Perdoando uns aos outros
Colossenses 3.13
¹³ Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.
Quinta — Quem não perdoa não será perdoado
Mateus 6.15
¹⁵ Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.
Sexta — Deus perdoa e esquece a ofensa
Hebreus 10.17
¹⁷ E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades.
Sábado — Até setenta vezes sete
Mateus 18.21,22
²¹ Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?
²² Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.
²² Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 33.1-10.
¹ E levantou Jacó os olhos e olhou, e eis que vinha Esaú, e quatrocentos homens com ele. Então, repartiu os filhos entre Leia, e Raquel, e as duas servas.
² E pôs as servas e seus filhos na frente e a Leia e a seus filhos, atrás; porém a Raquel e José, os derradeiros.
³ E ele mesmo passou adiante deles e inclinou-se à terra sete vezes, até que chegou a seu irmão.
⁴ Então, Esaú correu-lhe ao encontro e abraçou-o; e lançou-se sobre o seu pescoço e beijou-o; e choraram.
⁵ Depois, levantou os seus olhos, e viu as mulheres e os meninos, e disse: Quem são estes contigo? E ele disse: Os filhos que Deus graciosamente tem dado a teu servo.
⁶ Então, chegaram as servas, elas e os seus filhos, e inclinaram-se.
⁷ E chegou também Leia com seus filhos, e inclinaram-se; e, depois, chegaram José e Raquel e inclinaram-se.
⁸ E disse Esaú: De que te serve todo este bando que tenho encontrado? E ele disse: Para achar graça aos olhos de meu senhor.
⁹ Mas Esaú disse: Eu tenho bastante, meu irmão; seja para ti o que tens.
¹⁰ Então, disse Jacó: Não! Se, agora, tenho achado graça a teus olhos, peço-te que tomes o meu presente da minha mão, porquanto tenho visto o teu rosto, como se tivesse visto o rosto de Deus; e tomaste contentamento em mim.
HINOS DA HARPA CRISTÃ
1 Mais perto de Jesus, procuro sempre eu chegar,
Mais belo que o ouro do sol nado é a Ti mirar.
Em pensamento, sonhos, tanta glória nunca vi;
Pois Ele é mais belo do que eu jamais previ!
Não posso explicar
Quão meigo é Jesus;
Mas, face a face, no Teu lar,
Eu Te verei, Jesus!
2 A estrela resplendente da manhã á minha luz;
O lírio dos vales é o bom Senhor Jesus;
Suave e doce é o cheiro que só vem de Ti;
Pois Ele é mais belo do que eu jamais previ!
3 Se mágoas vêm me perturbar, o bálsamo Ele tem;
Me toma nos Seus braços e, assim, descanso bem;
Na cruz levou Jesus o meu pecado sobre Si;
Pois Ele é mais belo do que eu jamais previ!
Autor ou Tradutor: S.N Samuel Nyström
1 Ó Mestre! O mar se revolta:
As ondas nos dão pavor:
O céu se reveste de trevas:
Não temos um Salvador!
Não se te dá que morramos?
Podes assim dormir.
Se a cada momento nos vemos,
Sim, prestes a submergir?
“As ondas atendem ao meu mandar:
Sossegai!
Seja o encapelado mar
A ira dos homens, o gênio do mal:
Tais águas não podem a nau tragar,
Que leva o Senhor, Rei do Céu e mar,
Pois todos ouvem o meu mandar:
Sossegai! — sossegai!
Convosco estou para vos salvar:
Sim, sossegai!”
2 Mestre, na minha tristeza
Estou quase a sucumbir:
A dor que perturba minha alma,
Oh! Peço-te, vem banir!
De ondas do mal que me encobrem,
Quem me fará sair?
Pereço, sem ti, oh! meu Mestre!
Vem logo, vem me acudir!
3 Mestre, chegou a bonança,
Em paz eis o céu e o mar!
O meu coração goza calma
Que não poderá findar.
Fica comigo, oh! meu Mestre,
Dono da Terra e Céu,
E assim chegarei bem seguro
Ao porto, destino meu.
Autor ou Tradutor: M.A.B Mary Ann Baker
Oh! Jesus, meu Salvador,
Estou seguro em teu amor,
E por ti sou vencedor,
Pois estás comigo!
Autor ou Tradutor: J.I.F J.I.Freire
PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Nessa lição, veremos o encontro e a reconciliação de Jacó com seu irmão Esaú. Jacó enganou seu irmão, mas depois foi ludibriado por seu sogro. O tempo de preparo na vida de Jacó, na casa de seu tio e sogro, havia terminado. Sua saída de Harã foi por direção de Deus (Gn 31.3,13). Desse modo, Jacó empreendeu uma fuga com sua família, e logo foi perseguido pelo sogro. Contudo, este não pôde lhe fazer mal, porque Deus lhe determinou que não lhe falasse “nem bem nem mal” (Gn 31.24). No entanto, Jacó ainda teria que se acertar com seu irmão.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Explicar que Jacó e Esaú tinham sérios conflitos;
II) Mostrar o encontro de Jacó e Esaú;
III) Saber que, depois do encontro com seu irmão, Jacó segue seu caminho.
B) Motivação:
Tudo indica que havia certa rivalidade entre Esaú e Jacó, resultado da predileção de seus pais. O relacionamento deles parecia não ser o dos melhores, mas tudo piorou depois que Jacó enganou seu pai, mentiu e tomou a bênção no lugar do seu irmão. Isso só agravou o relacionamento entre os irmãos; no entanto, a distância entre os irmãos, o tempo e a ação de Deus no coração deles, fez com que houvesse arrependimento, perdão e reconciliação.
C) Sugestão de Método:
Nesta lição, estudaremos o encontro de Esaú e seu irmão Jacó. Eles tiveram um relacionamento difícil que muito tem a nos ensinar a respeito da prática do perdão. Infelizmente, muitos crentes não perdoam com facilidade os agravos recebidos. Por isso, aproveite a temática da lição para tratar a respeito do assunto. Sabemos que o perdão envolve um ofensor e um ofendido: aquele que cometeu a ofensa e aquele que sofreu a ofensa. Portanto, oriente os alunos a respeito do valor do perdão como mandamento divino e como um fator decisivo para a saúde mental e dos relacionamentos.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação:
Depois de fazer toda a exposição dos tópicos da Lição, aplique as verdades estudadas, mostrando que é um dever do crente o perdão e a reconciliação, em especial no âmbito familiar.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão.
Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 105, p.42, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais:
Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “Perdão”, localizado depois do segundo tópico, ajuda a compreender a necessidade e a importância do perdão; 2) O texto “Tirai os deuses estranhos que há no meio de vós”, localizado depois do terceiro tópico, ajuda a compreender a idolatria na casa de Labão e Jacó.
INTRODUÇÃO
Chegou o dia em que finalmente Jacó teria que encontrar seu irmão e acertar as contas com ele. Seu coração estava temeroso e ansioso. Mas Esaú ao encontrar Jacó, abraçou-o e beijou-o. O inesperado aconteceu! Podemos ver o encontro fraternal entre os dois irmãos, que, pela graça de Deus, tomaram atitudes de valor, perdoando um ao outro. Aquele episódio tinha tudo para dar errado e tornar-se uma tragédia, mas o Senhor interveio. Nessa oportunidade, veremos que o encontro de Esaú com Jacó é um exemplo a ser seguido por todos os que tiverem algum tipo de desentendimento com seus familiares ou outras pessoas próximas.
( Em um reencontro que poderia dar em tragédia o Senhor interveio e brotou a paz e o perdão. Nesse encontro de Jacó com Esaú podemos ver claramente a ação divina, Deus sarando corações e enchendo de alegria e paz. O Senhor deseja que todos os seus servos vivam em paz com todos, Ele faz e fará de tudo pra que seus filhos vivam a paz que Ele concede aos seus corações. )
Palavra-Chave: RECONCILIAÇÃO
I. IRMÃOS EM CONFLITO
1. Jacó.
Já vimos que Jacó lutou com o anjo, e essa luta resultou uma transformação de caráter e em bênção de Deus sobre a sua vida. Esse episódio, em meio a circunstâncias adversas, fez com que Jacó compreendesse que a sua vida e o seu sucesso dependiam somente do Senhor. Nunca foi resultado de seus métodos e habilidades, mas da ajuda, orientação e bênção do Deus de Abraão e Isaque. Em nossa jornada cristã, também não podemos nos esquecer de que tudo que temos e somos vem do Senhor. Não lutamos fisicamente com os anjos, como fez Jacó, mas podemos lutar por intermédio da persistente oração, do jejum e da adoração até que vejamos o agir transformador de Deus em nossa vida e na vida de nossos familiares (Lc 11.5-10 - ⁵ Disse-lhes também: Qual de vós terá um amigo, e, se for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, ⁶Pois que um amigo meu chegou a minha casa, vindo de caminho, e não tenho que apresentar-lhe; ⁷ Se ele, respondendo de dentro, disser: Não me importunes; já está a porta fechada, e os meus filhos estão comigo na cama; não posso levantar-me para tos dar; ⁸ Digo-vos que, ainda que não se levante a dar-lhos, por ser seu amigo, levantar-se-á, todavia, por causa da sua importunação, e lhe dará tudo o que houver mister.⁹ E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; ¹⁰ Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á.).
( Tudo que podemos fazer só terá sucesso se Deus estiver na frente e no controle. Podemos ser habilidosos, inteligentes e pró-ativos, mas nossa jornada de vitórias e conquistas só acontecerão se Deus tomar a direção de nossas vidas. Existem as promessas, mas seus cumprimentos estarão ligados diretamente a vontade divina e nossa obediência a mesma. Todo o sucesso e riqueza de Jacó vinham da bênção de Deus na sua vida. Da mesma maneira é com o cristão hoje, as bênçãos do Senhor não vem de méritos ou algo semelhante de nossa parte, mas única e exclusivamente da vontade de Deus.)
2. Esaú.
Ao que parece, Deus não somente transformou Jacó, mas também, com o passar dos anos, trabalhou no coração de Esaú. Transformar o ser humano, seu caráter, sua personalidade e suas emoções é algo que somente o Criador pode fazer. A religião não tem esse poder, e o casamento, por melhor que seja o cônjuge, também não. O primogênito de Isaque perdeu a sua bênção porque a trocou por um prato de ensopado (cf. 25.31-34 - ³¹ Então disse Jacó: Vende-me hoje a tua primogenitura. ³² E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer; para que me servirá a primogenitura? ³³ Então disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó. ³⁴ E Jacó deu pão a Esaú e o guisado de lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou-se, e saiu. Assim desprezou Esaú a sua primogenitura.). Ao ser enganado pelo irmão, Esaú demonstrou raiva intensa e desejo de vingança. Contudo, não parece ter sentido tristeza pelas suas escolhas pecaminosas. O filho predileto de Isaque enfrentou as difíceis consequências de suas equivocadas escolhas. Mas agora ele desejava resolver as diferenças com o irmão de forma pacífica. No entanto, precisamos ressaltar que a atitude amistosa de Esaú foi a resposta de Deus à oração de Jacó (32.11 - ¹¹ Livra-me, peço-te, da mão de meu irmão, da mão de Esaú; porque eu o temo; porventura não venha, e me fira, e a mãe com os filhos.).
( Esaú após o episódio da primogenitura era matar Jacó e sabemos que o faria se caso Jacó não tivesse fugido. Isso era tão real que a fuga de Jacó se deu também pelo incentivo de seus pais, Isaque e Rebeca. Eles sabiam do que Esaú era capaz. O tempo passou e talvez Esaú nunca se esqueceu daquele engano, porém aos encontrar-se com Jacó sua atitude foi de reconciliação, e o que aconteceu com o homem furioso, irado e cheio de vingança? O Senhor transformou! Esaú não se esqueceu do episódio, tanto é que quando soube que Jacó vinha, saiu ao seu encontro com quatrocentos homens. Quem sai a um encontro com essa quantidade de homens não sabe o que espera nem tão pouco sabe o que deve fazer, porém Jacó vinha ao seu encontro desejoso de perdão e orou a Deus. Foi Ele, Deus que mudou as perspectivas humanas e os planos. A oração foi ouvida e o Senhor transformou o coração irado de Esaú num coração apegado ao perdão. É o Senhor quem muda as pessoas! Ele ainda muda!)
3. Raquel.
É interessante ressaltar que Jacó colocou as servas e seus filhos à frente, depois Leia e seus filhos. Porém, sua amada Raquel e seu amado filho José colocou por último em uma tentativa de protegê-los (Gn 33.1 - ¹ E levantou Jacó os seus olhos, e olhou, e eis que vinha Esaú, e quatrocentos homens com ele. Então repartiu os filhos entre Lia, e Raquel, e as duas servas.). Essa maneira de agir de Jacó certamente causava ciúmes e divisões entre as famílias. Para que a disfunção familiar não seja uma realidade, é preciso que cônjuges e pais tenham atenção ao modo como os relacionamentos familiares são construídos. Toda a forma de predileção deve ser evitada para que tenhamos uma família funcional.
( O contexto familiar de Jacó era meio conturbado, havia disputas, invejas e com certeza predileção. Naquela situação havia rivalidades, e o desejo de alguém querer ser superior a outro. É muito triste e extremamente desgastante um lar onde seus familiares vivem numa situação de divisão. Os pais devem evitar a predileção e criar os filhos de mofo igual.)
SINOPSE I
Esaú e Jacó eram irmãos, mas viviam em conflito e tinham muito que se acertar.
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II. O ENCONTRO ENTRE JACÓ E ESAÚ
1. Deus entra em ação.
Jacó ficou angustiado, com o coração cheio de temor. Quando viu o rosto do irmão de perto, deixou seu pequeno grupo para trás, adiantou-se “e inclinou-se à terra sete vezes, até que chegou a seu irmão” (Gn 33.3). Àquela altura, pela bondade e intervenção de Deus, as incertezas e o medo já haviam se dissipado. Jacó tomou a iniciativa de ir em direção a Esaú e em atitude de humildade, não se inclinou apenas uma ou duas vezes, como era comum naquela cultura, mas inclinou-se sete vezes. A humildade tem poder para dissipar a ira e nos conceder paz, vitória e descanso; por isso, Jesus nos convida a aprendermos com Ele, que é manso e humilde de coração (Mt 11.28 - ²⁸ Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.).
( A atitude de humildade de Jacó com certeza aliada a intervenção divina dissipou toda amargura, ódio e raiva de Esaú. A humildade dissipa o furor e acalma reações violentas. Por isso Jesus nos ensinou a trilharmos o caminho da humildade. Se for preciso não faça só o que se pede, faça mais ainda; vá além do que se pede ou se manda. )
2. Esaú abraça e beija Jacó.
Não temos dúvida de que a mão de Deus se moveu entre os dois irmãos. Certamente o Altíssimo já estava trabalhando nos sentimentos de Esaú, que, ao ver seu irmão ir ao seu encontro com tanta humildade, inclinando-se ao chão inúmeras vezes, toda a sua ira, mágoa ou cólera contra Jacó não tiveram mais lugar (Gn 33.4 - ⁴ Então Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram.). Somente Deus poderia promover tão grande reconciliação, pois, segundo afirma o escritor de Provérbios: “O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio” (Pv 18.19).
( Mais uma vez ressaltamos, o Senhor estava agindo ali no meio. A mão do Senhor estava atuando de forma milagrosa na vida e nos corações dos irmãos. Somente as atitudes de Jacó não eram suficientes demais para acalmar o irmão ofendido. O Senhor estava trabalhando. É isso que Ele faz, Ele trabalha no meio da família, da igreja para promover a paz, o perdão e a reconciliação. )
3. O perdão verdadeiro.
Houve, de fato, arrependimento e perdão entre os irmãos. Podemos afirmar que o Inimigo desejou a morte de Jacó e, assim, a quebra da promessa divina a Abraão. Ele, porém, foi envergonhado, e o nome do Deus de Abraão foi glorificado. Como seria precioso se, hoje, irmãos que estão carregando mágoas no coração se deixassem ser tocados pelo Deus de Abraão, Isaque e Jacó e fossem restaurados, envergonhando o Diabo. Desejamos que o ofendido vá ao encontro do ofensor; abracem-se e reconciliem-se como fez Esaú e Jacó. O caminho para a reconciliação não é “deixar para lá” nem “entregar a Deus”, mas é procurar o ofendido e, com amor, buscar o entendimento, como ensinou Jesus (Mt 18.15-17 - ¹⁵ Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão; ¹⁶ Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. ¹⁷ E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano.).
( Sem dúvida alguma o trabalho e o desejo do diabo era acabar com a vida de Jacó pois ele sabia que assim fazendo estava anulando as promessas, porém Deus agiu e destruiu toda raiz de ódio e vingança, e a promessa continuou de pé. É assim que Deus quer, que não haja nenhuma desavença, intriga, divisão entre os irmãos. )
SINOPSE II
Esaú e Jacó se encontram e se perdoam.
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AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“PERDÃO
Biblicamente falando, perdoar é menos uma mudança de sentimentos (emoções) e mais uma restauração real de um relacionamento. Trata-se de reparar um dano, processo que é geralmente caro e doloroso. O perdão expressa o caráter do Deus misericordioso, que perdoa avidamente os pecadores que confessam os seus pecados, arrependem-se das suas transgressões e expressam isso por meio de ações apropriadas. O perdão nunca é questão de direito humano; é exclusivamente uma expressão graciosa do cuidado amoroso de Deus. A necessidade humana de perdão decorre de ações decorrentes da sua natureza decaída. Essas ações (ou não ações), feitas deliberadamente ou por coincidência, destroem a relação das pessoas com Deus, a qual só pode ser restaurada pela misericórdia perdoadora de Deus (Ef 2.1). Durante a aliança mosaica, o pecado colocou os ofensores sob a ira de Deus entre os ímpios. O resgate desse destino poderia ser obtido somente pelo perdão de Deus, que era obtido por meio do arrependimento e do sacrifício. Embora o sacrifício fosse necessário para expressar o verdadeiro arrependimento, é um erro considerá-lo um pagamento que poderia comprar o perdão de Deus (1Sm 15.22; Pv 21.3; Ec 5.1; Os 6.6). O perdão de Deus continua sendo o seu dom gratuito e imerecido. Ainda que o sistema sacrificial tenha sido abolido, ou melhor, completado por meio de Cristo (Hb 10.12), o ensino do NT continua a reconhecer as condições para o perdão. Visto que o perdão restaura o relacionamento, o ofensor permanece envolvido e deve desejar a restauração (Lc 13.3; 24.47; At 2.38). Deus não concede o seu perdão sem considerar a parte infratora.” (Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: 2023, p.389).
III. A FAMÍLIA DE JACÓ SEGUE SEU CAMINHO
1. Os irmãos se separam.
Depois do encontro e do perdão entre os irmãos, Esaú voltou para Seir, e Jacó foi para a cidade de Sucote, que significa “abrigo”, e estabeleceu sua casa ali (Gn 33.16 - ¹⁶ Assim voltou Esaú aquele dia pelo seu caminho a Seir. ). Aprendemos com esse episódio que perdoar não significa andar novamente junto. Pode haver perdão sincero, mas cada um segue o seu caminho e o seu propósito com Deus. O que não podemos é guardar rancor, ressentimento, em nosso coração. Segundo Efésios 4.32, (³² Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.) devemos perdoar como também Deus em Cristo nos perdoou.
(Não necessariamente após o perdão seja necessário andar juntos, se for o caso podem andar, mas o resultado após o perdão não implica que se deve andar juntos, cada qual segue seu caminho sem mágoas ou ressentimentos, mas com o coração cheio de perdão e alegria. O perdão é justamente isso, você pode até se lembrar do ocorrido no passado, mas aqueles episódios e acontecimentos não promovem na sua alma nenhum desconforto, pelo contrário, há alívio, satisfação e gozo.)
2. Jacó não retorna para a casa de seu pai.
Deus havia ordenado que Jacó retornasse para a casa de seu pai, Isaque. Não sabemos o porquê, mas ele não cumpriu essa determinação divina e instalou-se em Siquém (Gn 31.13 - ¹³ Eu sou o Deus de Betel, onde tens ungido uma coluna, onde me fizeste um voto; levanta-te agora, sai-te desta terra e torna-te à terra da tua parentela.; 35.1 - ¹ Depois disse Deus a Jacó: Levanta-te, sobe a Betel, e habita ali; e faze ali um altar ao Deus que te apareceu, quando fugiste da face de Esaú teu irmão.). Sua decisão e escolha teria consequências ruins que foram reveladas mais tarde. Façamos o que o Senhor nos pediu para fazer, pois Ele é soberano e conhece todas as coisas.
(É extremamente perigoso não cumprir o que Deus manda. Não adianta se esquivar ou tentar mudar o caminho quando Deus já ordenou fazer do jeito Dele, se não for feito as consequências virão. )
3. Jacó levanta um altar ao Senhor.
O patriarca comprou dos filhos de Hamor, pai de Sucote, aquela terra e levantou ali um altar ao Senhor (Gn 33.20 - ²⁰ E levantou ali um altar, e chamou-lhe: Deus, o Deus de Israel.). Jacó chamou esse altar de “Deus, o Deus de Israel”, o único e verdadeiro (Gn 33.20). Como Abraão e Isaque, ele adorou a Deus, reconhecendo a ajuda e o propósito do Senhor em sua vida. Você tem erguido um altar a Deus em sua casa, como fez Jacó? Quais altares estão sendo erguidos e para quem no meio de nossas famílias? Infelizmente, em muitos lares, as redes sociais, filmes e séries estão sendo levantados como altares. Que Deus venha tomar o primeiro lugar em nossa vida e em nossa casa. Mais tarde, depois do trágico incidente que envolveu sua filha Diná, Jacó finalmente foi a Betel, cumprindo a vontade do Senhor. Ali, ele destruiu todos os deuses estrangeiros em sua casa (Gn 35.2 - ² Então disse Jacó à sua família, e a todos os que com ele estavam: Tirai os deuses estranhos, que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai as vossas vestes.).
( As consequências de não tomarmos a direção divina podem causar tragédias dentro da família que as vezes servem de parâmetro para voltarmos a tomar a direção correta, mas que não seja sempre assim. Que nunca venhamos a tomar a decisão certa sempre só depois de aprendermos com nossos erros, mas que sempre possamos ouvir a ordem divina e obedecer integralmente e imediatamente.)
SINOPSE III
Depois de encontrar seu irmão, Jacó segue seu caminho com sua família.
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AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“TIRAI OS DEUSES ESTRANHOS QUE HÁ NO MEIO DE VÓS
Depois dos terríveis acontecimentos do capítulo 34, Deus disse a Jacó que conduzisse sua família a Betel, onde deveriam ter ficado desde o princípio. A essa altura, Jacó percebeu quanto sua família havia decaído espiritualmente, por isso insistiu com todos de sua casa: ‘[...] Tirai os deuses estranhos que há no meio de vós’. Esta renovação espiritual da família de Jacó incluiu: 1) remover da casa tudo o que fosse uma ofensa a Deus (v.2); 2) comprometer-se com a santidade pessoal (v.2); 3) renovar os compromissos com Deus por meio da adoração fiel e verdadeira (v.7; 28.20-22); 4) ter comunhão com Deus (v.9); e 5) viver em conformidade com a Palavra de Deus (vv.10-15) e em sacrifício espiritual (v.14). O comprometimento renovado de Jacó lhe permitiu vivenciar mais uma vez a presença, a proteção, a revelação e a bênção de Deus (v.5,9-13).” (Bíblia de Estudo Pentecostal para Jovens. Rio de Janeiro: CPAD).
CONCLUSÃO
As famílias de Abraão, Isaque e Jacó enfrentaram muitos desafios e dificuldades. Os conflitos familiares ocorridos na casa de Isaque e, posteriormente, na casa de Jacó são consequências da Queda (Gn 3). Os relacionamentos, em especial os familiares, desde o início da criação, foram afetados por sentimentos de disputa, ódio e inveja. Satanás procura explorar esses sentimentos negativos estimulando as contendas, vingança e separação. Que Deus nos ajude a perdoar como o Senhor perdoou.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. O que a luta entre Jacó e o anjo resultou?
Essa luta resultou em uma transformação de caráter e em bênção de Deus sobre a vida de Jacó.
2. Somente quem pode transformar o ser humano?
Transformar o ser humano, seu caráter, sua personalidade e suas emoções é algo que somente o Criador pode fazer.
3. Por que Esaú perdeu a sua bênção?
O primogênito e preferido de Isaque perdeu a sua bênção porque era incrédulo e a trocou por um prato de ensopado (cf. 25.31-34).
4. Depois do encontro com Esaú, Jacó foi para qual cidade? Qual o significado do seu nome?
Depois do encontro e do perdão entre os irmãos, Esaú voltou para Seir, e Jacó foi para a cidade de Sucote, que significa “abrigo”, e estabelece sua casa lá (Gn 33.16).
5. Para onde Deus ordenou que Jacó retornasse? Ele cumpriu de imediato?
Deus havia ordenado que Jacó retornasse para a casa de seu pai, Isaque. Não sabemos o porquê, mas ele não cumpriu essa determinação divina e instalou-se em Siquém (cf. 31.13; 35.1).
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REVISTA ENSINADOR CRISTÃO
A RECONCILIAÇÃO DE JACÓ COM ESAÚ
Os mesmos dilemas são enfrentados pelas famílias, independentemente da época ou da cultura que impera nas sociedades. A trajetória de Jacó e Esaú, por exemplo, mostra que, devido às escolhas erradas dos pais, os filhos aprenderam maus comportamentos que trouxeram dissensões na família e mágoas que perduraram por muitos anos. Mas sempre há possibilidade de perdão e reconciliação quando há espaço para Deus operar nos corações. Enquanto Jacó, ainda que temeroso, orava a Deus para reencontrar seu irmão, Deus estava agindo no coração de Esaú para que houvesse perdão e reconciliação. O coração transformado pelo verdadeiro encontro com Deus produz frutos dignos de arrependimento (Mt 3.8). Jacó demonstrou a humildade necessária para reconhecer os danos que havia causado na vida de seu irmão Esaú. A atitude humilde de um coração sincero é necessária para que haja a reconciliação entre irmãos ofendidos. Onde há apenas soberba e espírito de superioridade, acusações e desejo de ser o “dono da razão” não há espaço para Deus operar o perdão. O próprio Senhor Jesus ensinou que “se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão” (Mt 18.15). Observe que o ensino de Jesus aponta para que a parte ofendida procure o ofensor para reconciliação. Para aqueles que são filhos de Deus e almejam fazer a diferença neste mundo tenebroso e sem amor, a busca pela reconciliação é uma prova de maturidade e verdadeira espiritualidade. De outra maneira, o ensinamento do Evangelho aponta que o perdão ao próximo é uma condicionante para alcançar o perdão de Deus (Mt 18.35). De acordo com a Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global (CPAD), “nesta instrutiva histórica, Jesus ensina que o perdão de Deus, embora concedido livremente a todos os que confessam o seu pecado e se afastam dele, ainda é condicional, dependendo da disposição que a pessoa apresentar para perdoar outros indivíduos. Isto quer dizer que uma pessoa pode perder o direito ao perdão de Deus, por ter um coração amargurado, ressentido, rancoroso e inclemente (Mt 6.14,15; Hb 12.15; Tg 3.11,14). Veja Efésios 4.31,32, onde Paulo diz que a amargura, o ressentimento, o rancor, a hostilidade e a má vontade são completamente incompatíveis com a fé cristã e devem ser eliminados” (p.1657). A atitude demonstrada por Jacó após encontrar-se com Deus revela um coração que experimentou uma renovação espiritual. Deus não mudou apenas sua maneira de pensar, mas suas emoções e o desejo de fazer a vontade de Deus. Que Deus opere em nosso interior para que o perdão e a reconciliação sejam atitudes naturais, pois somos filhos de Deus (2Co 5.18-21).
Pb. Rogério Faustino
Neweb

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