3- O direito de defesa.
Assuero não podia revogar seu
decreto, mas emitiu outro; uma espécie de contraordem, que permitia aos judeus
exercerem seu direito de defesa diante de seus inimigos, no dia assinalado no
decreto anterior (Et 8.8-13). O texto nos faz entender que havia, em todo o
reino, grupos sistematicamente hostis aos judeus (Et 8.11,13 - ¹¹ Nelas o rei
concedia aos judeus, que havia em cada cidade, que se reunissem, e se
dispusessem para defenderem as suas vidas, e para destruírem, matarem e
aniquilarem todas as forças do povo e da província que viessem contra eles,
crianças e mulheres, e que se saqueassem os seus bens, ¹³ E uma cópia da carta
seria divulgada como decreto em todas as províncias, e publicada entre todos os
povos, para que os judeus estivessem preparados para aquele dia, para se
vingarem dos seus inimigos.; 9.1,2,5 - ¹ E, no duodécimo mês, que é o mês de
Adar, no dia treze do mesmo mês em que chegou a palavra do rei e a sua ordem
para se executar, no dia em que os inimigos dos judeus esperavam assenhorear-se
deles, sucedeu o contrário, porque os judeus foram os que se assenhorearam dos
que os odiavam. ² Porque os judeus nas suas cidades, em todas as províncias do
rei Assuero, se ajuntaram para pôr as mãos naqueles que procuravam o seu mal; e
ninguém podia resistir-lhes, porque o medo deles caíra sobre todos aqueles
povos. ⁵ Feriram, pois, os judeus a todos os seus inimigos, a golpes de espada,
com matança e com destruição; e fizeram dos seus inimigos o que quiseram.). Não
era, portanto, uma vingança gratuita e indiscriminada. A ordem foi enviada para
todas as províncias e produziu muita alegria entre os judeus e temor em todos
os povos. Muitos chegaram a se tornar judeus (Et 8.17 - ¹⁷ Também em toda a
província, e em toda a cidade, aonde chegava a palavra do rei e a sua ordem,
havia entre os judeus alegria e gozo, banquetes e dias de folguedo; e muitos,
dos povos da terra, se fizeram judeus, porque o temor dos judeus tinha caído
sobre eles.). No dia da pretendida matança, aconteceu o contrário do que
esperavam os inimigos: os judeus se assenhorearam deles, inclusive ajudados
pelos nobres e todos os maiorais das províncias, que haviam ouvido falar de
Mardoqueu e o temiam (Et 9.1-4). Somente na cidadela de Susã foram mortos 500
homens, incluindo os dez filhos de Hamã. Setenta e cinco mil em todo o reino
persa (Et 9.11-16). No dia seguinte, mais 300 mortos na cidade de Susã (Et 9.15
- ¹⁵ E reuniram-se os judeus que se achavam em Susã também no dia catorze do
mês de Adar, e mataram em Susã trezentos homens; porém ao despojo não
estenderam a sua mão.).
SINÓPSE I
A rainha Ester suplica
humildemente a segurança jurídica para exercer o direito de defesa.
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Trimestre de 2024︱Adultos︱O
Deus que governa o mundo e cuida da família – Os ensinamento divinos nos livros
de Rute e Ester para a nossa geração ︱Neweb ︱Compromisso
com a Palavra
II – A RAINHA ESTER
ESCREVE BOAS NOTÍCIAS PARA O SEU POVO
1- A comemoração dos judeus.
O dia 14 do décimo segundo mês
foi de grande festa para os judeus de todo o Império Persa. O sentimento de
alívio pelo grande livramento tomou conta do povo judeu e precisava ficar
marcado. Mardoqueu registrou os fatos e escreveu cartas para os judeus de todas
as províncias, instituindo uma festa comemorativa, a Festa de Purim. Hamã havia
lançado sorte (pur) para matar os judeus no dia 13. Agora, o dia 14 seria
estabelecido como um dia de festa, um feriado nacional a ser inscrito na
história judaica, para comemorar o livramento que Deus dera ao povo judeu (Et
9.20-28).
2- A carta e o decreto de Ester.
Depois da primeira carta enviada
por Mardoqueu, Ester e o primo escreveram uma segunda carta, confirmando a
instituição da Festa de Purim, com dois dias de duração. Era a primeira vez que
a rainha Ester se dirigia ao seu povo. Ao sair de sua pena, a instituição da
festa estava fundamentada, agora, em um decreto real (Et 9.32 - ³² E o mandado
de Ester estabeleceu os sucessos daquele Purim; e escreveu-se no livro.). A
festa entrou definitivamente no calendário judeu e é comemorada até os dias de
hoje.
3- A exaltação de Mardoqueu.
Assuero conhecia Mardoqueu, mas
não sabia de seu parentesco com a rainha Ester até a denúncia dos malfeitos de
Hamã. Ester 8.1 diz que foi naquele dia que Mardoqueu compareceu à presença do
rei, “porque Ester revelou que ele era seu parente” (NAA). Assuero deu a
Mardoqueu o anel que havia dado a Hamã, e Ester o pôs sobre a casa do agagita
(Et 8.2 - ² E tirou o rei o seu anel, que tinha tomado de Hamã, e o deu a
Mardoqueu. E Ester encarregou Mardoqueu da casa de Hamã.). Mas ainda não era
tudo. Depois da morte dos inimigos dos judeus, Assuero engrandeceu ainda mais a
Mardoqueu, pondo-lhe como o segundo maior do reino; posição que era ocupada por
Hamã (Et 10.3 - ³ Porque o judeu Mardoqueu foi o segundo depois do rei Assuero,
e grande entre os judeus, e estimado pela multidão de seus irmãos, procurando o
bem do seu povo, e proclamando a prosperidade de toda a sua descendência.). O
relato bíblico encerra com um testemunho notável de Mardoqueu: ele foi um homem
público exemplar e próspero, trabalhando para o bem de todo o seu povo. O
propósito de Deus é usar seus servos em todas as áreas da vida. Tudo o que
fizermos deve ser feito para a glória de Deus (1 Co 10.31 - ³¹ Portanto, quer
comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de
Deus.).
SINÓPSE II
A rainha Ester emite uma carta e
um decreto para os judeus exercerem o direito de defesa.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“QUE
REVOGASSE A MALDADE
Embora Hamã tenha sido enforcado
como resultado da intervenção de Deus em favor do seu povo (7.10), a ordem
original do rei de destruir todos os judeus ainda estava em vigor. Nem mesmo o
próprio rei poderia reverter o decreto oficial (v.8). No entanto, em resposta
ao pedido de Ester, um segundo decreto foi promulgado, dando aos judeus o
direito de lutar em sua própria defesa no dia estipulado para a sua destruição
(vv. 9-17). Embora Deus certamente possa salvar as pessoas sem a nossa ajuda,
quase sempre Ele prefere trabalhar com a nossa fiel participação para realizar
os seus propósitos e livrar as pessoas do poder e da influência do mal. Nesta
situação, o resgate de Israel foi resultado de atividade de Deus combinada com
seus fiéis seguidores (veja Fp 2.12-13)” (Bíblia de Estudo Pentecostal: Edição
Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.843).
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com a Palavra
III – A MULHER É CHAMADA
POR DEUS PARA SER RELEVANTE NO MUNDO
1- Uma mulher notável.
Mardoqueu e Ester exerceram um
papel de altíssima relevância no Império Persa, principalmente em relação ao
povo judeu. Para isso, não foi preciso disputa ou inversão de papéis. Ester
chegou ao cargo de rainha sob profundo respeito, obediência e honra ao primo
Mardoqueu, que lhe havia criado como filha. Na condição de rainha, soube ser
humilde, prudente e muito equilibrada. A forma como se dirigia e honrava
Assuero contrastava com a atitude irreverente de Vasti. A firmeza moral de
Ester fez dela uma mulher notável. Ela entendeu o propósito de Deus para sua
vida.
2- A banal “guerra dos sexos”.
Deus não entra em disputas
banais, como a tal “guerra dos sexos”, que visa instilar ódio e aversão entre
homens e mulheres. O Criador nos fez macho e fêmea, com constituição e papéis
distintos, os quais estão claramente revelados nas Escrituras (Gn 1.27 - ²⁷ E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o
criou; homem e mulher os criou.; 2.15-18). No final, julgará a todos conforme
as leis perfeitas e justas que estabeleceu. Deus não é afetado por
partidarismos e ideologias sexistas. Por isso, chama homens e mulheres para
serem relevantes no mundo. A mulher tem muito a contribuir no reino de Deus e
no bem-estar de toda a sociedade.
3- O contexto cristão.
Além das mulheres da Bíblia,
diversas mulheres exerceram papéis importantes em toda a história da Igreja,
tais como: Catarina von Bora, Susannah Wesley, Sarah Kalley, Corrie ten Boom e
Ruth Graham. No contexto assembleiano: Celina Martins Albuquerque, Lina
Nyström, Zélia Brito, Frida Vingren, Signe Carlson, Elisabeth Nordlund,
Florência Silva Pereira, Albertina Bezerra Barreto, Ruth Doris Lemos, Wanda
Freire Costa, dentre tantas outras. Muitas mulheres notáveis permanecem em
atuação em solo brasileiro e em todo o mundo.
SINÓPSE III
A firmeza moral da rainha Ester é
uma inspiração para a mulher cristã do século XXI.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“PURIM
Mardoqueu estabeleceu a Festa de
Purim (cf. vv. 20,23), uma festividade de dois dias que comemorava a maneira
como Deus havia salvado o seu povo do terrível plano de Hamã de aniquilar a
raça dos judeus.
(1) A festa recebeu o nome de
‘Purim’ em referência à maneira como Hamã usou ‘pur’ (heb, ‘sorte, porção’;
como se lançasse dados ou sortes) para determinar o dia em que os judeus
deveriam ser destruídos (veja 3.7, nota).
(2) Purim nos lembra que Deus
pode anular os planos e as circunstâncias das pessoas. Os seus atos não são
aleatórios nem sem propósito. O povo de Deus nunca deve se considerar vítima
desamparada ou impotente do destino ou do acaso. Em vez disso, eles devem ser
fortes na fé de que Deus tem um plano significativo para cada vida – um
propósito que se encaixa perfeitamente no objetivo supremo de salvar as pessoas
e trazê-las a um relacionamento pessoal com Ele. Devemos assumir uma posição de
defesa de Deus, como fizeram Mardoqueu e Ester” (Bíblia de Estudo Pentecostal:
Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.846).
Com alegria e gratidão estamos
concluindo o estudo dos livros de Rute e Ester. Acima do papel humano visto
nestas histórias, a providência divina é contemplada do começo ao fim. O Deus
que tudo provê continua agindo em favor de seu povo.
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Deus que governa o mundo e cuida da família – Os ensinamento divinos nos livros
de Rute e Ester para a nossa geração ︱Neweb ︱Compromisso
com a Palavra
1- Que impedimento havia para
Assuero revogar o decreto que permitia o extermínio dos judeus?
Assuero não podia revogar seu
decreto por causa do limite estabelecido pelo império da lei dos medos e
persas.
2- Qual a importância de todos
estarem sujeitos às leis?
Isso é necessário para que haja
previsibilidade e segurança jurídica.
3- Qual a saída encontrada para
livrar os judeus?
Assuero não podia revogar seu
decreto, mas emitiu outro; uma espécie de contraordem, que permitia aos judeus
exercerem seu direito de defesa diante de seus inimigos, no dia assinalado no
decreto anterior (Et 8.8-13).
4- O que foi estabelecido para
comemorar o livramento do povo judeu?
Mardoqueu registrou os fatos e
escreveu cartas para os judeus de todas as províncias, instituindo uma festa
comemorativa, a Festa de Purim.
5- Como Mardoqueu foi exaltado e
que exemplo nos deixa?
Assuero deu a Mardoqueu o anel
que havia dado a Hamã, e Ester o pôs sobre a casa do agagita (Et 8.2). Assuero
engrandeceu ainda mais a Mardoqueu, pondo-lhe como o segundo maior do reino;
posição que era ocupada por Hamã (Et 10.3). Com Mardoqueu aprendemos que o
propósito de Deus é usar seus servos em todas as áreas da vida. Tudo o que
fizermos deve ser feito para a glória de Deus (1 Co 10.31).
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Pb. Rogério Faustino
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